Ações da Eternit (ETER3) saltam 12% com o fim da recuperação judicial; como estão as dívidas da companhia seis anos após o início da RJ?
O encerramento da RJ foi oficializado pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Juciais de São Paulo na última sexta-feira (8)

Seis anos após fazer um pedido de socorro aos tribunais, a Eternit (ETER3) enfim concluiu a recuperação judicial. E o alívio pelo fim do processo é refletido no desempenho das ações, que iniciaram a semana em forte alta.
Os papéis ETER3 chegaram a tocar os 13% perto da abertura do pregão desta segunda-feira (12). Por volta das 11h05, ainda registravam uma das maiores altas da bolsa brasileira hoje com ganhos de 12,66%, cotados em R$ 6,94.
- “Preferimos estar concentrados em empresas de alta qualidade de execução”, diz a analista Larissa Quaresma; veja as 10 ações que compõem seu portfólio atual
O encerramento da RJ foi oficializado pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Juciais de São Paulo na última sexta-feira (8).
De acordo com comunicado enviado pela Eternit à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a sentença reconheceu que a companhia cumpriu todas as obrigações assumidas com os credores — considerando os compromissos com vencimento até aquela data — e implementou "com sucesso" todas as medidas previstas no plano de recuperação.
"A RJ representou importante marco para a reestruturação e transformação das operações da companhia, em busca de sua sustentabilidade de longo prazo, por meio da modernização de suas unidades fabris, inovação e foco na rentabilidade de seus negócios", destaca a empresa.
Por trás das ações: o que levou a Eternit (ETER3) à recuperação judicial?
Vale relembrar que a Eternit entrou com o pedido de recuperação judicial em 2018 após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) afetar a matéria-prima do principal produto fabricado e comercializado pela companhia.
Leia Também
Na época, o STF proibiu a venda da crisotila, mineral mais conhecido como amianto no Brasil. A empresa extraía o amianto em uma mina em Goiás e utilizava o material na produção de telhas.
Com dívidas de R$ 250 milhões na época, a Eternit precisou adaptar as fábricas e o modelo de negócios. Atualmente, a companhia extrai amianto apenas para exportação e tornou-se líder de mercado na venda de telhas de fibrocimento, produzidas principalmente por meio de fibras de polipropileno.
Já a dívida concursal agora gira em torno de R$ 37,3 milhões, de acordo com o balanço publicado na semana passada. A maior parte do valor, cerca de R$ 27,6 milhões, está ligada a um empréstimo de longo prazo contratado para financiar a construção de uma unidade da companhia em Manaus, no Amazonas.
Além disso, o lucro líquido da companhia foi de R$ 11,6 milhões no segundo trimestre, dez vezes maior do que o reportado no mesmo período do ano passado. A despeito do crescimento e da forte performance de hoje, as ações ainda acumulam queda de pouco mais de 18% neste ano.
'A reestruturação, portanto, foi concluída com êxito, permitindo a equalização do passivo concursal em condições condizentes com a capacidade de pagamento da companhia, viabilizando, assim, o equacionamento econômico-financeiro de forma consistente, a continuidade das atividades do grupo e a
manutenção de sua função social", diz o comunicado.
TARDE DEMAIS?
Casas Bahia (BHIA3) paga aluguel ao HSLG11, mas segue devendo ao FII; entenda como fica a ação de despejo
16 de outubro de 2026 - 10:38ALOCAÇÃO TÁTICA
Adeus ao CDI fácil: UBS rebaixa renda fixa pós-fixada e vê espaço para a bolsa brasileira saltar até 25%
15 de outubro de 2026 - 18:07TURNAROUND DA CARTEIRA
BC Fund (BRCR11) ganha força na bolsa com dividendos e mudanças no portfólio no radar; entenda os planos do FII
15 de outubro de 2026 - 17:30Conteúdo Empiricus
Opções: Como driblar o principal desafio deste mercado e buscar oportunidades com potencial de multiplicar o capital investido
15 de outubro de 2026 - 14:00MUDANÇAS EM CURSO
Os ETFs estão fazendo com os fundos o que os fundos fizeram com as ações há mais de 20 anos
15 de outubro de 2026 - 12:45TANQUE CHEIO NA BOLSA
Petrobras (PETR4) bate R$ 800 bilhões em valor de mercado pela primeira vez. O que está por trás do novo recorde?
14 de outubro de 2026 - 16:27O PÓDIO MUDOU
A Vale ficou para trás: BTG Pactual (BPAC11) toma o lugar de VALE3 no pódio das empresas mais valiosas da bolsa
14 de outubro de 2026 - 15:56DE OLHO NO AGRO
FII do agronegócio fecha venda milionária de fazenda e estima impacto positivo de R$ 5,78 por cota
14 de outubro de 2026 - 11:58É HORA DE COMPRAR?
Próxima parada do Ibovespa: 220 mil pontos. A visão dos gestores sobre a bolsa depois do 2º turno das eleições
13 de outubro de 2026 - 18:00O PESO DA INADIMPLÊNCIA
Crise das Casas Bahia (BHIA3) pesa sobre o HSLG11: FII pede despejo após calote, e cotas caem mais de 4%
13 de outubro de 2026 - 13:02SEM FOLGA EM NOVA YORK
Nasdaq leva uma queda e puxa S&P 500 para o vermelho; confira o que movimentou os mercados lá fora
12 de outubro de 2026 - 17:10HORA DE COMPRAR?
Flávio Bolsonaro eleito? Expectativa após 1° turno derruba dólar abaixo dos R$ 5 e coloca estas 4 ações no radar dos bancões
12 de outubro de 2026 - 13:01AÇÕES
5 ações para buscar ganhos na bolsa e superar o Ibovespa nesta semana, segundo Terra Investimentos
11 de outubro de 2026 - 11:00AÇÕES SE DESTACARAM
Ibovespa bate recorde após eleições e sobe 8,82% na semana; veja quem ganhou e quem perdeu
10 de outubro de 2026 - 11:25VISÃO DO GESTOR
Fundo Verde, de Stuhlberger, vê espaço para novo rali da bolsa com o ‘trade Flávio’ — mas faz alerta para risco lá fora
9 de outubro de 2026 - 17:15OPORTUNIDADE NO RADAR
A janela dos fundos imobiliários está fechando, e o BTG Pactual revela os FIIs para surfar a onda enquanto há tempo
9 de outubro de 2026 - 16:35UM OLHO NA URNA E OUTRO NA BOLSA
Ibovespa renova máxima no dia e dólar cai abaixo de R$ 5, mas IPCA lembra: a conta dos juros ainda não fechou
9 de outubro de 2026 - 12:43RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS
A explosão da renda fixa nos EUA: Treasury de dez anos bate máxima em 24 anos, ações caem e Ibovespa acompanha
7 de outubro de 2026 - 17:57MUDANÇAS NA CARTEIRA