É hora de comprar PETR4: Mais um bancão eleva recomendação para as ações da Petrobras — e dividendos estão por trás do otimismo
Os analistas do Itaú BBA calculam um potencial de retorno com dividendos (dividend yield) da estatal de 14% para 2025
Depois de experimentar forte turbulência com a troca na presidência e com oscilações relevantes de preço do petróleo no mercado internacional, a Petrobras (PETR4) viu mais um bancão de investimentos melhorar as perspectivas para as ações — e outra vez as expectativas com os dividendos são parte dos motivos por trás do otimismo.
Na esteira da manutenção da visão otimista pelo Goldman Sachs, o Itaú BBA elevou nesta segunda-feira (16) a recomendação para as ações e os ADRs da petroleira, de “neutro” para “outperform” — equivalente a compra —, em meio a discussões sobre investimentos e potenciais proventos extraordinários.
- Nem PETR4, nem VALE3: analista recomenda outras 5 ações “fora do radar” para buscar dividendos; veja quais
Os analistas fixaram o preço-alvo de R$ 48 para as ações no fim de 2025, equivalente a um potencial de valorização de 30% em relação ao último fechamento.
Já para os ADRs negociados em Wall Street, o target é de US$ 17,50 para o final do ano que vem, uma alta potencial de 20% ante o fechamento anterior.
A petroleira reagiu positivamente na bolsa à elevação pelo banco. Por volta das 11h15, os papéis subiam 2,07%, a R$ 37,46.
Por trás do otimismo com a Petrobras (PETR4)
Na avaliação do Itaú BBA, o potencial de distribuição de dividendos extras fartos para os acionistas em 2024 impulsiona a visão positiva para a Petrobras (PETR4).
Leia Também
Depois de retornar ao ranking de maiores pagadoras de dividendos do mundo na semana passada, a gigante do petróleo deve desembolsar bilhões em remuneração aos acionistas no ano que vem, segundo o banco.
Os analistas calculam um potencial de retorno com dividendos (dividend yield) de 14% para 2025.
Nas contas do banco, as ações da Petrobras (PETR4) atualmente são negociadas a múltiplos de 3 vezes a relação valor de firma sobre Ebitda (EV/Ebitda) e de 4,3 vezes o preço sobre lucro (P/E).
No entanto, a distribuição de proventos pode ser impactada por variáveis como o preço do petróleo, mudanças na política de preços de combustíveis da empresa, ritmo de crescimento na produção de petróleo e na própria execução de investimentos (capex) da companhia.
- Lula ‘de olho’ nos dividendos da Petrobras (PETR4)? Presidente encaminha projeto ao congresso que pode ter impacto nos proventos da estatal; entenda
As preocupações com o capex ficaram para trás?
Para o Itaú BBA, porém, as preocupações com o rumo dos investimentos da Petrobras arrefeceram após alguns meses desde a chegada da Magda Chambriard ao comando da estatal.
Isso porque a nova CEO destacou recentemente que deseja “entregar o Plano Estratégico, não mudá-lo”.
Segundo Magda, a principal reivindicação do acionista controlador — a União — era fazer a Petrobras avançar e garantir que a empresa entregasse os projetos incluídos no plano quinquenal.
“Esperamos que o próximo Plano Estratégico passe por alguns ajustes anuais regulares e inclua alguns novos estudos de projetos potenciais nos segmentos que voltaram a ser priorizados pela empresa, mas o foco deve permanecer no crescimento da produção e na substituição das reservas da empresa”, afirmaram os analistas, em relatório.
O que esperar dos investimentos da Petrobras (PETR4)
Na visão dos analistas, um grande salto de capex de um ano para o outro parece improvável.
A Petrobras revisou sua estimativa (guidance) de investimentos para 2024 para uma faixa de US$ 13,5 bilhões a US$ 14,5 bilhões.
Ou seja, para atender ao guidance atual de capex para 2025, de US$ 21 bilhões, a empresa teria que aumentar os desembolsos em mais de 50% anualmente — o que é “historicamente incomum para a Petrobras e parece inviável”, segundo o Itaú BBA.
O Itaú BBA prevê uma potencial revisão para baixo de 15% no guidance de capex da Petrobras para 2025, para US$ 19 bilhões — dos quais US$ 14,9 bilhões devem ser destinados à exploração e produção (E&P).
Excluindo as despesas de aluguel (leasing) e assumindo uma subexecução de cerca de 15%, o capex real pode ficar em torno de US$ 16 bilhões em 2025, de acordo com os analistas.
Considerando os novos elementos estratégicos sinalizados pela gestão, a Petrobras deve buscar autossuficiência em derivados de petróleo, além de se reposicionar em fertilizantes e petroquímica e atuar em negócios de baixo carbono.
É importante destacar que a Petrobras planeja colocar 14 FPSOs (plataformas) em produção até 2028, com possibilidade de implantação de pelo menos mais sete FPSOs posteriormente.
Esse aumento de demanda da petroleira demandará aproximadamente 200 embarcações de apoio offshore no período de 2024 a 2028.
Além das embarcações de apoio offshore a serem construídas por outros players, a Petrobras retomou a contratação de suas próprias embarcações com o lançamento de uma licitação pública pela Transpetro para aquisição de quatro navios.
“Mesmo contabilizando grandes variações no capex orgânico e prováveis M&As, o dividend yield ordinário permanece acima da média dos pares internacionais”, prevê o Itaú BBA.
Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
