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O presidente defendeu hoje que o programa Minha Casa, Minha Vida seja ampliado para famílias de classe média
Uma das bandeiras do PT e do governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi içada nesta terça-feira (13): o programa Minha Casa, Minha Vida está a um passo de ser retomado.
O hasteamento completo se dará após a sanção presidencial — que só será possível depois que o Senado aprovou hoje a medida provisória (MP) do programa.
A MP corria o risco de perder a validade se a tramitação no Legislativo não fosse concluída até quarta-feira (14). A votação foi simbólica, sem contagem individual dos votos.
A medida provisória traz de volta uma bandeira do PT, criada em 2009, no segundo mandato de Lula. O programa terá custo de R$ 10 bilhões, bancado pelo Orçamento do governo federal.
A nova edição do Minha Casa, Minha Vida atenderá famílias em áreas urbanas com renda bruta mensal de até R$ 8 mil e famílias de áreas rurais com renda bruta anual de até R$ 96 mil.
O texto aprovado pela Câmara permitia que fossem cobrados do construtor dos imóveis seguros diversos. O Senado não retirou o trecho para não ser necessária nova análise dos deputados, mas o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetará o trecho.
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Os senadores aprovaram emendas de redação. São alterações que, em tese, não mudam o mérito do texto. Por isso, não fazem a medida provisória precisar de nova avaliação pelos deputados.
Pelo programa, os subsídios aos imóveis serão maiores quanto menor for a faixa de renda familiar. As faixas serão as seguintes:
Famílias em área urbana:
Famílias em área rural:
Benefícios temporários como auxílio-doença e seguro-desemprego não contarão no cálculo das faixas de renda. O texto permite que o Ministério das Cidades atualize os valores das faixas de renda anualmente.
O programa dará preferência para famílias sustentadas por mulheres e para as que tenham integrantes idosos ou com deficiência física, crianças ou adolescentes, e pessoas com câncer ou doença rara crônica e degenerativa. Também terão preferências famílias de povos tradicionais ou quilombolas, entre outros grupos.
A medida aprovada também obriga o governo federal a repassar ao menos 5% dos recursos do programa para Estados e municípios retomarem obras paradas, executarem requalificação de prédios e executarem obras em municípios com até 50 mil habitantes.
Mais cedo, em uma live transmitida nas redes sociais, Lula afirmou que é preciso ampliar o programa Minha Casa, Minha Vida para famílias de classe média.
"Nós precisamos fazer não apenas o Minha Casa, Minha Vida para as pessoas mais pobres. Precisamos fazer o Minha Casa, Minha Vida para a classe média. O cara que ganha R$ 10 mil, R$ 12 mil, R$ 8 mil, esse cara também quer ter uma casa e esse cara quer ter uma casa melhor", argumentou Lula.
Para o petista, o governo precisará ter "capacidade de fazer uma quantidade enorme de casas".
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*Com informações do Estadão Conteúdo
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