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Padilha entra em cena e coloca panos quentes na relação de Lula com o BC — saiba o que o ministro falou

Para o chefe da pasta das Relações Institucionais, Lula, por enquanto, traz ao debate os juros altos, pauta compartilhada com os empresários

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha - Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

Com os ataques frequentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Banco Central (BC), o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também entrou em cena na tentativa de colocar panos quentes na relação do governo com a autoridade monetária.

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Padilha afirmou que, além de não ter nenhuma proposta do governo para rever a autonomia do BC, não há nenhuma pressão sobre "qualquer mandato", em referência ao presidente da autarquia, Roberto Campos Neto.

Padilha, porém, disse que a lei de autonomia tem de ser seguida por todos. "Tem lei que nós defendemos, tem que ser seguida, acompanhada e cumprida por todos", disse após reunião do Conselho político de coalizão no Palácio só Planalto.

Nesse quesito, o ministro afirmou que cabe ao Senado e à sociedade acompanhar o cumprimento da lei. "Acreditamos que todos diretores do BC vão se esforçar para cumprir a lei. O que pode existir por parte do Congresso é acompanhar se lei do BC está sendo cumprida."

Lula não está fritando ninguém

Padilha negou ainda que haja um processo de "fritura" por parte do governo em relação ao Banco Central.

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"Não tem aquecimento nenhum, fervura nenhuma, fritura nenhuma", disse.

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Para o ministro, Lula por enquanto traz ao debate os juros altos, pauta compartilhada com os empresários. "Todos querem juros mais baixos no País", afirmou.

Segundo Padilha, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem dito que o País consegue apresentar juros mais baixos.

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Campos Neto vai se explicar?

Parlamentares do PT e do PSOL querem apresentar requerimento para convidar Campos Neto a comparecer em uma audiência pública na Câmara para explicar as razões dos juros altos. 

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Por ter integrado o governo de Jair Bolsonaro, Campos Neto é visto pelos políticos da esquerda como uma espécie de "cavalo de Troia" para atrapalhar o governo e a retomada do crescimento.

Esses deputados falam em propor mudança na autonomia do BC, mas nem mesmo o governo vê chances de um projeto desse tipo passar no Congresso.

Padilha afirmou que não houve, em nenhum momento, por parte do governo, um pedido para a convocação de Campos Neto para dar explicações ao Congresso.

Segundo ele, o Planalto tem diálogo com a direção do BC, inclusive com o presidente. "Governo está tranquilo no diálogo, nas reuniões que possam ser necessárias respeitando autonomia."

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*Com informações do Estadão Conteúdo

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