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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

DESTAQUES DA BOLSA

Ações da Eternit (ETER3) saltam 12% com o fim da recuperação judicial; como estão as dívidas da companhia seis anos após o início da RJ?

O encerramento da RJ foi oficializado pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Juciais de São Paulo na última sexta-feira (8)

Larissa Vitória
Larissa Vitória
12 de agosto de 2024
11:06 - atualizado às 14:26
Fábrica da Eternit no Rio de Janeiro (RJ)
Fábrica da Eternit no Rio de Janeiro (RJ) - Imagem: Eternit

Seis anos após fazer um pedido de socorro aos tribunais, a Eternit (ETER3) enfim concluiu a recuperação judicial. E o alívio pelo fim do processo é refletido no desempenho das ações, que iniciaram a semana em forte alta.

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Os papéis ETER3 chegaram a tocar os 13% perto da abertura do pregão desta segunda-feira (12). Por volta das 11h05, ainda registravam uma das maiores altas da bolsa brasileira hoje com ganhos de 12,66%, cotados em R$ 6,94.

O encerramento da RJ foi oficializado pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Juciais de São Paulo na última sexta-feira (8).

De acordo com comunicado enviado pela Eternit à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a sentença reconheceu que a companhia cumpriu todas as obrigações assumidas com os credores — considerando os compromissos com vencimento até aquela data — e implementou "com sucesso" todas as medidas previstas no plano de recuperação.

"A RJ representou importante marco para a reestruturação e transformação das operações da companhia, em busca de sua sustentabilidade de longo prazo, por meio da modernização de suas unidades fabris, inovação e foco na rentabilidade de seus negócios", destaca a empresa.

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Por trás das ações: o que levou a Eternit (ETER3) à recuperação judicial?

Vale relembrar que a Eternit entrou com o pedido de recuperação judicial em 2018 após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) afetar a matéria-prima do principal produto fabricado e comercializado pela companhia.

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Na época, o STF proibiu a venda da crisotila, mineral mais conhecido como amianto no Brasil. A empresa extraía o amianto em uma mina em Goiás e utilizava o material na produção de telhas.

Com dívidas de R$ 250 milhões na época, a Eternit precisou adaptar as fábricas e o modelo de negócios. Atualmente, a companhia extrai amianto apenas para exportação e tornou-se líder de mercado na venda de telhas de fibrocimento, produzidas principalmente por meio de fibras de polipropileno.

Já a dívida concursal agora gira em torno de R$ 37,3 milhões, de acordo com o balanço publicado na semana passada. A maior parte do valor, cerca de R$ 27,6 milhões, está ligada a um empréstimo de longo prazo contratado para financiar a construção de uma unidade da companhia em Manaus, no Amazonas.

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Além disso, o lucro líquido da companhia foi de R$ 11,6 milhões no segundo trimestre, dez vezes maior do que o reportado no mesmo período do ano passado. A despeito do crescimento e da forte performance de hoje, as ações ainda acumulam queda de pouco mais de 18% neste ano.

'A reestruturação, portanto, foi concluída com êxito, permitindo a equalização do passivo concursal em condições condizentes com a capacidade de pagamento da companhia, viabilizando, assim, o equacionamento econômico-financeiro de forma consistente, a continuidade das atividades do grupo e a
manutenção de sua função social", diz o comunicado.

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