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O objetivo dos novos indicadores, que chegam ao mercado no dia 7 de outubro, é destacar as performances dos ativos que compõem o Ibovespa de forma separada
A B3 (B3SA3) anunciou nesta quinta-feira (3) dois novos índices derivados do Ibovespa: o Ibovespa B3 Estatais (IBEE) e o Ibovespa B3 Empresas Privadas (IBEP).
Segundo a dona da bolsa brasileira, os índices têm como objetivo destacar as performances dos ativos das empresas públicas e das empresas privadas que compõem o Ibovespa, separadamente. Os novos indicadores estarão disponíveis a partir de 7 de outubro.
Para fazer parte dos novos índices, os ativos devem estar na carteira vigente do Ibovespa.
Já a metodologia de exclusão e ponderação é a mesma do principal índice da B3, com rebalanceamento a cada quatro meses. A classificação entre estatal ou empresa privada é auto declarada, apresentada no formulário cadastral (FCA) de cada companhia.
De acordo com a B3, os índices IBEE e IBEP são indicadores de desempenho médio dos ativos de maior negociabilidade, representatividade e que possuem controle acionário estatal ou privado.
Inicialmente, a carteira do IBEE conta com sete ativos de seis companhias, enquanto o IBEP é composto por 79 ativos, de 77 empresas.
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Além disso, ambos são índices de retorno total, ou seja, refletem o retorno dos ativos considerando o reinvestimento dos dividendos.
Em nota, o superintendente de índices da B3, Ricardo Cavalheiro, afirma que existe uma crescente demanda no mercado por análises mais detalhadas de partes específicas da carteira do Ibovespa.
“Com os novos índices, o investidor terá mais um termômetro para verificar o movimento do mercado, olhando para diferentes categorias de empresas listadas”, diz.
Recentemente, a B3 lançou outros quatro índices, também derivados do Ibovespa.
O Ibovespa Smart Dividendos B3, lançado em setembro de 2023, inclui em sua carteira empresas do Ibovespa que se destacam no pagamento de proventos em dinheiro.
Lançado em junho deste ano, o Ibovespa Smart High Beta B3 mede o desempenho dos ativos do Ibovespa mais sensíveis às mudanças de mercado.
O Ibovespa Smart Low Volatility B3, também lançado em julho, mede o resultado das companhias que integram o Ibovespa e fazem parte dos 33% de ativos menos voláteis.
Já o Ibovespa B3 BR+ combina as empresas do Ibovespa com as brasileiras listadas no exterior que tenham Brazilian Depositary Receipts (BDRs) negociados aqui.
Segundo a B3, os lançamentos reforçam a estratégia da empresa de ser a principal provedora de índices do país, criando a possibilidade de desenvolvimento de diferentes subíndices, que poderão ser usados, no futuro, na criação de novos produtos, como ETFs.
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