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MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Ibovespa fecha em queda com liquidez enxuta, mas acumula ganhos na semana; dólar cai a R$ 4,96

RESUMO DO DIA: Na véspera do Carnaval, a bolsa brasileira até tentou entrar na folia e ganhar fôlego para acelerar os ganhos da semana. Mas, a liquidez mais enxuta dificultou o apetite local.

O Ibovespa terminou o pregão com baixa 0,15%, aos 128.0,25 pontos. Na semana, porém, o índice acumulou ganhos de 0,66%.

Já o dólar e fechou o dia a R$ 4,9613, com baixa de 0,67%, no mercado à vista. Nos últimos cinco pregões, a moeda norte-americana recuou 0,14% ante o real.  

Por aqui, a agenda foi relativamente esvaziada, com destaque apenas para a divulgação do volume de serviços prestados no país em dezembro, que veio abaixo do esperado.

Os investidores seguiram monitorando possíveis desdobramentos da operação da Polícia Federal ontem (8), que teve entre os alvos o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. Contudo, o efeito só deve ser sentido, de fato, após a semana do Carnaval, com a retomada das atividades no Congresso Nacional.

Nos Estados Unidos, a revisão de dados de inflação de dezembro deu fôlego para as bolsas em Wall Street. O S&P 500 fechou acima de 5 mil pontos, um novo recorde histórico e Nasdaq superou os 16 mil pontos ao longo do pregão pela primeira vez desde novembro de 2021.  

Confira o que movimentou os mercados nesta sexta-feira (9):

IBOVESPA SÓ VOLTA NA QUARTA-FEIRA (14)

Com o feriado de Carnaval no início da próxima semana, a B3 não funciona na próxima segunda-feira (12) e terça-feira (13).

A bolsa brasileira retorna as atividades e negociações apenas na Quarta-feira de Cinzas (14), com início do pregão às 13h (horário de Brasília).

Mas, as bolsas de Nova York e na Europa seguem funcionando normalmente. Então, acompanhe a movimentação dos mercados internacionais aqui no Seu Dinheiro.

Não esqueça que o mercado asiático ficou sem negociações a partir desta sexta-feira (9) e só retorna na semana do dia 18 de fevereiro, em razão de feriado local.

Bom feriado e curta o Carnaval!

MAIORES ALTAS E QUEDAS DO IBOVESPA NA SEMANA

Na semana, o Ibovespa acumulou ganhos.

Confira as maiores quedas da semana:

CÓDIGONOMEULTVARSEM
PETZ3Petz ONR$ 3,5312,42%
BHIA3Casas Bahia ONR$ 7,828,61%
ELET3Eletrobras ONR$ 43,647,36%
UGPA3Ultrapar ONR$ 29,637,20%
CRFB3Carrefour Brasil ONR$ 11,777,88%

Na ponta negativa, Bradesco liderou as perdas com os números do balanço do quarto trimestre aquém ao esperado. 

Apenas na sessão da última quarta-feira (7), o banco perdeu mais de R$ 21 bilhões em valor de mercado.

Confira as maiores baixas do Ibovespa na semana:

CÓDIGONOMEULTVARSEM
BBDC4Bradesco PNR$ 13,45-12,21%
AZUL4Azul PNR$ 12,18-11,29%
COGN3Cogna ONR$ 2,40-10,45%
BBDC3Bradesco ONR$ 12,41-9,02%
HAPV3Hapvida ONR$ 3,51-8,36%
SOBE E DESCE DO PREGÃO

O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira (9) com baixa, aos 128 pontos.

Na ponta positiva, as ações cíclicas, mais sensíveis aos juros, ganharam força na reta final do pregão com o alívio nos juros futuros (DIs) mais longos.

MRV se destacou entre as maiores altas em reação a

um relatório recente do Itaú BBA. Na visão de analistas do banco, a queda de quase 10% na véspera criou um "ponto de entrada atraente".

Além disso, destacam "assimetria atraente" e a expectativa de forte desempenho operacional no quarto trimestre. A construtora divulga os resultados no final de fevereiro.

Confira as maiores altas do Ibovespa hoje:

CÓDIGONOMEULTVAR
ALPA4Alpargatas PNR$ 8,627,48%
MRVE3MRV ONR$ 7,166,87%
BHIA3Casas Bahia ONR$ 7,824,27%
TOTS3Totvs ONR$ 30,623,31%
VBBR3VIBRA energia ONR$ 24,552,89%

Entre as maiores quedas, duas companhias foram penalizadas pelos investidores após a divulgação dos resultados do quarto trimestre: Multiplan e São Martinho.

Confira as maiores quedas do Ibovespa hoje:

CÓDIGONOMEULTVAR
RRRP33R Petroleum ONR$ 28,19-3,82%
ASAI3Assaí ONR$ 13,35-3,47%
MULT3Multiplan ONR$ 26,43-3,01%
RECV3PetroReconcavo ONR$ 21,98-2,83%
SMTO3São MartinhoR$ 26,64-2,74%
FECHAMENTO DO IBOVESPA

O Ibovespa encerrou o pregão véspera de Carnaval com baixa de 0,15%, aos 128.025,70 pontos.

Por aqui, a agenda foi mais esvaziada. O único destaque do dia foi a divulgação do volume de serviços prestados em dezembro pelo IBGE.

O volume de serviços prestados no Brasil avançou 0,30% em dezembro ante novembro de 2023, menor do que os 0,7% esperados para o mês, na comparação mensal.

Na comparação trimestral, o volume de serviços cai 0,4% no quarto trimestre na comparação com o terceiro trimestre.

Segundo o IBGE, as famílias de renda mais baixa consumem mais itens essenciais, enquanto os serviços são mais consumidor pela população de renda alta.

Na semana, o Ibovespa avançou 0,66%.

S&P 500 COLOCA BLOCO NA RUA E FECHA ACIMA DOS 5 MIL PONTOS PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA

A perspectiva da manutenção dos juros nos EUA no maior patamar em 22 anos vinha castigando os ativos de risco. Mas esse enredo mudou nesta sexta-feira (9), quando o S&P 500 rompeu pela primeira vez na história os 5 mil pontos

O índice que reúne as principais empresas listadas na bolsa de Nova York já havia dado sinais do novo recorde no dia anterior quando, durante a sessão, superou os 5 mil pontos, mas acabou perdendo um pouco de força e fechando abaixo desse nível histórico. 

O S&P 500 ultrapassou pela primeira vez os 4 mil pontos em abril de 2021. Hoje, a máxima brilhou mais uma vez — e não foi sozinha. O Nasdaq entrou no ritmo de alta e voltou as 16 mil pontos durante a sessão, algo que não acontecia desde novembro de 2021.

Confira a variação e a pontuação dos principais índices de ações em Nova York no fechamento:

Leia mais.

FECHAMENTO DO DÓLAR

O dólar encerrou a sessão a R$ 4,9613, com queda de 0,67%, no mercado à vista.

A moeda norte-americana foi pressionada pelo avanço do petróleo e revisão de dados de inflação nos Estados Unidos.

Na revisão, o índice de preço ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) caiu levemente para 3,3% em dezembro na comparação anual. Antes, o CPI havia registrado alta de 3,4%, também na base anual.

Por aqui, a agenda esvaziada às vésperas de Carnaval não trouxe fôlego para a moeda.

Na semana, o dólar acumulou queda de 0,14%.

FECHAMENTO DO PETRÓLEO

Os contratos mais líquidos do petróleo fecharam o dia em alta. Os conflitos no Oriente Médio seguem no radar.

Os futuros do petróleo Brent, referência mundial, para abril registraram em alta de 0,69%, a US$ 82,19 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Na semana, avançaram 6,28%.

Já os futuros do petróleo WTI, referência para o mercado dos Estados Unidos, terminaram com avanço de 0,81%, com o barril a US$ 76,84, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Na semana, os ganhos foram de 6,32%.

WALL STREET DE RECORDE

Há pouco, Nasdaq superou os 16 mil pontos pela primeira vez desde novembro de 2021. O índice também se aproxima do recorde intraday.

S&P opera em nível recorde, acima dos 5 mil pontos pela primeira vez na história e caminha para renovar recorde de fechamento ainda hoje.

MULTIPLAN (MULT3) ENTRE AS MAIORES QUEDAS

A segunda maior queda do Ibovespa, Multiplan (MULT3) recua 3,71%, a R$ 26,24.

O movimento é reação ao balanço da companhia divulgado ontem (8) depois do fechamento dos mercados.

Na visão da Ativa Investimentos, a queda das ações hoje é "exagerada".

"Em um primeiro olhar, os resultados positivos podem não saltar aos olhos, porém, destacamos aqui o ritmo de vendas, crescimento de aluguéis, taxa de ocupação, fluxo e o forte lucro líquido reportado no trimestre."

USIMINAS (USIM5) RECUA 1% APÓS BALANÇO

Os papéis de Usiminas recuam 1,17%, a R$ 9,29, no Ibovespa. Mais cedo, a companhia chegou a liderar a ponta negativa do índice.

Os investidores reagem ao balanço trimestral e à teleconferência de resultados.

A empresa registrou lucro líquido de R$ 975 milhões no quarto trimestre de 2023. O valor reverteu o prejuízo de R$ 839 milhões registrado no mesmo período de 2022.

Contudo, a perspectiva de que o cenário de siderurgia deve seguir pressionado no primeiro trimestre de 2024 "ofusca" os ganhos da Usiminas.

A XP Investimentos, por exemplo, vê pouca clareza no ritmo e magnitude de melhoria da dinâmica de custos para impulsionar a recuperação da lucratividade na divisão de aço nos primeiros três meses deste ano.

MERCADOS AGORA

O Ibovespa inverteu sinal e sobe 0,13%, aos 128.385 pontos.

O tom positivo é impulsionado pela aceleração dos ganhos em Nova York e alta do petróleo Brent no mercado internacional.

O dólar intensifica as perdas com queda de 0,73%, a R$ 4,9583, no mercado à vista.

Os juros futuros (DIs) operam em linha de estabilidade na cauda mais longa e alta nos curto prazos, na esteira do avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasurys.

PETROLEIRAS CAEM

As petroleiras caem em bloco, apesar da recuperação do petróleo no mercado internacional.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent sobem 0,43%, a US$ 81,98 o barril.

Confira o desempenho das companhias do setor:

CÓDIGONOMEULTVAR
RRRP33R Petroleum ONR$ 28,46-2,90%
RECV3PetroReconcavo ONR$ 22,05-2,52%
PRIO3PRIO ONR$ 42,56-1,94%
PETR3Petrobras ONR$ 42,61-1,43%
PETR4Petrobras PNR$ 41,47-0,93%
CEO DO BANCO DO BRASIL MANDA RECADO A ANALISTAS PREOCUPADOS COM INTERFERÊNCIA DO GOVERNO

A mudança na chefia do Banco do Brasil (BBAS3) levantou a antiga desconfiança do mercado de que a instituição poderia sofrer interferência do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas a gestão de Tarciana Medeiros apresentou resultados bastante sólidos, com um lucro recorde de R$ 35,562 bilhões em 2023, alta anual de 11,4%.

Em um encontro com jornalistas nesta sexta-feira (9), ela e o corpo de direção do Banco do Brasil apresentaram resultados e responderam questões relacionadas à possível interferência do presidente.

“O que os analistas podem esperar de 2024 é tudo que eles não esperavam em 2023. O banco tem uma estrutura de governança muito forte e temos autonomia de gestão”, disse Tarciana Medeiros.

E para quem ainda tem dúvidas sobre a gestão, a CEO do Banco do Brasil destacou a estimativa da administração (guidance) para os resultados deste ano, que aponta para um lucro de até R$ 40 bilhões.

Leia mais.

MRV (MRVE3) SOBE 7%

As ações da MRV (MRVE3) lideram os ganhos do Ibovespa com alta de 7,01%, a R$ 7,17.

Os papéis repercutem um relatório recente do Itaú BBA. Na visão de analistas do banco, a queda de quase 10% na véspera criou um "ponto de entrada atraente".

Além disso, destacam "assimetria atraente" e a expectativa de forte desempenho operacional no quarto trimestre. A construtora divulga os resultados no final de fevereiro.

FECHAMENTO NA EUROPA

As bolsas da Europa terminaram o pregão em queda, em meio a divulgação de novos dados e liquidez mais enxuta em razão de feriado na China.

A inflação da Alemanha, medida pelo índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), desacelerou para 2,9% em janeiro, ante 3,7% em dezembro.

Na comparação mensal, o CPI alemão subiu 0,2% em janeiro.

Confira o fechamento dos principais índices da Europa hoje:

  • FTSE 100 (Londres): -0,30%, aos 7.572,58 pontos;
  • DAX (Frankfurt): -0,22%, aos 16.926,50 pontos;
  • CAC 40 (Paris): -0,24%, aos 7.647,52 pontos;
  • Stoxx 600: -0,09%, aos 484,83 pontos.

DÓLAR SE AFASTA DE R$ 5

O dólar perde força na comparação com o real e se afasta de R$ 5. A moeda norte-americana opera a R$ 4,96, com viés de queda.

Um dos motivos para o recuo é a revisão de dados de inflação nos Estados Unidos.

Na revisão, o índice de preço ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) caiu levemente para 3,3% em dezembro na comparação anual. Antes, o CPI havia registrado alta de 3,4%, também na base anual.

Na comparação mensal, o CPI subiu 0,2% em dezembro, ante 0,3% anteriormente divulgado.

Já o núcleo do CPI, que exclui itens mais voláteis como energia e alimentos, foi mantido com alta de 0,3% na comparação mensal e 3,9% na base anual.

Além disso, há ainda o fator feriado: com a agenda local mais esvaziada na próxima semana, o dólar tende a reduzir a volatilidade. As commodities também perdem força hoje.

O dólar também recua frente a divisas globais. O indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes como euro e libra, cai 0,07%, aos 104,094 pontos.

SÃO MARTINHO (SMTO3): O FUTURO PODE SER AÇUCARADO APÓS O BALANÇO?

A São Martinho ofereceu um cardápio agridoce aos investidores no terceiro trimestre de 2024, encerrado em dezembro de 2023, quando o lucro líquido caiu pela metade. Mas o futuro da empresa ainda pode ser açucarado — e é isso que faz as ações SMTO3 oscilarem tanto na bolsa nesta sexta-feira (9).

O resultado da companhia recuou 51% no período, para R$ 210,6 milhões. Segundo a São Martinho, isso se deveu a um passivo de R$ 168 milhões pelo reconhecimento antecipado de um precatório da Copersucar.

Já o resultado antes dos tributos sobre o lucro encolheu 9,2%, para R$ 703,8 milhões, enquanto a receita líquida da São Martinho subiu 3,8% no trimestre, para R$ 1,59 bilhões. 

O mercado não perdoou esse desempenho e as ações SMTO3 abriram o pregão em forte queda de 4,17%, cotadas a R$ 27,10. No entanto, passaram a oscilar entre perdas e ganhos ao longo da sessão. Por volta de 13h05, as ações subiam 0,55%, cotadas a R$ 27,54. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.

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PETROBRAS (PETR4) RECUA

As ações da Petrobras operam em queda no Ibovespa, em parte pelo desvalorização do barril de petróleo no mercado internacional. Confira:

CÓDIGONOMEULTVAR
PETR3Petrobras ONR$ 42,85-0,88%
PETR4Petrobras PNR$ 41,56-0,72%

Além disso, notícias sobre o alto escalão da estatal pressionam o desempenho das ações.

Segundo fontes ao Broadcast, a Petrobras recebeu uma segunda lista de indicação para o conselho de administração da companhia do Ministério de Minas e Energia.

Na lista anterior, o governo indicou o nome de Efrain Cruz para o alto escalão da petroleira, mas o documento foi devolvido ao MME. Na época, a indicação gerou "um mal estar" entre o ministro Alexandre Silveira e o CEO da Petrobras, Jean Paul Prates. Cruz foi demitido do MME e substituído pelo advogado Renato Galuppo.

Agora é Galuppo que é indicado para o conselho na segunda lista.

As perdas, porém, são limitadas pelo dados de produção no quarto trimestre.

A estatal produziu um total de 2,935 milhões de barris de óleo equivalente (boed) no período, alta de 10,9% na comparação com o quarto trimestre de 2022.

Em 2023, a produção da Petrobras atingiu na média 2,684 milhões de boed, um desempenho 3,7% acima do que foi registrado em 2022.

REAÇÃO AO BALANÇO: RAÍZEN (RAIZ4)

As ações da Raízen (RAIZ4) sobem 0,77%, a R$ 3,95, no Ibovespa. O movimento é uma reação ao balanço da companhia.

A Raízen registrou lucro líquido ajustado de R$ 754,4 milhões no terceiro trimestre do exercício 2023/2024, o equivalente ao quarto trimestre do ano, o que é uma alta de 195% em relação ao mesmo período de 2023.

Na visão da XP, a companhia apresentou um "resultado sólido" apoiado, principalmente, pela unidade de negócio de açúcar — com "preços mais altos compensando custos mais altos principalmente devido a uma temporada de moagem mais longa, uma tendência que esperamos que continue".

"Com um Ebitda de R$ 3,929 milhões, juntamente com maiores estoques de etanol e maiores preços de açúcar com hedge ainda a serem capturados no próximo trimestre, esperamos que a companhia ultrapasse facilmente a faixa inferior do guidance", escrevem os analistas Leonardo Alencar e Pedro Fonseca, que assinam o relatório.

BTG RECOMENDA 10 TÍTULOS DE RENDA FIXA ISENTOS DE IR PARA FEVEREIRO

A ampliação da carência mínima de LCIs e LCAs para 12 e nove meses respectivamente reduziu a atratividade desses títulos isentos de imposto de renda para quem gosta de liquidez mais imediata. Mas no mercado de renda fixa incentivada há outros títulos sem carência, como é o caso das debêntures incentivadas.

Claro que elas têm um risco de crédito maior do que LCIs e LCAs, que são cobertas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em até R$ 250 mil. Debêntures não contam com essa proteção, estando expostas ao risco da empresa emissora.

Mesmo assim, é possível selecionar papéis de companhias com boa classificação de risco (rating), consideradas boas pagadoras, para mitigar este risco. Este, aliás, costuma ser um dos critérios de seleção das debêntures incentivadas indicadas pelos bancos e corretoras que elaboram carteiras recomendadas de títulos de renda fixa.

Na carteira recomendada de crédito privado do BTG Pactual para fevereiro, por exemplo, há sete debêntures incentivadas, dois CRIs e um CRA, todos isentos de IR. Seis dos dez papéis têm rating AAA, enquadrando-se na categoria de menor risco de crédito.

Leia mais.

Ibovespa bate mínima com recuo de 0,32%, aos 127.805 pontos.

SOBE E DESDE DO IBOVESPA

O Ibovespa recua com o tom misto das bolsas de Nova York e em dia de liquidez limitada pela ausência de negociações na China em razão de feriado.

As ações da MRV sobem em movimento de ajuste após fechar com queda de quase 10% na véspera, repercutindo o corte de preço-alvo e rebaixamento de recomendação para neutra pelo UBS BB.

Rumo figura entre as maiores altas com a divulgação do guidance da companhia para 2024, ontem (8) depois do fechamento dos mercados.

Embraer avança com a notícia de que a Embraer Defesa & Segurança assinou um memorando de entendimento (MoU) com a Mahindra Defence Systems, para um trabalho conjunto com a força aérea indiana.

Confira as maiores altas:

CÓDIGONOMEULTVAR
MRVE3MRV ONR$ 7,045,07%
ALPA4Alpargatas PNR$ 8,384,49%
RAIL3Rumo ONR$ 24,353,40%
EMBR3Embraer ONR$ 22,542,83%
LWSA3LWSA ONR$ 5,632,18%

Os papéis de Usiminas lideram as perdas em reação à teleconferência de resultados e balanço da companhia.

A empresa registrou lucro líquido de R$ 975 milhões no quarto trimestre de 2023. O valor reverteu o prejuízo de R$ 839 milhões registrado no mesmo período de 2022.

Contudo, a perspectiva de que o cenário de siderurgia deve seguir pressionado no primeiro trimestre de 2024 "ofusca" os ganhos da Usiminas no Ibovespa.

Confira as maiores quedas do Ibovespa até agora:

CÓDIGONOMEULTVAR
USIM5Usiminas PNAR$ 9,08-3,40%
MULT3Multiplan ONR$ 26,46-2,90%
CSNA3CSN ONR$ 17,58-2,66%
RRRP33R Petroleum ONR$ 28,58-2,49%
BRFS3BRF ONR$ 14,26-1,93%
COMO ANDAM OS MERCADOS

O principal índice da bolsa brasileira recua com a redução da liquidez dos mercados sem negócios na China e em dia de agenda mais esvaziada.

Por aqui, o destaque é o volume de serviços prestados no Brasil que avançou 0,30% em dezembro ante novembro de 2023, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço foi menor do que os 0,7% esperados para o mês, na comparação mensal.

Os resultados trimestrais também movimentam o mercado acionário brasileiro, entre eles, os balanços do Banco do Brasil e Multiplan.

O Ibovespa opera em queda de 0,07%, aos 128.148 pontos.

O dólar recua 0,59%, aos R$ 4,9651, no mercado à vista.

Os juros futuros (DIs) recuam em toda a curva, acompanhando o dólar e a correção do forte avanço da véspera.

Lá fora, as bolsas de Nova York operam sem direção única, com os investidores digerindo a revisão de dados de inflação de dezembro.

Em destaque, o S&P 500 opera acima dos 5 mil pontos.

Na Europa, os investidores reagem aos dados de inflação na Alemanha.

BANCO DO BRASIL (BBAS3) CAI APESAR DE LUCRO RECORDE EM 2023

No desfile dos balanços corporativos, o Banco do Brasil (BBAS3) surgiu como grande destaque ao registrar lucro líquido recorde em 2023. Além disso, superou os concorrentes privados em rentabilidade no quarto trimestre e ainda anunciou um aumento dos dividendos.

Mesmo assim as ações do BB atravessam o samba no pregão desta sexta-feira. Por volta das 11h55, os papéis do banco (BBAS3) recuavam 2,22%, a R$ 57,24. Afinal, o que está acontecendo?

Bem, para responder a essa pergunta é preciso ir além do lucro líquido e analisar um balanço como uma espécie de escola de samba. Em outras palavras, o lucro líquido é apenas um dos aspectos — o mais importante, sem dúvida — que o mercado avalia.

O problema é que em outros "quesitos" as notas do balanço do Banco do Brasil não foram assim tão brilhantes, pelo menos de acordo com os analistas que cobrem as ações.

Leia mais.

GIRO DO MERCADO

Nesta quinta-feira (9), a Petrobras (PETR4; PETR3) divulgou seu relatório de produção do quarto trimestre de 2023. O documento enviado ao mercado mostrou que, a produção de petróleo e gás natural da empresa aumentou cerca de 3% em 2023 e atingiu um novo recorde.

O analista da Empiricus Research, Ruy Hungria, comenta os números da petroleira e ainda fala sobre a possibilidade de distribuição de dividendos extraordinários aos acionistas.

Duas empresas importantes apresentaram seus balanços do quarto trimestre de 2023 ontem (9): Banco do Brasil (BBAS3) e Raízen (RAIZ4).

A analista Larissa Quaresma faz sua análise sobre os resultados das duas empresas, e se os números apresentados mudam a recomendação da casa para as ações.

Acompanhe:

REVISÃO DE DADOS NOS EUA

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos revisou, há pouco, os dados de inflação do país em dezembro de 2023.

Na revisão, o índice de preço ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) caiu levemente para 3,3% em dezembro na comparação anual. Antes, o CPI havia registrado alta de 3,4%, também na base anual.

Na comparação mensal, o CPI subiu 0,2% em dezembro, ante 0,3% anteriormente divulgado.

Já o núcleo do CPI, que exclui itens mais voláteis como energia e alimentos, foi mantido com alta de 0,3% na comparação mensal e 3,9% na base anual.

Em linhas gerais, a revisão não altera a perspectiva do mercado sobre a inflação e a trajetória dos juros. Contudo, os números dão fôlego aos índices de Wall Street.

S&P 500 ACIMA DOS 5 MIL PONTOS

Ainda no rali de início de ano impulsionado pelos resultados trimestrais das companhias, principalmente do setor de tecnologia, o S&P 500 ultrapassou a marca dos 5 mil pontos.

A primeira vez do feito inédito aconteceu ontem (8) nos instantes finais do pregão, mas o índice encerrou o dia levemente abaixo, aos 4.999,89 pontos.

Hoje, na abertura dos negócios, o S&P 500 voltou e sustenta o nível mais alto na história. O índice vem operando em alta pela quinta semana consecutiva.

Uma sólida época de lucros, a redução dos dados de inflação e uma economia resiliente impulsionaram a recuperação do mercado em 2024, com o S&P subindo quase 5% no acumulado do ano.

ABERTURA DE NOVA YORK

As bolsas de Nova York operam sem direção única.

Com a agenda mais esvaziada e a liquidez limitada por China, os investidores acompanham os resultados trimestrais das companhias.

Em destaque, o S&P 500 renovou o recorde de máxima intraday instantes após a abertura, ao ultrapassar os inéditos 5 mil pontos.

Confira o desempenho de NY após abertura:

  • S&P 500: +0,11%, aos 5.003,35 pontos;
  • Dow Jones: -0,08%, aos 38.693,99 pontos;
  • Nasdaq: +0,29%, aos 15.839,43 pontos.
IBOVESPA VIRA

Há pouco, o Ibovespa perdeu o ímpeto da abertura e inverteu sinal para queda.

O índice recua 0,25%, aos 127.894 pontos.

REAÇÃO AO BALANÇO: CCR (CCRO3)

As ações da CCR (CCRO3) operam em alta de 1,11%, a R$ 13,62, no Ibovespa.

O tom positivo deve-se à repercussão do balanço.

A concessionária reportou lucro líquido ajustado de R$ 393,9 milhões no quarto trimestre de 2023, uma alta de 184,6%, na comparação anual.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da CCR avançou 20,1% na comparação anual, atingindo R$ 1,91 bilhão no quarto trimestre do ano passado.

REAÇÃO AO BALANÇO: MULTIPLAN (MULT3)

As ações da Multiplan (MULT3) operam em queda de 2,39%, a R$ 26,60, e lideram as perdas do Ibovespa.

Os papéis repercutem os números do balanço. A companhia teve lucro líquido de R$ 302,581 milhões no quarto trimestre de 2023, alta de 26,6% ante o mesmo período de 2022. Contudo, na visão do Safra, o número veio abaixo do estimado.

No acumulado do ano, a companhia ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão em 2023.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 393,058 milhões no quarto trimestre de 2023, crescimento de 4,9% na mesma base de comparação anual.

Confira os detalhes do balanço nesta matéria.

MRV (MRVE3) AVANÇA

Corrigindo as perdas da véspera, as ações da MRV (MRVE3) lideram os ganhos do Ibovespa com alta de 5,52%, a R$ 7,07.

Ontem, o papel fechou em queda de quase 10% repercutindo o corte de preço-alvo e rebaixamento de recomendação para neutra pelo UBS BB.

REAÇÃO AO BALANÇO: BANCO DO BRASIL (BBAS3)

Em meio a teleconferência de resultados, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) operam em queda de 3,07%, a R$ 56,74, entre as maiores quedas do Ibovespa desde a abertura,

O banco registrou lucro líquido recorrente recorde de R$ 35,562 bilhões em 2023, alta anual de 11,4% no quarto trimestre de 2023.

 O resultado veio acima do esperado pelo mercado, que projetava um lucro de R$ 9,028 bilhões, de acordo com a média das projeções que o Seu Dinheiro compilou. Confira os números do balanço em detalhes nesta matéria.

CARNAVAL ANTECIPADO DAS CRIPTOMOEDAS: BITCOIN (BTC) DISPARA 6%

O Carnaval começou mais cedo para os investidores de criptomoedas, com o ritmo do samba contagiando o “bloquinho” dos maiores ativos digitais do mundo na manhã desta sexta-feira (09). 

Para o bitcoin, a festança foi tamanha que o BTC cruzou a fronteira dos US$ 47 mil pela primeira vez desde a ressaca pós-aprovação dos ETFs (fundos de índice) nos Estados Unidos.

Por volta das 10h25, a moeda digital mais negociada do mercado cripto acelerou os ganhos e subia 5,83% nas últimas 24 horas, a US$ 47.338,79 — no maior patamar em um mês. Em uma semana, o BTC acumula valorização de 9,96%.

Por sua vez, o ethereum (ETH) avança 3,94% em 24 horas, a US$ 2.515,17. Já nos últimos sete dias, o ETH soma alta de 8,73%.

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Ibovespa vem renovando máximas desde o início do pregão e opera com alta de 0,44%, aos 128.785 ponto.

O índice, até agora, acumula alta de quase 1% na semana.

SOBE E DESCE DA ABERTURA

O Ibovespa tenta recuperar as perdas da semana, apesar de menor liquidez dos mercados em razão do feriado de Ano Novo na China.

Na ponta positiva do Ibovespa, Rumo lidera os ganhos com a divulgação do guidance da companhia para 2024, ontem (8) depois do fechamento dos mercados.

Raízen reage ao balanço do quarto trimestre. A empresa reportou lucro líquido ajustado de R$ 754,4 milhões no período entre setembro de dezembro de 2023, uma alta de 195% na comparação o mesmo período do ano anterior.

Confira as maiores altas após a abertura:

CÓDIGONOMEULTVAR
RAIL3Rumo ONR$ 24,252,97%
EMBR3Embraer ONR$ 22,482,55%
MRVE3MRV ONR$ 6,872,54%
RAIZ4Raízen ONR$ 4,012,30%
CSAN3Cosan ONR$ 18,791,84%

Na ponta negativa, São Martinho repercute os números do resultado do terceiro trimestre do ano-safra 2023/2024, encerrado em 31 de dezembro. O lucro líquido foi de R$ 210,6 milhões no período, uma queda de 51% ante o registrado na mesma temporada de 2022/2023.

Confira as maiores quedas do Ibovespa:

CÓDIGONOMEULTVAR
SMTO3São MartinhoR$ 26,28-4,05%
HAPV3Hapvida ONR$ 3,36-3,17%
PETZ3Petz ONR$ 3,47-2,80%
BBSE3BB Seguridade ONR$ 32,64-1,82%
BBAS3Banco do Brasil ONR$ 57,62-1,57%
ABERTURA DO IBOVESPA

O Ibovespa opera em alta de 0,10%, aos 128.215 pontos, após a abertura.

O principal índice da bolsa brasileira acompanha o tom positivo dos futuros de Nova York, em dia de feriado na China e avanço do petróleo.

Por aqui, a agenda segue mais esvaziada na véspera de feriado de Carnaval.

SETOR DE SERVIÇOS NO BRASIL

O volume de serviços prestados no Brasil avançou 0,30% em dezembro ante novembro de 2023, informou mais cedo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço foi menor do que os 0,7% esperados para o mês, na comparação mensal.

Na comparação trimestral, o volume de serviços cai 0,4% no quarto trimestre na comparação com o terceiro trimestre.

Segundo o IBGE, as famílias de renda mais baixa consumem mais itens essenciais, enquanto os serviços são mais consumidor pela população de renda alta.

ADRS DE VALE E PETROBRAS

Os recibos de ações (ADRs) de Vale e Petrobras operam em tom positivo no pré-mercado em Nova York, acompanhando o desempenho dos índices futuros.

  • Vale (VALE): +0,08%, a US$ 13,27
  • Petrobras (PBR): +0,41%, a US$ 17,32
PRINER (PRNR3) LEVANTA QUASE R$ 90 MILHÕES EM OFERTA DE AÇÕES NA B3

A oferta de ações da Priner (PRNR3) veio ainda menor do que o esperado. A empresa de serviços industriais precificou o follow-on a R$ 11,44 por ação, abaixo do esperado inicialmente pela companhia.

Trata-se de um desconto de 4,7% em relação ao anúncio da oferta. No entanto, o preço por ação saiu exatamente em linha com o fechamento de PRNR3 no pregão de ontem.

Apesar do preço mais baixo por ação na comparação com os R$ 12 no anúncio da oferta, o follow-on teve excesso de demanda dos investidores e conseguiu colocar no mercado parte do lote adicional de papéis, com a adição de 25% do total inicialmente ofertado.

Com isso, a empresa levantou R$ 89,37 milhões com a operação, considerando a emissão de cerca de 7,18 milhões de novas ações PRNR3. Os papéis passarão a ser negociados na B3 a partir da próxima quarta-feira (14).

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MERCADO DE COMMODITIES

Com o feriado lunar na China, as atenções do mercado de commodities se concentram no desempenho do petróleo.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent operam em queda de 0,31%, a US$ 81,38 o barril.

Como uma referência do mercado com a ausência das negociações em Dalian, o minério de ferro recuou 1,17% em Singapura, a US$ 127 a tonelada.

ABERTURA DOS JUROS FUTUROS

Os juros futuros (DIs) abriram com viés de queda em toda a curva, acompanhando o enfraquecimento do dólar no mercado à vista e a correção do forte avanço na véspera com o IPCA de janeiro.

Confira a abertura dos DIs hoje:

CÓDIGONOME ABE FEC
DI1F25DI Jan/2510,01%10,02%
DI1F26DI Jan/269,76%9,79%
DI1F27DI Jan/279,92%9,95%
DI1F28DI Jan/2810,17%10,20%
DI1F29DI Jan/2910,35%10,38%
DI1F30DI Jan/3010,51%10,52%
DI1F31DI Jan/3110,58%10,60%
MERCADO EM 5 MINUTOS: MATHEUS SPIESS

VÉSPERA DE CARNAVAL: O MERCADO JÁ SAIU PARA O FERIADO?

Bom dia, pessoal.

O mercado financeiro brasileiro entrará em recesso nos próximos dias, retomando as atividades apenas na tarde de quarta-feira para um meio período de negociações.

Essa pausa não é exclusiva ao Brasil, já que o início das celebrações do Ano Novo Lunar, marcando a chegada do Ano do Dragão, também provocou uma diminuição na atividade das bolsas chinesas, com as negociações na região previstas para serem suspensas até o final da próxima semana.

Por falar na região, nesta sexta-feira, os mercados que estiveram abertos da Ásia apresentaram resultados variados, ecoando um otimismo moderado de Wall Street na sessão anterior.

O Japão se destacou, alcançando um fechamento recorde, o mais alto em 34 anos.

Na Europa, os mercados operam sem uma tendência definida nesta manhã, enquanto os futuros dos EUA esboçam um movimento de alta, seguindo os recordes estabelecidos pelo S&P 500 e pelo Dow Jones na quinta-feira.

Os investidores estão avaliando as recentes declarações de Susan Collins, presidente do Fed de Boston, que sinalizou a necessidade de mais provas de que a inflação está se estabilizando em torno da meta de 2% antes de qualquer ajuste nas taxas de juros.

Por enquanto, a expectativa de redução das taxas persiste, aguardando-se apenas uma definição sobre o momento e a magnitude desse ajuste. As commodities, por sua vez, apresentam um desempenho positivo nesta manhã, com destaque para o aumento nos preços do petróleo e do minério de ferro.

O Mercado em 5 Minutos volta na quinta-feira que vem.

A ver…

00:48 — Revisão de meta postergada?

O mercado brasileiro reagiu negativamente à divulgação da inflação de janeiro, que registrou um aumento de 0,42% em relação ao mês anterior, superando as expectativas de 0,35%.

Além do valor estar acima do esperado, a composição dos dados também deixou a desejar.

Apesar disso, o Banco Central do Brasil deve prosseguir com a redução das taxas de juros, embora as esperanças de um corte mais agressivo tenham sido atenuadas.

Enquanto nos preparamos para o feriado, os Estados Unidos aguardam a divulgação da inflação ao consumidor na próxima terça-feira, o que pode influenciar os mercados globais dependendo do resultado. Hoje, a agenda econômica destaca os dados do setor de serviços.

No que diz respeito à política fiscal, tradicionalmente um ponto crítico para o Brasil, o Ministério da Fazenda mostra-se aberto a revisar a estratégia e o cronograma da reoneração da folha de pagamento.

Em busca de um meio-termo, Haddad considera a possibilidade de excluir a reoneração da medida provisória atual, propondo, em vez disso, um projeto de lei ao Congresso.

A regra atual prevê o fim da desoneração a partir de abril, com uma implementação gradativa até 2027 e a aplicação da alíquota completa em 2028. Sob a nova proposta, o início da cobrança plena seria postergado para 2029.

O progresso nessas negociações é crucial para evitar ajustes abruptos na meta fiscal.

Ademais, dados preliminares apontam para uma arrecadação robusta em janeiro, o que poderia permitir ao governo postergar a definição sobre a meta de eliminar o déficit nas contas primárias de março para maio, facilitando as discussões.

01:36 — Recorde atrás de recorde

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 quase ultrapassou a marca dos 5 mil pontos na última quinta-feira, alcançando brevemente esse patamar antes de encerrar o dia um pouco abaixo, estabelecendo um novo recorde de fechamento em 4.997,91 pontos.

Embora a diferença entre 5.000 e 4.999 pontos possa parecer mínima, marcos numéricos redondos carregam um peso psicológico significativo para os investidores.

Contribuíram para esse clima positivo as ações da Walt Disney e da Arm Holdings, com a valorização desta última reforçando a tese de crescimento sustentado por avanços em inteligência artificial, um setor que continua a impulsionar lucros recordes para as empresas de tecnologia. Paralelamente, os títulos do Tesouro dos EUA viram um aumento na demanda, apesar da venda de papéis de longo prazo.

O mercado de ações americano manteve-se inesperadamente otimista em uma semana de escassos indicadores econômicos e sem novidades concretas sobre o cronograma dos cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve.

A mensagem repetida pelos dirigentes do Fed durante a semana foi clara: não se deve esperar uma redução nas taxas na reunião de março, com as expectativas se ajustando para um corte mais provável em junho do que em maio.

Embora a perspectiva de menos cortes possa parecer negativa para as ações à primeira vista, historicamente, um ritmo mais moderado de redução das taxas tem sido benéfico para o mercado.

Isso se deve ao fato de o S&P 500 ter apresentado um desempenho superior no primeiro ano de ciclos de flexibilização monetária mais graduais em comparação com aqueles de ajustes mais rápidos, evidenciando que o gradualismo tende a ser recompensado no longo prazo.

02:29 — Os bancos regionais voltam a causar preocupação

Nos Estados Unidos, apenas uma semana após anunciar um corte surpresa nos dividendos e um acréscimo de meio bilhão de dólares em provisões para perdas em empréstimos, as ações do New York Community Bancorp experimentaram uma queda superior a 26% nos últimos cinco dias, atingindo níveis próximos aos mais baixos desde 1997.

Essa tendência levanta alarmes sobre a possibilidade de uma nova crise no setor bancário.

Essas advertências não são novas e vêm sendo discutidas desde o início do ciclo de aumento de taxas pela Federal Reserve há dois anos.

As preocupações se intensificaram recentemente com o início da redução do suporte da Fed aos bancos, uma medida introduzida após a crise bancária do ano passado, exemplificada pela situação do Silicon Valley Bank.

A Moody's rebaixou a nota de crédito do New York Community Bancorp para a categoria de "junk" (lixo), na terça-feira, apontando para desafios financeiros, de gerenciamento de riscos e de governança enfrentados pela instituição.

Nesta semana, a Secretária do Tesouro, Janet Yellen, informou ao Congresso que os bancos estão enfrentando pressões nas suas carteiras de empréstimos imobiliários comerciais, com os reguladores bancários focados em auxiliar as instituições a lidar com essas questões e a gerenciar os riscos, especialmente nas áreas com altas taxas de vacância.

Fusões bancárias surgem como uma estratégia viável, semelhante ao que ocorreu no ano passado. Apesar dos desafios, não antecipo que os estresses atuais desencadeiem uma turbulência no mercado de ações como a vista em 2023.

03:11 — A armadilha deflacionária

À medida que os mercados asiáticos celebram o Ano Novo Chinês, surge a oportunidade de refletir sobre uma questão macroeconômica crucial para a China em 2024: a deflação e seu impacto tanto na economia quanto nos mercados financeiros.

Apesar de a China ter adotado uma postura mais flexível em suas políticas monetária e fiscal desde a segunda metade de 2021, essas medidas ainda são insuficientes para impulsionar uma recuperação econômica robusta.

Na verdade, as políticas adotadas pelo país ainda apresentam um caráter contracionista significativo.

Embora tenham sido realizados esforços para mitigar os excessos nos setores de crédito e imobiliário, o processo de ajuste ainda não foi concluído.

Observa-se uma retração estrutural na disposição de famílias e empresas em consumir e investir, com a expectativa de que essa tendência de cautela nos gastos persista, limitando assim a eficácia das políticas monetárias e fiscais implementadas.

O processo de reequilíbrio econômico, com uma transição do investimento em capital para o consumo doméstico, acarreta perspectivas de um crescimento global mais moderado.

Diante do cenário deflacionário, a China enfrenta a necessidade de adotar taxas de juros mais baixas e promover uma desvalorização de sua moeda para estimular a economia.

Enquanto a deflação continuar a ser uma realidade na China e as políticas de prosperidade comum permanecerem em vigor, os baixos múltiplos no preço das ações devem ser vistos mais como uma armadilha de valor do que como uma oportunidade de investimento atrativa.

04:24 — Estado Pária

Rússia, Coreia do Norte e Irã representam os estados pária mais influentes no cenário mundial atual.

Desde a incursão russa na Ucrânia em fevereiro de 2022, essas nações intensificaram sua colaboração, motivadas pelas severas sanções que enfrentam, uma animosidade compartilhada em relação aos Estados Unidos e um desejo conjunto de desafiar as normas internacionais para desestabilizar uma ordem global que percebem como favorecendo os interesses do Ocidente.

Atuando como forças disruptivas na ordem geopolítica vigente, eles visam subverter as instituições, governos e princípios fundamentais que a apoiam.

A Coreia do Norte, antes considerada um incômodo pela Rússia, emergiu como um aliado vital na campanha militar russa na Ucrânia.

Em setembro de 2023, um pacto entre Kim Jong Un e Vladimir Putin foi selado, permitindo o envio de armamentos norte-coreanos para a Rússia em troca de alimentos, energia e suporte tecnológico russo, incluindo assistência via satélite.

Rússia e Irã, entretanto, consolidaram uma parceria de longa data voltada para a defesa do regime de Bashar Assad na Síria, evoluindo recentemente de uma colaboração tática para uma aliança militar e econômica mais profunda.

Prevê-se que, em 2024, a coordenação entre esses estados pária se intensifique, elevando a ameaça à estabilidade geopolítica global à medida que ampliam suas capacidades e empreendem ações cada vez mais desestabilizadoras internacionalmente.

A Rússia desempenhará um papel central nesse processo, buscando potencializar seu esforço bélico na Ucrânia enquanto tenta deslocar o foco do Ocidente para outras regiões.

O impacto desestabilizador de sua cooperação ampliada, especialmente considerando a tolerância ou até mesmo o apoio implícito de Pequim, representa um risco significativo que não pode ser negligenciado.

AUDITORES FISCAIS ENCERRAM GREVE

Os auditores da Receita Federal aceitaram a proposta do Ministério da Fazenda referente ao bônus de produtividade e decidiram encerrar a greve iniciada em 20 de novembro do ano passado.

Os auditores, porém, manterão o estado de mobilização até que o decreto com as novas regras seja publicado pelo governo. A expectativa é de que isso aconteça em 15 dias úteis.

Pessoas a par das negociações informaram que a proposta aprovada prevê pagamento de um bônus progressivo a partir de 2024: o teto começa em R$ 4,5 mil e chega a R$ 11,5 mil em 2026. Esse bônus foi convertido em lei em 2017, mas a regulamentação só saiu em 2023. (Fonte: Estadão Conteúdo)

IBOVESPA FUTURO ABRE EM ALTA

O Ibovespa futuro abriu em leve alta nesta sexta-feira.

O índice subia 0,15% em seus primeiros movimentos, indo a 128.480 pontos.

O dólar à vista, por sua vez, abriu e queda de 0,11%, a R$ 4,9891.

ITAÚ (ITUB4) REFORÇA APOSTA EM SEGUROS COM NOVA AQUISIÇÃO

O Itaú Unibanco (ITUB4) está de volta às compras. O maior banco privado brasileiro decidiu ampliar a aposta em seguros depois dos bons resultados recentes no ramo e anunciou nesta sexta-feira acordo para a aquisição da corretora Avita.

Fundada em 2019, a insurtech (empresa de tecnologia com foco em seguros) se tornou uma das líderes no mercado brasileiro em emissão de seguro garantia judicial, de acordo com o banco.

A corretora possui uma plataforma aberta online de cotação dessa modalidade de seguros. Ela permite aos clientes a emissão, gestão e controle de vencimentos, renovações e cancelamento de apólices emitidas por diversas seguradoras parceiras.

O Itaú não revelou o valor do negócio, que precisa passar pelas aprovações dos órgãos reguladores. Mas desde que o Banco Central barrou a compra do controle da XP, o Itaú vem se concentrando em aquisições menores e em nichos complementares.

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VEJA O QUE ABRE E O QUE FECHA NO CARNAVAL

É de conhecimento geral que, por aqui, o ano só começa depois do Carnaval. Até o fim do feriado, os brasileiros estão com purpurina no rosto.

Porém, os investidores já estão no esquenta do ano, reagindo aos resultados dos balanços dos bancões.

Apesar de o mercado estar a todo vapor, os brasileiros já preparam para pendurar o terno e abrir a cervejinha, até mesmo quem prefere usar o feriado para resolver pendências e fugir dos bloquinhos.

Esteja você na folia ou não, fica difícil aproveitar sem saber quando a vida volta ao normal no país. Para te ajudar a organizar a festa, o Seu Dinheiro foi atrás do que funciona ou não durante o Carnaval, confira:

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FUTUROS DE NOVA YORK AMANHECEM NA LINHA D’ÁGUA

Os índices futuros das bolsas de valores de Nova York amanheceram na linha d’água nesta sexta-feira.

Na véspera, os leves ganhos registrados nos mercados de ações foram suficientes para que os índices Dow Jones e S&P-500 renovassem recordes históricos de fechamento.

Para esta véspera de Carnaval, os investidores estão na expectativa de novas sinalizações sobre os juros nos EUA e do balanço trimestral da Pepsi.

Os índices futuros oscilam entre leves altas e baixas.

Confira:

  • S&P 500 futuro: +0,06%
  • Dow Jones futuro: -0,03%
  • Nasdaq futuro: +0,22%
BOLSAS DA EUROPA ABREM EM LEVE ALTA

As principais bolsas de valores da Europa abriram em leve alta hoje.

Os investidores repercutem a desaceleração da inflação na Alemanha, mas sem grande empolgação.

Confira:

  • DAX: +0,10%
  • FTSE 100: +0,10%
  • CAC 40: +0,02%
  • Euro Stoxx 50: +0,12%
BOLSA DE TÓQUIO RENOVA RECORDE EM 34 ANOS

A bolsa de valores de Tóquio renovou seu nível mais alto de fechamento em 34 anos.

O índice Nikkei fechou em alta de 1,31% e foi a 36.897,42 pontos.

O mercado japonês foi impulsionado pelo balanços da Daifuku e do SoftBank Group.

INFLAÇÃO DESACELERA NA ALEMANHA

O índice de preços ao consumidor alemão desacelerou bruscamente em janeiro.

A inflação acumulada em 12 meses na Alemanha caiu de +3,7% em dezembro de 2023 para +2.9% em janeiro de 2024.

Na comparação mensal, o índice avançou 0,2% na passagem de dezembro para janeiro.

Os resultados vieram em linha com as projeções.

FERIADO NA ÁSIA

Já é feriado na maior parte da Ásia, mas não tem nada a ver com o Carnaval.

A China e a Coreia do Sul celebram a chegada do ano-novo em seus respectivos calendários.

Os festejos manterão as bolsas de valores de Xangai, Hong Kong, Seul e Taiwan fechadas de por toda a semana que vem. Elas já nem abriram hoje.

O QUE ROLOU NOS MERCADOS ONTEM?

Apesar da forte alta das commodities, a bolsa brasileira estendeu as perdas da véspera.

O Ibovespa fechou com baixa de 1,33%, aos 128.216 pontos. Já o dólar encerrou o dia a R$ 4,9948, com alta de 0,53%, no mercado à vista.

Dessa vez, foi a inflação de janeiro acima do esperado que injetou cautela no mercado. O IPCA desacelerou de 0,56% em dezembro para 0,42% em janeiro. O consenso era de 0,35% para o mês.

A perspectiva de continuidade de cortes de 0,50 ponto percentual na taxa de juros foi mantida, mas o dado abriu portas para incertezas sobre quanto será a Selic terminal.

Além do IPCA, os investidores voltaram as atenções para possíveis desdobramentos de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal, com aval do ministro do STF Alexandre de Moraes. A operação teve entre os alvos o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que acabou preso por posse irregular de arma de fogo.

O PL é o partido com maior bancada na Câmara dos Deputados e a detenção de Costa Neto pode ser um empecilho para aprovações de pautas econômicas empenhadas pelo Executivo.

Ainda hoje, os investidores aguardam o relatório de produção da Petrobras e ao resultado trimestral do Banco do Brasil após o fechamento dos mercados.

No exterior, uma deflação mais intensa que a esperada na China trouxe mais incertezas sobre a demanda global e aumentou a expectativa de mais estímulos na segunda maior economia do mundo.

Em Wall Street, os índices operaram em leve alta com a agenda mais esvaziada e atenções concentradas em declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. A temporada de balanços também movimentou os mercados por lá.

O Dow Jones e S&P 500 — que alcançou os inéditos 5 mil pontos nos instantes finais do pregão — renovaram o recorde de fechamento da história.

Confira o que movimentou os mercados nesta quinta-feira (8).

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