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Prêmio Nobel da Economia de 2023 será anunciado na segunda-feira — e alguns economistas são presença constante na lista de favoritos
A temporada oficial do Prêmio Nobel de 2023 terminou nesta sexta-feira (6) com o anúncio da iraniana Nargis Mohammadi como laureada com a medalha da Paz.
Como acontece todo início de outubro, a Fundação Nobel revelou ao longo dos últimos dias os ganhadores da tradicional premiação em 2023.
Mas espera um pouco! E o Prêmio Nobel da Economia? Então, o Nobel da Economia não é exatamente um Prêmio Nobel.
Mais de seis décadas depois da primeira edição dos prêmios, o Banco Central da Suécia fez uma doação polpuda à Fundação Nobel.
Essa doação viabilizou a instituição, a partir de 1968, do Prémio de Ciências Econômicas do Banco Central da Suécia em Memória de Alfred Nobel.
Em termos práticos e reputacionais, entretanto, pouca diferença faz se quem instituiu o prêmio foi a Fundação Nobel ou se ele existe só porque o BC sueco dá o dinheiro.
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Para o público em geral, a premiação é conhecida como Nobel da Economia. Ponto.
É praticamente impossível prever o ganhador de um Prêmio Nobel.
Todos os anos, em setembro, uma comissão julgadora nomeada pelo BC da Suécia envia formulários confidenciais a cerca de 3.000 pessoas ao redor do mundo.
Entre elas há professores, intelectuais renomados, integrantes da Real Academia Sueca de Ciências e — claro — ganhadores do Nobel de Economia no passado.
A comissão então compila os nomes e chega a uma lista final — que é mantida em sigilo, mas costuma contemplar entre 200 e 300 nomes.
É a partir dessa lista que a comissão julgadora chega a uma decisão e elabora sua justificativa.
A premiação envolve uma medalha de ouro 18 quilates, um diploma e 11 milhões de coroas suecas (equivalente a mais de R$ 5 milhões), valor que normalmente é dividido quando há mais de um ganhador.
No ano passado, o Nobel de Economia foi outorgado ao ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) Ben Bernanke e outros dois economistas norte-americanos, Douglas W. Diamond e Philip H. Dybvig, por seus estudos sobre bancos e crises financeiras.
Independentemente da linha de pensamento ou de pesquisa do ganhador, o BC sueco é frequentemente criticado por uma suposta politização de suas escolhas.
Quando Milton Friedman venceu em 1976, por exemplo, a direita política apressou-se em elogiar a sua visão de mundo de livre mercado.
Em 2021, a esquerda celebrou a premiação ao trabalho de David Card, de acordo com o qual a elevação do salário mínimo não provoca aumento da taxa de desemprego.
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Em 2011, por exemplo, Thomas Sargent, um dos pais da “revolução das expectativas racionais”, foi premiado junto com Christopher Sims, um famoso crítico da mesma teoria.
Embora tudo seja especulação até o anúncio, há alguns candidatos considerados “naturais” pelos especialistas.
Com base nisso, chegamos a uma lista de economistas com grandes chances de levarem o Nobel de Economia em algum momento — se não em 2023, em anos próximos.
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