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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Renda fixa no exterior

O investimento em dólar que ainda te paga juros: veja como investir em Treasuries, os títulos do Tesouro americano

Atrativo no atual momento de juros altos nos EUA, investimento em Treasuries pode ser melhor que comprar dólar ou aplicar em fundos cambiais e ainda pode gerar uma renda na moeda americana

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
17 de maio de 2023
6:05 - atualizado às 18:11
Detalhe de nota de dólar mostrando a inscrição US Treasury - Tesouro dos Estados Unidos
Nota de dólar - Imagem: Karolina Grabowska/Pexels

Com sua taxa básica na faixa de 5,00% a 5,25% ao ano, os Estados Unidos, que vivem um ciclo de aperto monetário na tentativa de controlar a inflação, têm hoje os juros mais altos desde as vésperas da crise de 2008. Esse processo aumentou o apelo do dólar e dos Treasuries – os títulos do Tesouro americano –, atraindo investidores em busca de uma remuneração gorda naqueles que são considerados os investimentos mais seguros do mundo.

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Não por acaso, desde o início do ciclo de aumento dos juros, os ativos de risco vêm passando por fortes altos e baixos, pois para que correr risco se dá para ganhar uma remuneração elevada em dólar na renda fixa mais tranquila?

De fato, comparados à nossa Selic de dois dígitos, os 5,00% ao ano dos EUA parecem coisa pouca.

Mas, se levarmos em conta que 1) trata-se de um rendimento em dólar; 2) para nós brasileiros, há proteção cambial, sendo um investimento em moeda forte; e 3) o ideal para uma carteira bem diversificada é ter uma parte dedicada a investimentos no exterior, os Treasuries surgem como uma opção interessante.

Além disso, para a finalidade de ter uma parte da carteira simplesmente atrelada à oscilação da moeda americana, os títulos do Tesouro americano podem ser, em alguns contextos, melhores que os fundos cambiais ou a compra direta de dólar.

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Mas não são só as grandes empresas e fundos de investimento que têm acesso a esse tipo de ativo? Hoje em dia, não mais. Pessoas físicas brasileiras já conseguem investir em títulos públicos americanos direta ou indiretamente, sem precisar abrir conta em alguma instituição financeira gringa.

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Para quem tem mais grana, é possível comprar os títulos propriamente ditos por meio de uma corretora que permita investimentos nos EUA ou fundos de renda fixa estrangeiros negociados em plataformas de investimento brasileiras.

Já para os investidores de menor porte, que representam a maior parte das pessoas físicas, os fundos de índices (ETFs) de Treasuries, negociados na bolsa americana, são uma alternativa acessível, e alguns deles ainda são representados na bolsa brasileira por BDRs.

Mas vamos falar sobre cada uma dessas modalidades com mais detalhes adiante.

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Vale a pena investir em Treasuries agora?

Bem, com os juros americanos na faixa de 5,00% a 5,25% ao ano – o que pode, segundo as previsões do mercado, ser o topo do atual ciclo de alta –, é claro que a remuneração dos Treasuries está atrativa. Bem mais atrativa do que esteve próxima de zero, entre 2008 e o início de 2022.

Além disso, mesmo que os juros comecem a cair num futuro próximo, que é o que o mercado espera, eles ainda devem se manter elevados por um bom tempo.

“O normal, nesses últimos dez anos, foi na verdade muito anormal do ponto de vista histórico. Com a crise de 2008 e depois a pandemia, vimos uma sequência de conduções de política monetária estimulativa sem precedentes, com juros baixíssimos. Mas, mais para frente, me parece muito claro que esse ambiente de juro zero por um tempo tão longo não vai se repetir”, diz Ian Caó, CIO da Gama Investimentos, gestora que viabiliza o investimento de brasileiros em fundos de investimento globais.

Chance de travar a melhor remuneração possível e ganhar com a alta do título

Agora, se a alta de juros estiver de fato perto do fim, este é um bom momento para o investidor se posicionar nesses papéis e travar a melhor remuneração possível neste ciclo – e ainda ter chance de ganhar com a valorização do título quando os juros voltarem a cair, mesmo que eles não voltem a zero.

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Os Treasuries são títulos similares aos nossos prefixados. Assim, um título adquirido agora e levado ao vencimento vai ter um dos retornos mais altos do atual ciclo de juros.

Ao mesmo tempo, quando o Federal Reserve, o banco central americano, começar a sinalizar que deve voltar a cortar os juros, os títulos devem se valorizar no mercado, pois seus preços sobem quando a perspectiva é de queda nas taxas.

Considerando que os investidores já temem uma recessão nos EUA e que a inflação por lá mostra sinais de controle, o Fed não tem como manter os juros elevados por muito tempo, e vai precisar começar a cortar as taxas num futuro não tão distante.

Isso beneficia quem quiser vender o título antes do vencimento, pois possibilita ao investidor realizar e embolsar esse lucro.

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Mas o dólar não pode cair ainda mais?

Finalmente, como se trata de um investimento em dólar, o investidor brasileiro deve se perguntar sobre as perspectivas para o dólar ante o real. Afinal, se a moeda americana cair mais, o valor investido em Treasuries também vai diminuir.

Bem, o dólar realmente já acumula queda de quase 6% ante o real neste ano e encontra-se abaixo de R$ 5 já há algum tempo.

Mas embora a perspectiva de recessão nos EUA possa desvalorizar ainda mais a moeda americana, existem gatilhos para a divisa voltar a se fortalecer ante o real, como a manutenção dos juros elevados nos EUA ainda por certo tempo e o risco fiscal no Brasil.

De fato, segundo a última edição do boletim Focus do Banco Central, as instituições financeiras projetam que o dólar termine 2023 cotado a R$ 5,20, praticamente o mesmo patamar do fim do ano passado e acima do ponto atual.

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Dadas essas expectativas, portanto, o momento pode ser até considerado interessante para alocar recursos em aplicações na moeda americana, como os Treasuries, aproveitando essa janela de dólar mais baixo.

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E se os EUA derem calote?

Um dos grandes atrativos dos títulos do Tesouro americano é seu baixo risco de crédito, uma vez que o devedor é simplesmente um dos melhores pagadores do planeta: o governo dos EUA.

Mas ultimamente o governo Biden vem suando a camisa no Congresso americano para ampliar o teto da dívida pública do país. O processo, que normalmente seria uma mera formalidade, vem sendo dificultado pelos republicanos, que têm feito várias exigências para aprovar a matéria.

Se o governo não puder continuar gastando – e consequentemente, tomando dívida no mercado – corre-se o risco de travar a máquina pública.

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Não é a primeira vez que tal impasse ocorre, e esse cabo de guerra sempre acende o sinal amarelo do mercado pelo risco de o governo deixar de pagar seus credores. Mas as negociações no Congresso estão avançando, e agora, como em outras vezes, provavelmente os parlamentares chegarão a um consenso.

Ter títulos do Tesouro americano não deveria ser “coisa de momento”

Apesar do bom momento para os Treasuries, o investimento em títulos do Tesouro americano não deveria, segundo os especialistas com quem conversei para esta matéria, ser encarado como uma alocação tática (voltada para aproveitar um bom momento de mercado para o ativo) e sim estrutural (sempre deve fazer parte de uma carteira bem diversificada, com vistas ao longo prazo).

Ou seja, a rentabilidade não é o foco principal. Um bom retorno é ótimo, claro, e equilibra eventuais perdas que você possa ter com ativos de risco. Mas não deve ser esta a motivação para se investir num título como esse.

Se uma carteira diversificada tem que ter uma parcela no exterior, a renda fixa internacional deverá fazer parte dela, e os títulos do Tesouro americano certamente figurarão ali, entre os ativos de menor risco.

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De qualquer forma, embora não necessariamente o futuro repita o passado, o retorno histórico do investimento em Treasuries no longo prazo sempre foi bastante interessante. Logo, esses títulos não apenas controlam o risco da carteira e oferecem proteção cambial, como também tendem a contribuir com a rentabilidade do portfólio.

Atenção para os riscos!

Mesmo assim, antes de investir é preciso ter em mente que há dois fatores que podem fazer o seu investimento em títulos do Tesouro americano oscilar: a variação cambial, isto é, a flutuação do dólar ante o real; e a marcação a mercado – afinal, se os papéis podem se valorizar quando há perspectivas de queda nos juros, eles também podem se desvalorizar diante de uma expectativa de alta nos juros.

Ou seja, apesar de ser um investimento de renda fixa, isso não significa que seus títulos vão apenas apresentar variações positivas. Haverá flutuação no dia a dia conforme variáveis de mercado como câmbio e juros.

Investir em títulos do Tesouro americano é melhor que comprar dólar ou fundos cambiais?

Investir em títulos do Tesouro americano pode ser mais vantajoso do que comprar dólares diretamente ou investir em fundos cambiais. Afinal, você não fica apenas exposto à variação da moeda americana, mas também receberá juros.

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William Castro Alves, estrategista da Avenue, corretora que possibilita aos brasileiros investir nos EUA, lembra que só a variação do dólar, nos últimos dez anos, deu um retorno médio de 10% ao ano e bateu o CDI, taxa de juros que segue de perto a Selic. “Mas a volatilidade, claro, foi enorme, estamos falando de uma moeda, afinal”, comenta.

Então só pela oscilação cambial, atrelar parte da carteira ao dólar já pode conferir boa proteção à carteira no longo prazo, ainda que seja importante lembrar que retornos passados não são garantia de retorno futuro.

Se, em adição a isso, o investidor ainda tiver a chance de receber uma taxa de juros, como a que os Treasuries pagam, há um incremento no potencial de retorno no longo prazo, o que faz com que se expor a essa volatilidade valha ainda mais a pena.

“Para os nossos parâmetros, os Treasuries pagam pouco, mas são juros compostos. No longo prazo, a diferença é brutal”, diz Alves.

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Mas não é em qualquer situação que é vantajoso trocar a compra de dólar ou o investimento em fundos cambiais por Treasuries.

Para Laís Costa, analista de renda fixa da Empiricus, essa troca vale a pena somente para alocações mais estruturais, com a finalidade de diversificar e proteger a carteira de investimentos da variação cambial no longo prazo.

Em outras palavras, apenas quando estamos falando daquela parte do portfólio que deve ficar sempre alocada no exterior.

No caso de uma alocação mais tática, pontual – por exemplo, com o objetivo de viajar no curto/médio prazo ou apostar numa alta momentânea do dólar – fundos cambiais ainda são mais eficientes, diz ela.

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“É mais fácil de resgatar e trazer o dinheiro de volta. Agora, se é para o longo prazo, para ter seu caixa lá fora rendendo alguma coisa, investir em Treasuries é melhor”, diz a analista.

Como investir em Treasuries

Existem basicamente três formas de a pessoa física investir em Treasuries, mas duas delas ainda são restritas aos investidores mais abastados. Em todas, porém, há bastante liquidez, então o investidor consegue vender a sua posição rapidamente e resgatar seus recursos quando desejar.

Vamos a elas:

ETFs e BDRs de ETFs

A forma mais acessível para a pessoa física investir em Treasuries, em termos de valor de aplicação inicial, é por meio de ETFs, fundos com cotas negociadas em bolsa que replicam o desempenho de índices de mercado.

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Neste caso, o investidor deve recorrer a ETFs que sigam índices de Treasuries. Para investir nesses fundos, é preciso ter conta numa instituição financeira que dê acesso ao investimento nas bolsas americanas.

É o caso da já mencionada corretora Avenue, da conta em dólar Nomad, da plataforma de investimentos globais do banco Inter e da conta global de investimentos do C6 Bank. Eu falo um pouco mais dessas contas nesta outra matéria.

Outra forma de aplicar em ETFs gringos é por meio de BDRs, os Brazilian Depositary Receipts, recibos que representam ativos estrangeiros na bolsa brasileira. Para isso, uma conta em qualquer corretora de valores que permita ao investidor operar na B3 serve.

Em ambos os casos pode ser necessário pagar taxas para a negociação, mas há corretoras que oferecem, por exemplo, corretagem e custódia zero, tanto para investimentos locais quanto globais.

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Existem hoje oito ETFs de Treasuries geridos pela BlackRock (série iShares) com BDRs na bolsa brasileira, como você pode ver na lista a seguir. O último da tabela é recomendado na série Os Melhores Fundos de Investimento, da Empiricus: o iShares US Treasury Bond ETF (BGOV39), que tem uma taxa de administração de apenas 0,08% ao ano.

Nome do ETFCódigo de negociação na B3
iShares 0-3 Month Treasury Bond ETFBSGO39
iShares 1-3 Year Treasury Bond ETFBSHY39
iShares 20 Year Treasury Bond ETFBTLT39
iShares 3-7 Year Treasury Bond ETFBIEI39
iShares 7-10 Year Treasury Bond ETFBIYT39
iShares Short Treasury Bond ETFBSHV39
iShares Treasury Floating Rate Bond ETFBTFL39
iShares US Treasury Bond ETFBGOV39

Investimento direto nos títulos do Tesouro americano

Outra forma de investir em Treasuries é a compra direta dos títulos por meio de uma corretora que dê acesso a investimentos de renda fixa nos Estados Unidos, como a Avenue.

O problema dessa modalidade é o valor de investimento inicial: por volta de US$ 50 mil, o equivalente hoje a cerca de R$ 250 mil. Não é todo mundo que tem esse valor disponível apenas para diversificação no exterior.

Uma das grandes vantagens de investir diretamente em títulos do Tesouro americano, no entanto, é que alguns deles pagam cupom, isto é, uma remuneração periódica, quase sempre semestral, o que pode ser interessante para quem gostaria de receber uma renda em dólar.

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Investimento via fundos de renda fixa estrangeiros que aplicam em Treasuries

Finalmente, é possível investir em títulos do Tesouro americano via fundos de renda fixa globais que tenham exposição a esse tipo de ativo. Estamos falando agora de fundos abertos, do tipo que permite aplicações e resgates, e não de fundos fechados como os ETFs, que têm cotas negociadas em bolsa.

Atualmente, diversas plataformas de investimento de corretoras e bancos brasileiros já têm fundos estrangeiros nas suas prateleiras. Infelizmente, porém, esses ativos ainda são restritos a investidores qualificados, pois investem 100% do seu patrimônio lá fora.

Isso irá mudar a partir de outubro deste ano, quando entram em vigor novas regras para fundos de investimento que abrem fundos globais para o público geral.

Além do BDR de ETF BGOV39, a Empiricus também tem uma recomendação de fundo aberto de Treasuries, que pode ser encontrado na plataforma de investimentos do Itaú. Trata-se do Itaú Tesouro Americano USD 10 anos FIC Multimercado.

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Embora restrito a investidores qualificados, seu valor de aplicação inicial é de apenas R$ 1, e a taxa de administração é de 0,5% ao ano.

De olho no Leão!

É preciso levar em conta que cada modalidade de investimento citada nesta matéria é tributada de uma forma, e isso pode fazer diferença dependendo do quanto você pretende investir e com que frequência movimentaria sua aplicação em Treasuries.

No caso dos fundos globais oferecidos em plataformas brasileiras, a tributação é a mesma dos fundos de investimento brasileiros de multimercados e renda fixa, que segue aquela tabela regressiva cujas alíquotas variam de 22,5% a 15% a depender do prazo de aplicação (de menos de seis meses a mais de dois anos). Não há, portanto, hipótese de isenção.

Já os Treasuries e os ETFs comprados diretamente lá fora seguem a tributação para investimentos no exterior. O envio de recursos para fora do Brasil para investir requer uma conversão cambial sujeita a um IOF de 0,38%.

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Os lucros com a venda dos Treasuries e cotas de ETFs, bem como os juros recebidos na forma de cupom, são considerados ganhos de capital e estão sujeitos à cobrança de imposto de renda.

Isso significa que vendas de um mesmo tipo de ativo inferiores ao equivalente a R$ 35 mil por mês são isentas, mas acima deste valor a tributação é, geralmente, de 15%. O recolhimento do IR é de responsabilidade do próprio investidor.

A partir do ano que vem, porém, essa regra deve mudar. Passarão a ficar isentos somente os rendimentos (não mais as vendas) inferiores ao equivalente a R$ 6 mil no ano. Acima desse valor, os lucros serão tributados em 15% (até R$ 50 mil) ou 22,5% (acima de R$ 50 mil). Mais detalhes sobre isso aqui.

Finalmente, os BDRs são tributados de forma muito mais parecida com as ações negociadas na B3, embora sem aquela isenção para vendas inferiores a R$ 20 mil num único mês.

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Isto significa que lucros com a venda de BDRs são sempre tributados, e a alíquota é de 15% para as operações comuns e 20% para as operações day trade (quando a compra e a venda ocorre no mesmo dia). O recolhimento também é de responsabilidade do investidor.

Mas aqui entra uma vantagem que as demais modalidades não têm: a possibilidade de abater prejuízos dos lucros tributáveis de forma a pagar menos IR, desde que os ganhos e as perdas tenham sido gerados por ativos de bolsa tributados da mesma maneira. No caso dos BDRs, ações, ETFs e derivativos também seguem as mesmas regras de tributação.

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