🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

NINGUÉM PERCEBEU?

Rombo da Americanas (AMER3) era um mistério? Saiba se os executivos sabiam das “inconsistências contábeis”

Especialistas em governança e nomes do mercado financeiro afirma que, dificilmente, um rombo dessa magnitude passaria despercebido pelos gestores ou pelas empresas de auditorias, ambos com livre acesso aos dados

Estadão Conteúdo
21 de janeiro de 2023
14:32 - atualizado às 15:08
Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, bilionários acionistas da Americanas (AMER3)
Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, acionistas da Americanas (AMER3). - Imagem: Estadão Conteúdo/Reprodução/Divulgação/Montagem Seu Dinheiro

As denúncias feitas pelo o ex-presidente da Americanas Sérgio Rial a respeito das "inconsistências contábeis" nas contas da varejista, descobertas apenas dez dias depois de assumir o cargo, trouxeram à tona a desconfiança sobre a possível responsabilidade de integrantes do conselho de administração e dos altos executivos ligados à companhia ao longo dos últimos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No dia seguinte ao pedido de recuperação judicial, a principal pergunta feita por interlocutores do mercado financeiro era se o alto escalão da empresa sabia do rombo bilionário e foi conivente com a situação, o que apontaria para um possível caso de fraude nos balanços da varejista.

Mas, afinal, era possível que os executivos e investidores de referência das Americanas, como Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira — que lideram o fundo de investimentos 3G Capital — , soubessem do problema antes mesmo de ele ser denunciado por Rial?

Conforme apurou o Estadão com fontes do mercado financeiro, a desconfiança em relação aos executivos da Americanas acabou sendo agravada diante das notícias de que membros da diretoria da empresa teriam vendido quantias expressivas em ações pouco tempo antes de o caso ser divulgado por Rial.

Para um executivo do setor, que pediu para não ser identificado, se a direção da Americanas não sabia, tinha "uma grande desconfiança" sobre o buraco no balanço.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de não serem taxativos em acusar os executivos de fraude, os especialistas em governança e nomes do mercado financeiro ouvidos pela reportagem concordam ao dizer que, dificilmente, um rombo dessa magnitude passaria despercebido pelos gestores ou pelas empresas de auditorias, ambos com livre acesso aos dados.

Leia Também

Na avaliação de Fernando Ferrer, analista da Empiricus Research, as inconsistências contábeis podem ter passado despercebidas pelos analistas que acompanham o desempenho da companhia uma vez que os relatórios de desempenho enviados ao mercado não trazem todas as operações, mas sim um resumo das atividades financeiras.

"Sem acesso a todos os números, para nós, os balanços apontavam apenas que a empresa queimava muito o seu caixa", diz.

Leia também

Como o rombo desapareceu do balanço da Americanas (AMER3)?

Além dos questionamentos sobre se houve ou não omissão da companhia e da PwC — empresa que auditou os últimos balanços da varejista —, outra dúvida recorrente quando o assunto é o rombo que supera R$ 40 bilhões na Americanas é de como essas dívidas teriam sido omitidas dentro dos relatórios e passado despercebidas por inúmeros gestores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O analista da Empiricus diz que, ao discriminar os seus passivos no balanço —  termo utilizado para descrever itens como dívidas e operações de crédito — , a varejistas não estaria reportando o valor total da sua dívida envolvendo as operações de risco sacado, apenas o montante relativo aos juros.

"Simplificando muito, é como se a Americanas comprasse uma TV através do crédito de risco sacado, mas não colocasse o custo total desse 'empréstimo' na sua tabela de passivos, apenas o valor do juros, sem falar o preço pago pela TV", diz. "Assim, o endividamento real da empresa não aparecia."

Ferrer acredita que o escândalo envolvendo as Americanas pode ter um "lado positivo" para os investidores porque, de agora em diante, as casas de análises cobrarão das companhias por mais transparência nas suas demonstrações de resultado.

"O mercado vai passar a exigir novas formas de reportar essas informações. Eu mesmo entrei em contato com todas as empresas que eu acompanho pedindo mais informações sobre possíveis operações de risco sacado feitas por elas", afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • 11 ações para buscar lucros neste ano: conheça a lista de empresas consideradas as melhores ‘apostas’ para 2023, segundo especialistas do mercado ouvidos pelo Seu Dinheiro. ACESSE AQUI

Se, de um lado, alguns analistas não descartam a possibilidade de fraudes contábeis, de outro, alguns investidores já apontam que o alto comando da companhia tinha conhecimento dos problemas antes mesmo de Sérgio Rial assumir o controle do negócio.

"Parece que o Rial entrou na empresa sabendo que havia um problema. A Americanas deve fazer a triangulação com o Santander. Talvez ele já soubesse e constatou o problema quando assumiu o cargo", diz Marcello Marin, diretor financeiro da empresa de contabilidade e gestão Spot Finanças.

Há quem seja mais taxativo em relação à hipótese de fraude. É o caso do advogado Daniel Gerber, que representa um grupo de acionistas minoritários da Americanas. "Acreditar que foi desatenção é como acreditar em Papai Noel", afirma.

Segundo ele, o rombo nas finanças da varejista não foi um acidente, mas sim o que chamou de "uma ação orquestrada durante anos".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Conforme adiantou o Estadão, o advogado informou que os acionistas minoritários da Americanas querem responsabilizar criminalmente a consultoria PwC, que auditou o último balanço financeiro da varejista, além de pedir o afastamento dos três acionistas de referência da companhia e de qualquer empresa com capital aberto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VAI TROCAR DE DONO?

Grupo Ultra vai vender a joia da coroa? Ipiranga entra no radar de gigantes globais do petróleo, diz jornal

23 de fevereiro de 2026 - 17:59

Segundo coluna de O Globo, Ultrapar teria contratado o BTG Pactual para avaliar a venda da rede de postos

JOIA RARA?

‘Escondido’ entre os gigantes, este banco pode entregar mais de 70% de valorização, aposta a XP

23 de fevereiro de 2026 - 16:48

Com foco no crédito consignado e rentabilidade acima da média do setor, esse banco médio entra no radar como uma tese fora do consenso; descubra quem é

VACA LEITEIRA?

Dona da Vivo, Telefônica Brasil (VIVT3) turbina retorno após balanço do 4T25 — com direito a JCP, recompra e devolução bilionária aos acionistas

23 de fevereiro de 2026 - 14:42

A dona da Vivo confirmou R$ 2,99 bilhões em JCP, propôs devolver R$ 4 bilhões e ainda aprovou recompra de R$ 1 bilhão; ação renova máxima histórica na B3

FIM DE UM CICLO

Pátria zera posição na SmartFit (SMFT3) após 15 anos com venda de R$ 900 milhões em ações, diz jornal

23 de fevereiro de 2026 - 14:25

Com a operação, o Pátria encerra um ciclo iniciado há cerca de 15 anos na rede de academias, em mais um movimento típico de desinvestimento por parte de gestoras de private equity após longo período de participação no capital da companhia

APOSTA NOS METAIS BÁSICOS

De olho no cobre: Vale (VALE3) anuncia investimento de US$ 3,5 bilhões em Carajás e atualiza projeções de caixa; confira os números

23 de fevereiro de 2026 - 13:15

Plano prevê aumento gradual dos investimentos até 2030 e reforça foco da mineradora nos metais da transição energética

VEJA O QUE DIZ O CEO

Azul (AZUL53): depois da recuperação judicial relâmpago, fusão com Gol sai de cena de vez e aérea mira no “crescimento responsável”

23 de fevereiro de 2026 - 12:30

Após concluir o Chapter 11 em apenas nove meses, a Azul descarta fusão com a Gol e adota expansão mais conservadora, com foco em rentabilidade e desalavancagem adicional

AGORA VAI?

Na corrida para a privatização, Copasa (CSMG3) emite debêntures de R$ 2 bilhões e define bancos responsáveis pela oferta secundária de ações

23 de fevereiro de 2026 - 11:50

Enquanto discussões sobre a desestatização avançam, a Copasa também emite papéis direcionados para investidores profissionais

REFORÇO DE CAPITAL

Após quase triplicar na B3, Banco Pine (PINE4) lança follow-on e quer levantar até R$ 400 milhões na bolsa

23 de fevereiro de 2026 - 11:13

Após um rali expressivo na bolsa nos últimos meses, o banco anunciou uma oferta subsequente de ações para fortalecer balanço; veja os detalhes

DE OLHO NA BOLSA

Cosan (CSAN3) considera IPO da Compass Gás e Energia, em meio a crise na Raízen (RAIZ4)

23 de fevereiro de 2026 - 10:34

A empresa de distribuição de gás surgiu quando a Comgás, maior distribuidora de gás natural do país localizada em São Paulo, foi adquirida pela Cosan em 2012

AMIANTO NO TALCO?

Natura paga US$ 67 milhões para encerrar processo da Avon nos EUA relacionado a acusações de câncer causado por talco

23 de fevereiro de 2026 - 9:40

A Natura diz que o pagamento para encerrar o caso da Avon não se constitui em reconhecimento de culpa; acusação é de que produtos dos anos 1950 estavam contaminados com amianto

ENTREVISTA COM CEO

Exclusivo: CEO do Bradesco (BBDC4) rebate críticas ao resultado: “disseram que não tínhamos mais como crescer, mas mostramos o contrário”

23 de fevereiro de 2026 - 6:12

Após dois anos no comando do banco, Marcelo Noronha detalhou com exclusividade ao Seu Dinheiro o plano para reduzir custos, turbinar o digital e recuperar o ROE

APERTO DE MÃOS

Vale (VALE3) firma acordo de R$ 2,6 bilhões com grupos indianos para impulsionar exportação de minério de ferro

22 de fevereiro de 2026 - 14:43

A mineradora poderá impulsionar a exportação da commodity ao país asiático com o novo projeto

APÓS CRISE DO MASTER

BRB confirma que governo do DF irá capitalizar o banco com 12 imóveis públicos, levantar até R$ 2,6 bilhões e garantir liquidez financeira

22 de fevereiro de 2026 - 12:43

Segundo o governo, os imóveis poderão servir como garantia para a captação de recursos, principalmente num possível empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

NEGÓCIO COMPLEXO

Luz amarela na Braskem (BRKM5): Cade decide aprofundar análise sobre entrada da IG4

21 de fevereiro de 2026 - 15:10

A operação, que chegou ao xerife do mercado em dezembro de 2025, prevê uma mudança radical na estrutura de poder da petroquímica

NOVO CAPÍTULO

Azul (AZUL53) conclui Chapter 11 nos EUA e diz estar pronta para crescer após reestruturação bilionária; dívida foi reduzida em US$ 2,5 bilhões

20 de fevereiro de 2026 - 19:42

Companhia aérea informou que reduziu pagamentos financeiros em mais de 50% e concluiu processo em menos de nove meses

VAI RESOLVER O PROBLEMA DA DÍVIDA?

CSN (CSNA3) vai conseguir se desafogar com venda da CSN Cimentos? Veja a resposta do Safra

20 de fevereiro de 2026 - 15:37

Negociações para vender até 60% da CSN Cimentos ao grupo J&F, por cerca de R$ 10 bilhões, animam analistas e podem gerar caixa para reduzir parte da dívida, mas agências alertam que o movimento, isoladamente, não elimina os riscos de refinanciamento e a necessidade de novas medidas de desalavancagem

ACORDO DE FECHAMENTO

Tchau, Americanas (AMER3): varejista fecha loja no Shopping Iguatemi, em São Paulo

20 de fevereiro de 2026 - 13:05

A varejista deu adeus à loja em um dos shoppings mais luxuosos da cidade e encerrou 193 pontos físicos no último ano

MEDO DA GUERRA

Combate em novos ares: Embraer (EMBJ3) fortalece divisão de defesa com parceria nos EUA para aprimorar o KC-390

20 de fevereiro de 2026 - 10:53

Em meio à escalada das tensões globais, a fabricante brasileira reforça sua presença no mercado internacional de defesa com novos acordos estratégicos e aposta no KC-390 como peça-chave

DINHEIRO NA CONTA

Cyrela (CYRE3) vende ações em leilão na B3 e garante R$ 1 milhão “extra” aos investidores. Quem tem direito?

20 de fevereiro de 2026 - 9:44

Leilão envolveu frações de ações que sobraram após bonificação aos investidores; veja quando o pagamento será depositado na conta dos acionistas

VAI DECOLAR DA BOLSA

De malas prontas: controladora da Gol (GOLL54) chega a 99,95% do capital da aérea após a OPA

20 de fevereiro de 2026 - 8:41

Leilão de OPA na B3 garantiu 75% das ações preferenciais em circulação; veja o que muda para a aérea agora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar