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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

VEJA QUAL É O PAPEL

Ações de construtora saltam mais de 160% e registram maior retorno entre os IPOs de empresas que estrearam na bolsa desde 2020

Vale destacar que os IPOs dos últimos quatro anos e meio concentraram-se em 2020 e 2021, que tiveram 28 e 46 ofertas iniciais, respectivamente. De 2022 para cá, não houve nenhuma outra oferta inicial de ações

Larissa Vitória
Larissa Vitória
10 de julho de 2024
18:24 - atualizado às 14:30
Cifrão em um prédio em construção representando os dividendos das ações de construtoras, incorporadoras e fundos imobiliários
Cifrão em um prédio em construção - Imagem: Peshkova/iStock

A seca de ofertas iniciais de ações não é o único problema das "novatas" da bolsa de valores brasileira. Entre as 74 empresas que fizeram IPOs nos últimos quatro anos, cerca de 77% registram um retorno negativo desde a estréia no mercado acionário, segundo um levantamento da Quantum Finance.

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Considerando apenas o desempenho de 2024, o percentual diminui, mas ainda mantém-se elevado: cerca de 61%, ou 43 das companhias, registraram um retorno pior que o Ibovespa, que recua 4,13% no acumulado anual.

Vale destacar que os IPOs dos últimos quatro anos e meio concentraram-se em 2020 e 2021, que tiveram 28 e 46 estreias na bolsa, respectivamente. De 2022 para cá, não houve nenhuma outra oferta inicial de ações.

Nem todas as notícias são negativas, porém, pois algumas "novatas" conseguiram engrenar desde o primeiro pregão na B3 e registram altas significativas. A maior delas (e a única a atingir os três dígitos) é a da construtora Cury (CURY3), que subiu 167% desde o IPO, em maio de 2020.

Outro desempenho forte foi o da Caixa Seguridade (CXSE11), com alta de 87,77% entre 29 de abril de 2021 e 20 de junho deste ano, data do recorte da Quantum. Completa o pódio a Orizon (ORVR3) com ganhos de 65,9%. Confira o "top 10":

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EmpresaTickerEstreia na B3Retorno
CURY S.A. ONCURY321/09/2020167,00%
CAIXA SEGURIDADECXSE329/04/202187,77%
ORIZONORVR317/02/202165,97%
NU HOLDINGS ROXO3409/12/202164,80%
BOA SAFRASOJA329/04/202156,95%
INTELBRAS INTB304/02/202149,73%
GPSGGPS326/04/202149,25%
PETRORECSA RECV305/05/202148,21%
3R PETROLEUMRRRP310/11/202024,80%
VAMOS VAMO329/01/202122,19%
Fonte: Quantum

Já na ponta negativa dos IPOs está a Sequoia (SEQL3). A empresa do segmento logístico desvalorizou-se 98,51% desde que colocou as ações no mercado, em 2020.

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Ela é seguida de perto pelos papéis da Infracommerce (IFCM3), com tombo de 97,8%, e da urbanizadora Alphaville (AVLL3), que despencou 95,6%. Veja a lista completa com as dez maiores desvalorizações:

EmpresaTickerEstreia na B3Retorno
SEQUOIA LOGSEQL307/10/2020-98,51%
INFRACOMMERCEIFCM304/05/2021-97,80%
ALPHAVILLEAVLL307/12/2020-95,63%
AERISAERI310/11/2020-95,29%
DOTZDOTZ331/05/2021-94,63%
ESPACOLASERESPA301/02/2021-94,15%
AGROGALAXYAGXY326/07/2021-93,73%
TCTRAD328/07/2021-93,16%
WESTWINGWEST311/02/2021-93,00%
KORA SAUDEKRSA313/08/2021-92,22%
Fonte: Quantum Finance

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