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Além de Dino, Lula indicou Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República (PGR); ambos precisam passar por sabatina da CCJ no Senado
O atual ministro da Justiça, Flávio Dino, comemorou a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para assumir uma das cadeiras do Supremo Tribunal Federal (STF). “Agradeço mais essa prova de reconhecimento profissional e confiança na minha dedicação à nossa Nação”, escreveu no X, antigo Twitter.
Mais cedo, rumores já indicavam que o presidente indicaria o ex-governador do Maranhão para o posto de Rosa Weber, que completa 75 anos em outubro deste ano. A magistrada havia sido indicada por Dilma Rousseff em 2011.
Na manhã de hoje, o ministro da Justiça conversou com o presidente Lula antes de embarcar para Riade, capital da Arábia Saudita, em uma viagem que incluirá sua participação na Conferência do Clima, em Dubai.
Além de Dino, Lula indicou Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Agora, as indicações precisam passar pelo crivo do Senado, onde os dois nomes serão sabatinados pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Após essa etapa, os nomes são submetidos ao plenário da Casa.
O atual ministro da Justiça é ex-governador do Maranhão pelo PCdoB, de 2015 a 2022, e Senador do estado pelo PSB a partir de 2023.
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Dino ganhou destaque por sua atuação firme no atual governo como ministro de Lula, em especial contra os atentados de 8 de janeiro.
Além disso, o ministro passou a aparecer ainda mais sendo constantemente chamado ao Congresso pela oposição para dar explicações sobre sua atuação no ministério.
Flávio Dino é advogado, professor e já foi juiz federal. É casado com Daniela Lima, com quem tem três filhos.
Subprocurador-geral da República, Gonet é um constitucionalista, tido por seus pares como conservador, religioso, ponderado e conciliador. Gosta de caminhar e os amigos brincam que é um "glutão" — aprecia uma boa comida.
O futuro PGR integra os quadros do Ministério Público Federal desde 1987, foi sócio do ministro Gilmar Mendes no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e hoje é vice-procurador-eleitoral
Entre os destaques da carreira, Gonet atuou nas ações que levaram à inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Mas sua história com o ex-presidente não começou aí: em 2019, Bolsonaro avaliou a ida de Gonet para a PGR. Na ocasião, o nome escolhido foi o de Augusto Aras.
Colegas de trabalho de Gonet o descrevem como um homem com "sentido de família", educado e reservado. É tido como conservador — em especial diante de pautas de costumes, em razão de uma religiosidade.
De outro lado, um procurador próximo do vice-PGR ressalta que Gonet é sensível às questões sociais, ambientais e de direitos humanos, "consciente de seu papel como operador de direito".
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