Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Um novo Lehman Brothers?

Quebradeira de bancos à vista? Entenda por que o SVB faliu e se há risco de contágio com nova crise financeira

Por ora, expectativa é de um contágio limitado a instituições de menor porte, e evidências apontam para má gestão de risco por parte do SVB

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
12 de março de 2023
13:58 - atualizado às 18:01
Escritório do Silicon Valley Bank (SVB) no estado do Arizona, nos Estados Unidos
Imagem: Tony Webster/Wikimedia Commons

O mercado financeiro global assistiu atônito, na última semana, ao colapso de um banco americano de médio porte que simplesmente faliu em apenas dois dias após sofrer uma corrida bancária. O Silicon Valley Bank (SVB), o banco do Vale do Silício, fechou as portas na sexta-feira (10), após intervenção do regulador, e agora o mercado teme um efeito contágio, em alguma medida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas por que, afinal, o SVB quebrou? Outras instituições financeiras podem ter o mesmo fim? E pode o banco financiador das startups de tecnologia se tornar "um novo Lehman Brothers" e acabar desencadeando uma nova crise financeira global?

São muitas as perguntas, que vamos responder a seguir:

Quem era o Silicon Valley Bank (SVB)?

O SVB era um banco americano de médio porte, o 16º em tamanho nos Estados Unidos, com base num valor de US$ 209 bilhões em ativos no final do ano passado - é bastante, mas muito menos do que os valores trilionários em ativos detidos pelas quatro maiores instituições financeiras do país.

Seu foco era o mercado de tecnologia, tendo como clientes principalmente startups do Vale do Silício e até mesmo techs iniciantes de outros países que captavam recursos nos EUA com investidores do setor, incluindo algumas brasileiras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Ainda tem dúvidas sobre como fazer a declaração do Imposto de Renda 2023? O Seu Dinheiro preparou um guia completo e exclusivo com o passo a passo para que você “se livre” logo dessa obrigação – e sem passar estresse. [BAIXE GRATUITAMENTE AQUI]

O que aconteceu ao SVB na última semana?

Na semana passada, o SVB anunciou que precisou se desfazer às pressas de bilhões de dólares em títulos, amargando prejuízo de quase US$ 2 bilhões. O banco anunciou, ainda, que precisaria levantar US$ 2,25 bilhões em recursos, o que acendeu um sinal amarelo entre investidores e seus clientes.

Leia Também

As ações do SVB na Nasdaq derreteram 60% só na última quinta-feira (09), arrastando todos os papéis do setor bancário americano consigo. Ao mesmo tempo, seus clientes correram para sacar seus recursos depositados na instituição, obrigando-a a vender ainda mais títulos com prejuízo, entrando em uma espiral negativa.

Na sexta-feira, a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), equivalente americano do nosso Fundo Garantidor de Créditos (FGC), decretou a falência do SVB após tentar sua venda, sem sucesso, dado ao enorme risco ao qual o banco estava exposto. O banco central inglês também anunciou que buscaria colocar a subsidiária do SVB na Inglaterra em processo de insolvência.

Agora, a FDIC deverá ressarcir os clientes que tiverem até US$ 250 mil em depósitos segurados no SVB, da mesma maneira que o FGC faz quando um banco brasileiro quebra. O problema é que cerca de 90% dos depósitos não estão garantidos, segundo dados do fim de 2022, pois muitos clientes empresariais tinham bem mais que este valor na instituição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem não conseguiu sacar a tempo e tiver a receber valores superiores à garantia da FDIC terá, a princípio, que entrar na fila de credores da massa falida para receber, o que pode levar anos - a menos que o governo americano ofereça outra solução.

Por que o SVB amargou prejuízo na venda de títulos?

É importante entender que o que aconteceu ao SVB faz parte de um contexto maior e que está afetando, em alguma medida, todos os bancos dos Estados Unidos.

O SVB, assim como outras instituições financeiras, mantinha os depósitos dos clientes em títulos públicos e papéis lastreados em hipotecas, isto é, ativos de renda fixa.

Só que, assim como ocorrem com os títulos prefixados e indexados à inflação no Brasil, quando os juros futuros sobem nos Estados Unidos, os preços de mercado desses papéis caem. Se vendidos antes do vencimento, o investidor amarga prejuízo. Foi o que aconteceu com o SVB. Lembre-se de que os juros nos EUA estão pressionados, devido à política monetária restritiva do Federal Reserve, que vem aumentando as taxas para tentar controlar a inflação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O SVB tinha uma carteira de clientes muito concentrada em startups de tecnologia, empresas que vêm sofrendo com a alta dos juros e que estão precisando de recursos. Um aumento de saques justamente num momento em que a venda antecipada de títulos tem resultado em prejuízo acabou sendo fatal para o banco.

Fenômeno semelhante ocorreu na última semana com outro banco americano focado em empresas do setor cripto, o Silvergate, que também foi à lona.

O SVB fez alguma coisa errada?

Ao que tudo indica, sim. Há evidências de que o banco tinha má gestão de risco e que poderia ser até deliberado, isto é, não apenas um erro, mas sim má fé, o que provavelmente será investigado pelas autoridades americanas.

Especialistas entendem que o banco estava excessivamente exposto a risco. Para começar, seu percentual de ativos investido em títulos era bem maior que a média da indústria. Mais especificamente, o percentual desses investimentos alocado em títulos lastreados em hipotecas - bem mais arriscados que títulos públicos, oscilando ainda mais com as altas de juros - era substancialmente maior que o percentual dos grandes bancos, como Citi e JP Morgan.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Também havia uma grande concentração em títulos de prazos mais longos, mais voláteis que os de prazos mais curtos, o que é temerário, tendo em vista que seus clientes são pequenos negócios de um setor de alto risco e que podem precisar fazer resgates toda hora. Ou seja, descasamento entre os prazos dos títulos e das obrigações do banco.

Finalmente, há evidências de que o SVB não vinha fazendo operações de hedge para se proteger de eventos como a alta de juros e não sofrer prejuízos com as oscilações na sua carteira de títulos, além de optar por formas de contabilizar suas operações que, embora legais, disfarçam as perdas com os títulos, deixando-as menos evidentes para analistas e acionistas.

Seria algo equivalente à marcação na curva de títulos de renda fixa, que evidencia quanto você ganha com eles se levá-los ao vencimento, em oposição à marcação a mercado, que mostra o valor que você conseguiria pelos títulos se os vendesse hoje.

Há risco de contágio? O SVB é o próximo Lehman Brothers?

Há algum risco de contágio sim, mas ele pode ficar concentrado nas instituições financeiras de menor porte, que devem passar por uma crise de confiança por parte dos clientes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em relatório emitido na tarde da última sexta-feira, a consultoria Gavekal se mostrou pessimista com o setor bancário americano e disse que há um alto risco de que problemas surjam em outros bancos.

Por outro lado, ao menos por enquanto, as autoridades americanas acreditam que não há um risco de contágio generalizado.

Em entrevista à rede de TV americana CBS, neste fim de semana, a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, disse que a situação atual é bem diferente da crise financeira de 2008, quando o colapso do Lehman Brothers desencadeou uma quebradeira generalizada de bancos, inclusive de grande porte.

Lembrando que atualmente a regulação do setor bancário americano é bem mais forte do que naquela ocasião, ao menos para as instituições maiores. Para os bancos menores, porém, a regulação chegou a ser relaxada no governo Trump.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Seja como for, não é exagero esperar que outros bancos de médio e pequeno porte sofram uma onda de saques nos próximos dias, pois os clientes podem querer resgatar seus recursos por medo de que eles também estejam "nadando pelados", migrando para bancos maiores e mais sólidos.

Afinal, embora todos os bancos americanos estejam sofrendo em alguma medida os efeitos da escalada dos juros nos Estados Unidos, é fato que os de menor porte e focados em mercados mais arriscados estão bem mais sujeitos aos soluços da economia dos que os bancões. Além disso, também estão mais sensíveis aquelas instituições que, assim como o SVB, porventura façam uma gestão de risco inadequada.

Quebra do SVB pode trazer alívio para os juros nos EUA?

Por vias tortas, sim. A inflação americana vinha tendo dificuldade de reagir ao aperto monetário, e a atividade econômica do país não há jeito de esfriar, mas um evento grande e impactante como a quebra de um ou mais bancos de porte significativo pode ser suficiente para afetar negativamente setores inteiros a acelerar um esfriamento ou até uma recessão econômica.

Assim, pode ser que o Federal Reserve nem precise aumentar os juros tanto quanto o esperado ou possa até iniciar os cortes antes do imaginado, a depender das consequências da quebra do SVB para a economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, os juros futuros - que são as expectativas do mercado para as taxas - tendem a recuar, o que pode trazer um certo alívio às instituições financeiras mais encrencadas.

O ex-diretor do Banco Central brasileiro, Tony Volpon, resume o caso no fio de Twitter a seguir:

*Com informações do Broadcast, The New York Times e The Wall Street Journal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VENTOS FAVORÁVEIS

Os 4 setores que estão carregando o rastro de bilhões dos estrangeiros na bolsa em 2026

7 de abril de 2026 - 17:15

O investidor estrangeiro está comprando a B3, mas não tudo, segundo o Itaú BBA; saiba por que os gringos já injetaram R$ 29,7 bilhões em ETFs brasileiros neste ano

NÃO PRECISA DE BOMBEIRO

Enquanto a Ásia queima com o petróleo, a China tem um plano para apagar o fogo da crise que vem de Ormuz 

6 de abril de 2026 - 19:41

Japão e a Coreia do Sul sofrem; Pequim respira com um alívio que mistura estratégia de longo prazo e uma ajudinha do combustível fóssil mais tradicional de todos

MENSAGEM NÃO LIDA

As lições de casa — e os alertas — do CEO do JP Morgan que podem mudar a forma como você investe

6 de abril de 2026 - 16:59

Jamie Dimon fala dos efeitos das guerras, da inteligência artificial e das regras bancárias na aguardada carta anual aos acionistas

MAKE A PIX

Pix internacional: Banco Central trabalha para expandir sistema de pagamento para fora do Brasil enquanto Trump esbraveja

6 de abril de 2026 - 11:42

Pix já funciona de maneira limitada em algumas localidades estrangeiras, mas Banco Central prepara internacionalização mais abrangente da ferramenta que tira o sono de Donald Trump

TENSÕES NO ORIENTE MÉDIO

EUA sobem o tom sobre Estreito de Ormuz, mas Irã não recua e manda recado: “jamais voltará a ser o que era”

6 de abril de 2026 - 9:31

O anúncio ocorre após Trump fazer mais um ultimato ao Irã, sob a ameaça de destruir usinas de eletricidade e pontes do país persa

PRIMEIRA VEZ EM 20 ANOS

EUA sofrem golpe inédito do Irã; veja como ficam as negociações para um cessar-fogo agora

4 de abril de 2026 - 9:16

Os ataques ocorreram cinco semanas após os primeiros bombardeios dos Estados Unidos e de Israel no Irã

MUITO ALÉM DO COELHINHO

De procissões religiosas a “bruxas de Páscoa” e pipas coloridas: como outras culturas e religiões celebram a ressurreição e a passagem

3 de abril de 2026 - 10:17

Comum a cristãos, judeus e a outras culturas, a Páscoa ganha tradições e adaptações muito diferentes ao redor do mundo

RÚPIA SOB ATAQUE

O despertar dos mortos-vivos: crise cambial na Índia assombra mercados e pode enterrar o plano da economia de US$ 5 trilhões

2 de abril de 2026 - 19:11

A quarta maior economia do mundo está sob cerco; entenda como a guerra entre EUA e Irã reacendeu traumas financeiros na Índia e o impacto para os mercados

RISCO GEOPOLÍTICO

‘Trump é o mestre da negociação’, mas encara uma limitação que o levará a encerrar guerra no Irã em breve, diz gestor da Nomura Asset

31 de março de 2026 - 17:11

Para Brett Collins, gerente de portfólio de crédito da gestora do Nomura, guerra no Irã é um dos maiores riscos para o mercado de crédito corporativo hoje, mas Trump deve evitar que ela se arraste

GLOBAL MANAGERS CONFERENCE BRASIL 2026

A ‘Nvidia chinesa’ já existe? Os setores que devem gerar lucro na China e estão de portas abertas para investidores, segundo gestor

31 de março de 2026 - 14:59

Brendan Ahern, CIO da KraneShares, diz onde o governo chinês acerta, onde erra e onde o Ocidente subestima Pequim — “esse é um caminho que não tem mais volta”

DO YOU BELIEVE?

Pouso filmado em estúdio, holograma no teto da Terra plana e mais; confira as teorias da conspiração mais alucinadas sobre a ida do homem à Lua enquanto acompanha a missão Artemis 2

31 de março de 2026 - 10:25

Missão Artemis 2 vai levar o homem de volta à órbita da Lua pela primeira vez em mais de 50 anos, mas um em cada três brasileiros jura que ele nunca esteve lá antes.

O JEITO DE JEROME

Powell se arrependeu e usa palco de Harvard para dar pista sobre os juros da maior economia do mundo

30 de março de 2026 - 13:31

Participando de evento na universidade nesta segunda-feira (30), ele avalia falou sobre o futuro da política monetária com a guerra e a inflação batendo na porta do banco central norte-americano

ACORDOS DE PAZ

Sem EUA ou Israel, líderes do Oriente Médio reúnem-se no Paquistão para discutir fim da guerra

29 de março de 2026 - 12:21

Autoridades norte-americanas insistem que a guerra pode estar se aproximando de um ponto de inflexão, mas os líderes iranianos continuam a rejeitar publicamente as negociações

MOSAICO DE SOBREVIVÊNCIA

Apagão da vida e da morte: crise de energia para crematórios na Ásia, suspende salários e ameaça o coração da Europa

24 de março de 2026 - 18:05

A crise de combustíveis arrombou a porta na Ásia e agora ameaça entrar pela janela da Europa; confira as medidas de emergência que estão sendo tomadas para conter a disparada do petróleo e do gás no mundo

O BRILHO SUMIU

Ouro vive semana de cão, cai 10% no pior desempenho desde março de 2020 e arrasta a prata

20 de março de 2026 - 16:01

A prata não ficou atrás no movimento de correção, caindo 2,18% na sessão desta sexta-feira (20) e acumulando uma perda semanal ainda mais expressiva que a do ouro: 14,36%

LUTO EM HOLLYWOOD

As verdades sobre Chuck Norris: astro de filmes de ação e amigo de Bruce Lee, ator deixa patrimônio de US$ 70 milhões

20 de março de 2026 - 15:22

Ator e campeão esportivo faleceu aos 86 anos após ser internado no Havaí; Chuck Norris deixa cinco filhos, incluindo o ator Mike Norris, e a esposa Gena O’Kelley

ABRIGO E OPORTUNIDADE

Debandada do ouro e da prata: investidor abandona o porto seguro para ir à guerra das pechinchas (e do dólar)

19 de março de 2026 - 13:29

Em dia de forte aversão ao risco, o manual de sobrevivência do mercado mudou. Entenda por que os metais chegaram a cair 10% nesta quinta-feira (19), arrastando as ações das mineradoras

MAN ON THE MOON

Agora vai? Artemis 2 tem nova data para levar homem de volta à Lua pela primeira vez em mais de meio século (se nada der errado desta vez)

19 de março de 2026 - 9:31

Por meio do programa Artemis, a Nasa afirma ter a intenção de estabelecer uma presença de longo prazo na Lua para fins científicos e de exploração

HASTA LA VISTA, BABY

O juízo final da sua carteira de ações chegou? O que a Kinea ensina sobre a IA e a armadilha das pechinchas na bolsa

19 de março de 2026 - 6:01

Inspirada no filme Exterminador do Futuro, a gestora analisa o impacto da inteligência artificial no mercado, e lista quais empresas já ganham em produtividade — e valem a pena investir

DE OLHO NA INFLAÇÃO

Fed segura juros nos EUA entre 3,50% e 3,75%, e acende luz amarela sobre efeitos da guerra

18 de março de 2026 - 15:21

Os diretores do Fed optaram por seguir a postura adotada na reunião de janeiro, uma vez que os dados da economia norte-americana pontam para uma inflação resiliente, enquanto o mercado de trabalho perde força

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia