🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

NINGUÉM PERCEBEU?

Rombo da Americanas (AMER3) era um mistério? Saiba se os executivos sabiam das “inconsistências contábeis”

Especialistas em governança e nomes do mercado financeiro afirma que, dificilmente, um rombo dessa magnitude passaria despercebido pelos gestores ou pelas empresas de auditorias, ambos com livre acesso aos dados

Estadão Conteúdo
21 de janeiro de 2023
14:32 - atualizado às 15:08
Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, bilionários acionistas da Americanas (AMER3)
Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, acionistas da Americanas (AMER3). - Imagem: Estadão Conteúdo/Reprodução/Divulgação/Montagem Seu Dinheiro

As denúncias feitas pelo o ex-presidente da Americanas Sérgio Rial a respeito das "inconsistências contábeis" nas contas da varejista, descobertas apenas dez dias depois de assumir o cargo, trouxeram à tona a desconfiança sobre a possível responsabilidade de integrantes do conselho de administração e dos altos executivos ligados à companhia ao longo dos últimos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No dia seguinte ao pedido de recuperação judicial, a principal pergunta feita por interlocutores do mercado financeiro era se o alto escalão da empresa sabia do rombo bilionário e foi conivente com a situação, o que apontaria para um possível caso de fraude nos balanços da varejista.

Mas, afinal, era possível que os executivos e investidores de referência das Americanas, como Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira — que lideram o fundo de investimentos 3G Capital — , soubessem do problema antes mesmo de ele ser denunciado por Rial?

Conforme apurou o Estadão com fontes do mercado financeiro, a desconfiança em relação aos executivos da Americanas acabou sendo agravada diante das notícias de que membros da diretoria da empresa teriam vendido quantias expressivas em ações pouco tempo antes de o caso ser divulgado por Rial.

Para um executivo do setor, que pediu para não ser identificado, se a direção da Americanas não sabia, tinha "uma grande desconfiança" sobre o buraco no balanço.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de não serem taxativos em acusar os executivos de fraude, os especialistas em governança e nomes do mercado financeiro ouvidos pela reportagem concordam ao dizer que, dificilmente, um rombo dessa magnitude passaria despercebido pelos gestores ou pelas empresas de auditorias, ambos com livre acesso aos dados.

Leia Também

Na avaliação de Fernando Ferrer, analista da Empiricus Research, as inconsistências contábeis podem ter passado despercebidas pelos analistas que acompanham o desempenho da companhia uma vez que os relatórios de desempenho enviados ao mercado não trazem todas as operações, mas sim um resumo das atividades financeiras.

"Sem acesso a todos os números, para nós, os balanços apontavam apenas que a empresa queimava muito o seu caixa", diz.

Leia também

Como o rombo desapareceu do balanço da Americanas (AMER3)?

Além dos questionamentos sobre se houve ou não omissão da companhia e da PwC — empresa que auditou os últimos balanços da varejista —, outra dúvida recorrente quando o assunto é o rombo que supera R$ 40 bilhões na Americanas é de como essas dívidas teriam sido omitidas dentro dos relatórios e passado despercebidas por inúmeros gestores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O analista da Empiricus diz que, ao discriminar os seus passivos no balanço —  termo utilizado para descrever itens como dívidas e operações de crédito — , a varejistas não estaria reportando o valor total da sua dívida envolvendo as operações de risco sacado, apenas o montante relativo aos juros.

"Simplificando muito, é como se a Americanas comprasse uma TV através do crédito de risco sacado, mas não colocasse o custo total desse 'empréstimo' na sua tabela de passivos, apenas o valor do juros, sem falar o preço pago pela TV", diz. "Assim, o endividamento real da empresa não aparecia."

Ferrer acredita que o escândalo envolvendo as Americanas pode ter um "lado positivo" para os investidores porque, de agora em diante, as casas de análises cobrarão das companhias por mais transparência nas suas demonstrações de resultado.

"O mercado vai passar a exigir novas formas de reportar essas informações. Eu mesmo entrei em contato com todas as empresas que eu acompanho pedindo mais informações sobre possíveis operações de risco sacado feitas por elas", afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • 11 ações para buscar lucros neste ano: conheça a lista de empresas consideradas as melhores ‘apostas’ para 2023, segundo especialistas do mercado ouvidos pelo Seu Dinheiro. ACESSE AQUI

Se, de um lado, alguns analistas não descartam a possibilidade de fraudes contábeis, de outro, alguns investidores já apontam que o alto comando da companhia tinha conhecimento dos problemas antes mesmo de Sérgio Rial assumir o controle do negócio.

"Parece que o Rial entrou na empresa sabendo que havia um problema. A Americanas deve fazer a triangulação com o Santander. Talvez ele já soubesse e constatou o problema quando assumiu o cargo", diz Marcello Marin, diretor financeiro da empresa de contabilidade e gestão Spot Finanças.

Há quem seja mais taxativo em relação à hipótese de fraude. É o caso do advogado Daniel Gerber, que representa um grupo de acionistas minoritários da Americanas. "Acreditar que foi desatenção é como acreditar em Papai Noel", afirma.

Segundo ele, o rombo nas finanças da varejista não foi um acidente, mas sim o que chamou de "uma ação orquestrada durante anos".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Conforme adiantou o Estadão, o advogado informou que os acionistas minoritários da Americanas querem responsabilizar criminalmente a consultoria PwC, que auditou o último balanço financeiro da varejista, além de pedir o afastamento dos três acionistas de referência da companhia e de qualquer empresa com capital aberto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EMPREENDEDORISMO

Este jovem da geração Z percebeu uma lacuna no mercado e fundou uma empresa de moda streetwear que faturou R$ 215 milhões

13 de janeiro de 2026 - 14:39

Aos 24 anos, Oscar Rachmansky é fundador do OS Group, negócio que oferece calçados e roupas de marcas consolidadas

EM MEIO ÀS INVESTIGAÇÕES 

Sob pressão, Banco Central dá sinal verde para inspeção do TCU no caso Banco Master

13 de janeiro de 2026 - 14:02

Encontro entre BC e TCU tentou reduzir tensão após suspensão de inspeção determinada por ministro

SOB ESCRUTÍNIO

MP entra com representação junto ao TCU contra indicado de Lula para presidir a CVM — e alerta para decisões favoráveis ao Banco Master

13 de janeiro de 2026 - 13:33

Se for aceita pelo TCU, a representação levaria a uma apuração sobre as questões levantadas em relação a Otto Lobo

REMÉDIO AMARGO

Ações da Hapvida (HAPV3) chegam a cair mais de 8% e lideram as perdas do Ibovespa após novas mudanças no alto escalão

13 de janeiro de 2026 - 13:07

Os papéis caem forte mas analistas mantêm preço-alvo de R$ 27; entenda como as mudanças na gestão afetam o futuro da companhia e confira os detalhes da transição

ADEUS, NY

De saída dos EUA? Assaí (ASAI3) pede cancelamento de registro no país; entenda o que acontece agora

13 de janeiro de 2026 - 10:49

A varejista espera que o cancelamento de registro na SEC se concretize em 90 dias

FORMALIZAÇÃO

Quer empreender em 2026? Veja passo a passo para abrir CNPJ como MEI

13 de janeiro de 2026 - 9:30

O processo para se tornar microempreendedor individual é gratuito e deve ser realizado exclusivamente pela internet

AS PRINCIPAIS PERGUNTAS RESPONDIDAS

Azul (AZUL54): não é porque a ação caiu 90% que as coisas estejam colapsando. Qual é a situação da empresa hoje e o que esperar?

13 de janeiro de 2026 - 6:01

Depois de perder cerca de 90% de valor em poucos dias, as ações da Azul afundaram sob o peso da diluição bilionária e do Chapter 11. Especialistas explicam por que o tombo não significa colapso imediato da empresa, quais etapas da recuperação já ficaram para trás e os riscos que ainda cercam o futuro da companhia

BOLETIM 2026

Santander dá nota máxima à Ser Educacional (SEER3) e define o pódio do setor; veja ranking

12 de janeiro de 2026 - 19:48

Companhia é a top pick no setor de educação para o Santander em 2026; banco divulga relatório com as expectativas e lista suas apostas para o ano

MONOPÓLIO?

Dona do Whatsapp na mira do Cade: suspeita de abuso de posição em IA pode acabar em multa de R$ 250 mil por dia 

12 de janeiro de 2026 - 19:25

A acusação de assistentes virtuais de IA é de que os Novos Termos do WhatsApp irão banir da plataforma desenvolvedores e provedores de serviços e soluções de inteligência artificial generativa, garantindo um monopólio à Meta AI

UM “ACHADO” NOS SHOPPINGS

Chegou a hora de investir em shoppings: Itaú BBA inicia cobertura do setor e revela ação preferida para lucrar 

12 de janeiro de 2026 - 18:17

Para analistas, o setor de shoppings centers passou por uma virada de chave nos últimos anos — e agora está ainda mais preparado para uma consolidação; veja a recomendação para as ações

EXPECTATIVAS FRUSTRADAS

Ações da Tenda (TEND3) caem forte após prévia do 4T25: saiba por que Safra e BTG mantêm recomendação de compra

12 de janeiro de 2026 - 14:25

Apesar do marco de R$ 1,2 bilhão em vendas líquidas, ações recuam por expectativas frustradas de analistas, enquanto bancos reiteram compra citando múltiplos atrativos para 2026

A SAIDEIRA

A cerveja ficou choca: CEO da Heineken renuncia em meio a vendas fracas e investidores insatisfeitos; entenda o que acontece agora

12 de janeiro de 2026 - 12:31

A fabricante holandesa de cerveja comunicou a renúncia de seu CEO, Dolf van den Brink, após um mandato de seis anos marcado pela queda nas vendas; Heineken busca sucessor para o cargo

LIMPANDO A CASA

Dança das cadeiras no Banco de Brasília (BRB) busca renovar a diretoria após crise envolvendo o Banco Master

12 de janeiro de 2026 - 11:27

Novos nomes devem assumir a cadeira de negócios digitais e recursos humanos; subsidiárias também passam por mudanças

SETOR DE PETRÓLEO PEGANDO FOGO

Dança das cadeiras: CEO da Brava Energia (BRAV3) renuncia e petrolífera faz mudanças no alto escalão; veja potencial de alta para a ação

12 de janeiro de 2026 - 9:39

A Brava Energia (BRAV3) informou ao mercado que realizou mudanças no cargo de CEO, com renúncia de Décio Oddone, e na presidência do conselho de administração

ACIONISTAS, COLOQUEM AS MÁSCARAS!

Turbulência no caminho da Azul (AZUL54)? Antes de assembleia, acionistas rejeitam unificação de ações em votação antecipada 

11 de janeiro de 2026 - 15:03

Uma parte importante do plano de reestruturação financeira da companhia aérea será colocado em votação em duas assembleias nesta segunda-feira (12), inicialmente marcadas para às 11h e para às 14h

ADEUS, B3

Gol (GOLL54) avança para decolar da B3: laudo da OPA avalia lote a R$ 10,13; entenda

10 de janeiro de 2026 - 16:10

O laudo será a referência para a OPA das ações preferenciais e não representa, necessariamente, o preço final da oferta

BYE-BYE, AMERICA

Adeus, Wall Street: Cogna (COGN3) aprova saída da Vasta da Nasdaq. O que está por trás do movimento?

10 de janeiro de 2026 - 15:02

Controlada de educação básica do grupo vai deixar a bolsa americana após encolhimento da base acionária e baixa liquidez das ações

ATENÇÃO, ACIONISTA

Dividendos e JCP: Santander (SANB11) prepara distribuição de R$ 2 bilhões em proventos; confira os detalhes

9 de janeiro de 2026 - 20:10

Conselho recebeu proposta de distribuição bilionária em JCP; decisão final depende da aprovação em assembleia até abril de 2027

QUEM LEVA A TAÇA?

Ano de Copa do Mundo: Santander revela dois nomes do varejo que devem golear durante o torneio

9 de janeiro de 2026 - 19:55

Para o banco, Mercado Livre e o Grupo SBF são as mais bem posicionadas para brilhar durante o evento; varejistas de fast-fashion podem enfrentar dificultades

RAIO-X DO SETOR

Rede D’Or (RDOR3) segue como estrela e Fleury (FLRY3) ganha fôlego: Santander aposta nas gigantes, mas vê obstáculos em 2026 para a saúde

9 de janeiro de 2026 - 19:25

Banco reforça confiança seletiva em grandes players, mas alerta para riscos regulatórios e competição intensa na saúde neste ano; confira as recomendações do Santander para o setor

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar