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Nesta segunda-feira (5), as ações da big tech caíam quase 5%, em um dia marcado também pela aversão a risco dos investidores em todo o mundo
Em meio à ‘onda’ de liquidação no setor de tecnologia que vem acontecendo nos últimos dias, a Apple (AAPL) começou a semana com o pé esquerdo. Nesta segunda-feira (5), as ações da big techs caíam forte na Nasdaq, em um dia marcado pela aversão a risco dos investidores em todo o mundo após os temores de recessão nos Estados Unidos.
Às 12h44, os papéis da Apple tombavam 4,47%, cotados a US$ 210,04. Mais cedo, as ações chegaram a cair quase 5%, e mais de 10% antes da abertura dos mercados. Já os BDRs da Apple (AAPL34) negociados na B3 caíam 2,42%, cotados a R$ 61.
Mas esse não foi o único fator para derrubar os papéis da fabricante do iPhone. O mercado não digeriu bem a decisão do bilionário Warren Buffet em relação aos papéis da companhia.
Na semana passada, os resultados financeiros da holding Berkshire Hathaway mostraram que o bilionário vendeu mais de 49% de sua participação na Apple no último trimestre. Com a desova, o caixa do conglomerado subiu para US$ 277 bilhões (R$ 1,58 trilhão).
A fatia do conglomerado de Buffett na fabricante do iPhone foi avaliada em US$ 84,2 bilhões, equivalente a R$ 482,31 bilhões no câmbio atual, no final do segundo trimestre.
Mas mesmo após a venda robusta de papéis, a Apple continuou como a maior participação acionária no portfólio da Berkshire.
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Até agora não está claro o que está por trás da liquidação da fatia na fabricante de iPhones, e a decisão do bilionário pegou o mercado de surpresa.
No entanto, Warren Buffett já havia sinalizado na carta anual da Berkshire com acionistas que a venda de “um pouco da Apple” neste ano beneficiaria os investidores da holding a longo prazo.
Segundo o bilionário, a decisão ajudaria os acionistas caso os impostos sobre ganhos de capital fossem aumentados no futuro, em meio à busca do governo dos EUA por soluções para o déficit fiscal crescente.
Entretanto, a proporção das vendas das ações da Apple levantou temores entre os investidores de que a redução da posição da Berkshire possa sinalizar algo mais do que apenas uma prevenção para a possibilidade de impostos mais elevados.
As ações da Apple não foram as únicas liquidadas pela Berkshire Hathaway no trimestre passado. A holding do bilionário também se desfez de aproximadamente 19,2 milhões de ações do Bank of America (BofA) em uma série de transações nos últimos dias.
As últimas operações, que aconteceram entre terça e quinta-feira, foram realizadas a um preço médio de US$ 40,52 por ação, rendendo ao conglomerado do Oráculo de Omaha algo próximo de US$ 779 milhões.
Mas mesmo após a venda, a holding possuía aproximadamente 942,4 milhões de ações do BofA, avaliadas em mais de US$ 37,2 bilhões — ainda a maior acionista da instituição financeira, com uma participação de 12,1%.
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