Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
AJUSTES FINAIS

Novo arcabouço fiscal deve ser votado nesta semana; Haddad se reúne com relator para reparar ‘rebarbas’ no projeto

Cajado apresentou o relatório do arcabouço fiscal na última semana, e os deputados votaram e aprovaram o requerimento de urgência para a votação; presidente da Câmara confirmou que tema irá a plenário nesta terça ou quarta-feira

Cláudio Cajado Sampaio, PP-Alagoas, relator do texto do novo arcabouço fiscal
Cláudio Cajado Sampaio, PP-Alagoas, relator do texto do novo arcabouço fiscal - Imagem: Congresso Nacional

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que deve se reunir com o relator do arcabouço fiscal, o deputado Claudio Cajado (PP-BA), ainda nesta segunda-feira (22). O governo quer conseguir emplacar a ida do texto da nova regra ao plenário ainda esta semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A gente deve se reunir, sim. Ele está resolvendo algumas sugestões e quer trocar uma ideia com a equipe da Fazenda", explicou Haddad, no período da manhã, ao chegar ao ministério.

Ele voltou a elogiar Cajado, que apontou ser uma pessoa do diálogo, que tem escutado muitas opiniões e que quer acertar. Segundo Haddad, o encontro deve ser no final do dia, porque Cajado está em deslocamento para Brasília. "Coloquei a nossa equipe à disposição dele", disse.

Cajado apresentou o relatório do arcabouço fiscal na última semana, e os deputados votaram e aprovaram o requerimento de urgência para a votação. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), confirmou que colocará o tema em votação nesta terça ou quarta-feira.

Novo arcabouço ainda é debatido com técnicos

Em meio às críticas sobre a inclusão de algumas despesas no limite de gastos da nova regra fiscal — como Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e o piso da enfermagem —, as consultorias de Orçamento e Legislativa da Câmara dos Deputados divulgaram uma nota, a pedido do relator da proposta, para explicar os critérios adotados na elaboração do texto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os técnicos avaliam que a regra fiscal exige que todas as despesas com impacto primário estejam submetidas ao limite de crescimento dos gastos necessários para promover os serviços públicos à sociedade — as chamadas “despesas primárias”.

Leia Também

PLANALTO DOBRA A APOSTA

Lula anuncia R$ 70 bilhões da Petrobras (PETR4) em Sergipe, promete insistir em Jorge Messias no STF e sobe o tom contra os EUA

TRABALHO E QUALIDADE DE VIDA

Enquanto o Brasil debate o fim da escala 6×1, neste país a jornada média é de apenas 32 horas por semana

Relevância das despesas

"O fato de uma despesa ser obrigatória não justifica, do ponto de vista do equilíbrio fiscal, sua exclusão do teto. As despesas primárias obrigatórias, assim como as discricionárias (a critério do governo), comprometem os resultados fiscais e geram endividamento", diz a nota.

Os técnicos também afirmam que o mérito ou a relevância de uma despesa não é critério de exclusão do limite.

"Tanto é assim que todas as despesas com saúde e educação, por exemplo, obrigatórias ou discricionárias, encontram-se submetidas ao teto", afirma o documento, ao defender critérios técnicos para exclusão de determinadas despesas como forma de evitar assimetrias e abertura de precedentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Você investe em ações, renda fixa, criptomoedas ou FIIs? Então precisa saber como declarar essas aplicações no seu Imposto de Renda 2023. Clique aqui e acesse um tutorial gratuito, elaborado pelo Seu Dinheiro, com todas as orientações sobre o tema. 

Há exceções no novo arcabouço

A nota elenca quatro critérios utilizados para justificar as exceções à regra mantidas pelo relator: despesas que decorrem de repartição de receitas que pertencem a outros entes; despesas neutras do ponto de vista fiscal; despesas imprevisíveis, urgentes e relevantes, abertas por crédito extraordinário; e despesas sazonais da Justiça Eleitoral.

"Com relação à complementação da União ao Fundeb e ao piso da enfermagem, tais despesas, ainda que de natureza obrigatória e relevantes, além de previstas na Constituição, integram o Orçamento da União e têm impacto primário como qualquer outra, tanto que seu crescimento contribuiu para resultados fiscais desfavoráveis", afirmam, ao justificar a inclusão dessas despesas no limite de gastos, diferentemente do proposto pelo governo federal.

Em relação às despesas com Fundeb, o texto diz que, ainda que meritórias e de natureza obrigatória, não foram excluídas do limite: "Isso porque não derivam de repartição de receita, nem são imprevisíveis, e também não se enquadram como despesas neutras do ponto de vista fiscal".

Contudo, o relator incluiu um dispositivo que estabelece que o crescimento dos valores do Fundeb seja somado ao limite de gastos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O texto diz que o teto "acompanhará" o crescimento das despesas do Fundeb - ou seja, quando o fundo cresce, o teto sobe na mesma medida para compensar. Isso significa que essa despesa não irá "disputar" espaço com outras no Orçamento.

A regra que rege o Fundeb já prevê uma "escada" nas despesas com fundo até 2026, ampliando gradualmente os recursos para educação. Cada degrau, conforme o projeto do arcabouço, vai ser acrescido ao limite de gastos do Executivo no período. Com isso, a participação da União no fundo sobe, de 2020 a 2026, de 10% para 23%.

Já "excluir as despesas com o piso de enfermagem do teto cria uma assimetria entre os servidores dos demais entes com as despesas destinadas aos servidores da União".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CNH bom motorista 18 de maio de 2026 - 15:36
Flávio Bolsonaro durante entrevista 15 de maio de 2026 - 18:05
Imagem criada por inteligência artificial mostra o presidente dos EUA, Donald Trump, em primeiro plano. Ele usa terno preto, camisa branca e gravata azul clara. Ao fundo, Lula veste terno de mesma cor, com gravata escura. 4 de maio de 2026 - 14:04
Jorge Messias 29 de abril de 2026 - 19:49
Marcha Global dos Povos Indígenas (2025) 19 de abril de 2026 - 15:03
O ex-governador Geraldo Alckmin e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Proposta de reforma tributária foi encabeçada por vice de Lula. 31 de março de 2026 - 16:55
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia