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O Seu Dinheiro selecionou cinco filmes que ilustram o que está acontecendo nos Estados Unidos atualmente e retratam as consequências de uma corrida bancária
As mudanças de temperatura na Califórnia poucas vezes foram tão bruscas quanto no último fim de semana. Enquanto os holofotes de Hollywood reluziam como um sol intenso durante o Oscar 2023, o setor financeiro registrava tremores por todo o Vale do Silício, com a tempestade da “corrida bancária” causando calafrios nos investidores.
Considerada uma das expressões mais aterrorizantes do setor de finanças, a corrida dos bancos voltou a ocupar lugar nos noticiários após o colapso do Silicon Valley Bank (SVB), o banco do Vale do Silício.
Em resumo, uma corrida bancária acontece quando os clientes correm para sacar seus recursos de uma instituição financeira com receio de que ela quebre — o que em muitos casos acaba se tornando uma profecia autorrealizável.
No caso do SVB, a instituição financeira simplesmente faliu em apenas dois dias depois de sofrer uma corrida pelos saques, tornando-se o maior banco do país a quebrar desde a crise internacional de 2008.
Os reguladores norte-americanos trabalharam durante o fim de semana para lançar um programa de emergência e mitigar eventuais efeitos colaterais da falência do SVB.
Apesar da rápida ação do governo, a falência elevou os temores de um efeito dominó no setor bancário dos EUA.
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A corrida bancária costuma ser um acontecimento tão dramático que já virou assunto em vários filmes de Hollywood. E isso inclui desde documentários premiados com o Oscar até clássicos da Disney.
Confira a seguir cinco filmes que o Seu Dinheiro selecionou e que abordam o tema:
Lançado em 1946 e dirigido por Frank Capra, o filme A Felicidade não se compra conta a história de um homem que desistiu de seus sonhos para ajudar os outros, e, após pensar em se suicidar na véspera de Natal, tem uma intervenção de seu anjo da guarda.
O anjo mostra ao protagonista todas as vidas que ele tocou e como a vida teria sido diferente para sua esposa e a comunidade de Bedford Falls caso ele nunca tivesse nascido.
Apesar de não ser o foco da narrativa, o enredo também mostra uma corrida bancária em um pequeno banco da comunidade, que financiou diversos negócios e imóveis da cidade.
O protagonista tenta, sem sucesso, impedir que os correntistas da instituição financeira saquem todos os depósitos do banco.
Após tentar convencer todos que entravam no banco na intenção de sacar seus recursos de que o dinheiro estaria seguro, o protagonista e a esposa usam suas economias da lua de mel para salvar o Bailey Brothers' Building and Loan.
Mesmo com uma estréia ofuscada e enfraquecida nos cinemas, com apenas US$ 8,57 milhões em bilheteria global devido à grande concorrência na época, o filme se tornou um clássico e é considerado um dos melhores filmes de todos os tempos.
Em 1947, a produção de Capra foi indicada cinco vezes ao Oscar, concorrendo inclusive à categoria de Melhor Filme, mas voltou para casa sem nenhuma estatueta. Em 2006, o filme foi eleito o filme americano mais inspirador da história pelo American Film Institute.
Um clássico da Disney e com US$ 103,08 milhões em arrecadação global, o filme Mary Poppins parece muito distante do universo das crises financeiras. Mas poucos se lembram que a história traz um banqueiro rígido com os filhos que publica um anúncio no jornal em busca de uma babá – ou governanta, como falavam na Londres de 1910 – após a babá inicial pedir demissão.
Depois de candidatas idosas magicamente serem levadas embora por uma rajada de vento misteriosa, uma governanta com poderes mágicos chamada Mary Poppins desce das nuvens em um guarda-chuva voador para transformar a rotina da família.
Um dia, irritado com a atmosfera alegre da família, o banqueiro ameaça demitir Mary Poppins, mas a babá o convence a levar os filhos para conhecer o banco onde ele trabalha.
O sr. Banks aproveita a oportunidade para ensinar aos filhos sobre poupança, alegando que uma simples moedinha investida no banco Fidelity Fiduciary Bank poderia se transformar em inúmeras conquistas pessoais.
Sem grandes efeitos na opinião de seu filho, a criança exige seu dinheiro de volta — que já estava sob o controle do presidente do banco, que se recusou a devolvê-lo.
O filme da Disney não foi indicado ao Oscar por isso, mas é extremamente assertivo ao mostrar como boatos podem gerar ondas de saques de clientes, que podem ser fatais para um banco.
Isso porque, enquanto o filho do sr. Banks discutia para reaver seu dinheiro, um cliente da instituição escuta o debate e, receoso, corre para sacar seu dinheiro. Afinal, se a instituição não quer pagar alguém, pode ser que não me pague também.
A situação caótica se transmitiu de cliente para cliente, instaurando um boato sobre uma potencial falência do banco.
Em instantes, o Fidelity Fiduciary Bank se viu em uma verdadeira corrida bancária, com responsáveis da instituição financeira mandando fechar as portas do banco antes que não houvesse como restituir todos os clientes.
Lançado em 2011, o drama Margin Call - O Dia Antes do Fim é considerado um dos filmes mais realistas sobre como Wall Street funciona atualmente e arrecadou US$ 19,5 milhões em bilheteria.
A produção é inspirada nos acontecimentos da crise financeira de 2008, quando o colapso do Lehman Brothers desencadeou uma corrida bancária e quebradeira generalizada de bancos, inclusive de grande porte.
Escrito e dirigido por J.C. Chandor, o filme retrata a rotina do mercado financeiro em uma espécie de banco de investimentos que passava por um momento crítico, com cortes de custos e demissões em andamento.
A história principal se passa em um período de 24 horas em um grande banco de Wall Street durante os estágios iniciais da crise, com foco para as ações tomadas por um grupo de funcionários durante o colapso financeiro.
Um dos funcionários demitidos tentou alertar aos colegas sobre a volatilidade no preço de produtos que o banco vendia há anos. Basicamente, o banco se expôs demais e estava vendendo e comprando produtos arriscados para seus clientes.
Se o valor desses produtos despencasse conforme o esperado, nem mesmo a totalidade das participações financeiras do banco seria suficiente para cobrir as perdas — e a instituição financeira iria à falência.
O CEO do banco de investimento percebeu que o colapso dos mercados estaria prestes a estourar e decidiu se desfazer de todos os ativos financeiros do banco no dia seguinte, antes que o boato comece a circular e o valor dos produtos começasse a cair.
O estopim do colapso do SVB foi justamente uma venda massiva de títulos que despertou a desconfiança do mercado sobre o estado da saúde financeira da instituição. Mas ao contrário do que aconteceu na instituição fictícia onde se desenrola o filme, o banco do Vale do Silício não resistiu e teve a falência decretada dias depois.
Baseado no livro de Michael Lewis sobre os acontecimentos da crise imobiliária ocorrida nos Estados Unidos em 2008, o filme A Grande Aposta se inicia alguns anos antes do caos se espalhar no mercado, quando um grupo de investidores começou a desconfiar de problemas no setor de crédito imobiliário.
O filme de Adam McKay alcançou uma bilheteria mundial de US$ 133,4 milhões desde a estreia nos cinemas, em 2015. A produção foi indicada a cinco Oscars e venceu na categoria de roteiro adaptado.
O dono de uma firma de investimentos de médio porte decide investir muito dinheiro na aposta de que o sistema imobiliário nos Estados Unidos quebraria em breve. A decisão do dono do fundo era algo inédito aos investidores, uma vez que ninguém jamais havia apostado contra o sistema e lucrado com isso.
Ao saber dos investimentos na quebra do sistema, um corretor de valores mobiliários percebeu a oportunidade e passou a oferecê-la a seus clientes.
Um dos momentos emblemáticos do filme é o que mostra o confronto de dois investidores — um comprado e outro vendido nas ações do Bear Stearns — pouco antes da quebra do banco:
Produzido em 2010, o filme Inside Job ganhou o Oscar de Melhor Documentário de 2011, alcançando uma bilheteria global de US$ 7,87 milhões desde a estreia.
A produção retrata os acontecimentos da crise financeira global de 2008 e é descrita pelo diretor Charles Ferguson como um relato da “corrupção sistêmica dos Estados Unidos pela indústria de serviços financeiros e as consequências da corrupção sistêmica".
O documentário é dividido em cinco partes e aborda temas como as mudanças no ambiente político e as práticas bancárias que desencadearam a crise de 2008.
O filme contou com entrevistas do megainvestidor George Soros, Barney Frank, Lee Hsien Loong, Christine Lagarde, Eliot Spitzer e outros.
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