Yduqs subiu demais? JP Morgan deixa de recomendar a compra de YDUQ3 — ações lideram perdas no Ibovespa hoje
Os papéis da empresa de educação caem mais de 6% no pregão desta sexta-feira (23), liderando as maiores baixas do principal índice da bolsa brasileira

Uma ação que subiu 178% nos últimos três meses ainda tem mais a oferecer? No caso da Yduqs, a resposta do JP Morgan é não. O banco norte-americano deixou de recomendar a compra dos papéis YDUQ3 e também elevou o preço-alvo dos ativos.
O resultado da nova indicação ajuda na queda das ações da empresa de educação, que lidera a ponta negativa do Ibovespa nesta sexta-feira (23): YDUQ3 recua 6,39%, a R$ 18,75. No mês, no entanto, os papéis acumulam ganho de 33%, enquanto, no ano, a alta é ainda maior, de 84%.
Embora tenha passado a uma recomendação neutra para Yduqs, o JP Morgan melhorou a perspectiva de longo prazo para o negócio de campus — que era reconhecidamente muito pessimista.
Isso fez com que o banco elevasse o preço-alvo de YUDQ3 de R$ 15 para R$ 21 para dezembro de 2023, o que representa uma alta de 5% com relação ao fechamento dos papéis da quinta-feira (23) — nas palavras do JP Morgan: “um potencial de valorização não tão significativo”.
O banco, no entanto, faz a ressalva de que um potencial de alta adicional de R$ 5 por ação poderia vir do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), mas a expectativa é de que haja novidades nesse sentido apenas no final do ano.

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Yduqs não perde o posto de queridinha, mas outra ação é a escolhida
Ainda que o JP Morgan tenha rebaixado a recomendação para Yduqs, as ações YDUQ3 continuam entre as preferidas do bancos por três fatores:
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- Menor alavancagem: 2,3 vezes dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, taxas, amortização e depreciação) em comparação com 3,1x de Cogna e 4,3x de Anima;
- Boa liquidez de balanço, suficiente para cobrir os vencimentos da dívida até o final de 2024;
- Modelo de negócio simples, focado apenas no ensino superior, com boa divulgação.
Na avaliação do JP Morgan, a Yduqs é negociada a 5,8x valor da firma sobre o ebitda (EV/Ebitda), praticamente em linha com a Cogna e 5,7x de Anima.
Apesar desses múltiplos, a escolha do banco norte-americano não é pela Yduqs no momento. A top pick do JP Morgan no setor de educação é a Afya.
“A empresa negocia em linha com nomes de massa enquanto tem um negócio superior. Em uma negociação relativa, favoreceríamos Afya versus nomes de massa (incluindo Yduqs) nos próximos meses”, diz o banco em relatório.
Fies, o fiel da balança
Enquanto o Fies pode ser um novo impulsionador para as ações da Yduqs, o programa de financiamento do governo pode ser um limitador para a Ayfa, a escolhida do JP Morgan.
Até o momento, poucos detalhes foram divulgados pelo governo, exceto que há uma vontade de expandir o programa depois da criação de um grupo de trabalho em março deste ano para realizar estudos técnicos relacionados ao Fies.
“Isso pode ter um impacto substancial nas tendências de ingressos universitários, além do fato de que os players listados tendem a capturar uma alta participação dos contratos do Fies”, diz o JP Morgan em relatório.
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