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ELEIÇÕES NO RADAR

Flávio Bolsonaro promete regra fiscal para cortar despesas e rebate críticas sobre tarifaço de Trump

O candidato do PL, porém, não especificou qual seria o nível exato do PIB que acionaria essa nova regra

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em discurso ao Plenário do Senado.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - Imagem: Carlos Moura/Agência Senado

Com o período de propaganda eleitoral — que começa a partir de 16 de agosto — chegando, os candidatos já começam a aquecer os motores para as eleições, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) já deu os primeiros sinais dos planos para caso ganhe as eleições. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes, no domingo (3), o candidato à Presidência da República comentou sobre a questão fiscal do país, criticando a atuação do atual governo.

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Flávio afirmou ainda que, caso seja eleito, o governo terá uma regra fiscal com uma espécie de gatilho para cortar despesas quando a dívida pelo Produto Interno Bruto (PIB) atingir determinado patamar.

O senador não especificou qual seria esse nível exato, mas disse que um governo que chega a uma dívida de 81% do PIB é “gastador e irresponsável”.

Vale lembrar que, na semana passada, o Banco Central (BC) informou que a dívida bruta do setor público consolidado (que inclui o governo federal, os Estados e municípios) alcançou o equivalente a 81,9% do PIB, o maior nível em mais de cinco anos.

Flávio defendeu também que, com o Brasil endividado a uma taxa de juros “altíssima”, não há outro mecanismo a não ser cortar gastos. Além disso, o candidato comentou sobre suas propostas em setores como previdência e segurança pública.

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Os planos de Flávio Bolsonaro

Além do gatilho para cortar despesas, Flávio afirmou que é possível cortar despesas ao combater a corrupção e fazendo o governo ser mais enxuto. “Temos 39 ministérios, podemos enxugá-los”, afirmou, acrescentando que irá fazer uso de Inteligência Artificial (IA) para fazer a governança.

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O senador afirmou ainda que é preciso mudar a lógica de aumentar a arrecadação via impostos. O argumento é que a Margem Equatorial “tem uma reserva gigantesca e centenas de bilhões de reais para arrecadar” e poderia conseguir mais receitas.

O filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro também disse que o Bolsa Família tem que ser mantido e defendeu que “é preciso rever o papel do Supremo, que impacta a economia e a segurança jurídica”.

Quanto a uma possível reforma da Previdência, o candidato do PL afirmou que não fará "economia em cima de aposentado", mencionando que não congelará aposentadorias e defendendo “diferentes fundos de lastreamento”.

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O senador também prometeu dobrar o orçamento da segurança pública em seu primeiro ano de governo e reiterou que a pauta será prioritária.

Ele ainda comentou que seu plano para segurança traz 12 medidas iniciais. Dentre elas, a de manter ladrões de celulares presos, assim como criar meio milhão de novas vagas em presídios para que as execuções penais sejam cumpridas, “ao contrário da atual política de desencarceramento”.

Além disso, Flávio deseja mudar a legislação para que “os marginais mais perigosos possam passar a pena quase integralmente presos”, criando uma tipificação de pertencimento à organização criminosa.

Ele defende que, em seu governo, indivíduos que pertencem a organizações criminosas, como Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC) ou milícias, seriam submetidos a penas que poderiam chegar a mais de 80 anos de cadeia.

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Tarifaço de Trump: de quem é a culpa?

Na entrevista, Flávio atribuiu a responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil à “incompetência” e “às agressões” do governo de Luiz Inácio Lula Silva (PT). Ele também defendeu a atuação de sua família, mas rejeitou a tese de que seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, tenha influência na aplicação das sanções norte-americanas contra os produtos brasileiros.

“Você acha agora que o Eduardo tem poder de coerção sobre o presidente dos Estados Unidos? O que o presidente dos Estados Unidos faz é da cabeça dele”, afirmou o candidato.

Flávio criticou a diplomacia do governo Lula, afirmando que o Brasil “lambe botas da China” e que a postura do atual presidente levou à taxação dos Estados Unidos.

“O Brasil está sendo sancionado por causa dessa falta de habilidade do atual governo e por causa das provocações dele. O Lula trabalhou para que o Brasil fosse tarifado e ele conseguiu”, afirmou Flávio.

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Na entrevista, Flávio disse ainda que o mundo aguarda uma mudança de governo no Brasil para retomar investimentos.

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