Sem crise: Renner (LREN3) mais que dobra o lucro em 2022 e continua com mais de R$ 3 bilhões no caixa
A Renner fechou o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 481 milhões, alta de 15,9% em relação ao mesmo período de 2021
O setor de varejo passa por um momento sensível no Brasil: há o caso óbvio da recuperação judicial da Americanas, mas outras empresas do segmento — como a Marisa e a Tok&Stok — também dão sinais de fragilidade financeira. Esse cenário de dificuldades, no entanto, parece estar bem longe da Renner (LREN3).
A gigante do setor de vestuário reportou há pouco o seu balanço referente ao quarto trimestre de 2022, e dá a entender que tudo vai muito bem, obrigado: o lucro líquido chegou a R$ 1,291 bilhão neste ano, mais que o dobro dos R$ 633,1 milhões registrados em 2021.
Apenas no período de outubro a dezembro do ano passado, o lucro da Renner totalizou R$ 481,8 milhões, um aumento de 15,9% na base anual. E isso tudo mesmo em meio a um crescimento tímido na receita total, de 3,7%, a R$ 4,01 bilhões; no consolidado de 2022, a receita saltou 25,5%, a R$ 13,2 bilhões.
As boas notícias, no entanto, não vêm só das linhas de lucro e receita. Tão importante quanto: a Renner gerou R$ 310 milhões de caixa livre no quarto trimestre. Com isso, a empresa fortaleceu ainda mais a sua liquidez — ao fim de dezembro, a posição de caixa e equivalentes era de R$ 3,5 bilhões.
Ou seja: enquanto o setor de varejo atravessa uma onda de incerteza quanto à capacidade de as empresas honrarem seus compromissos financeiros, a Renner vê tudo de longe — e tem dinheiro de sobra para afastar qualquer dúvida.
- O Seu Dinheiro acaba de liberar um treinamento exclusivo e completamente gratuito para todos os leitores que buscam receber pagamentos recorrentes de empresas da Bolsa. [LIBERE SEU ACESSO AQUI]
Renner (LREN3): operacional e financeiro
Em seu release de resultados, a Renner (LREN3) destaca que o quarto trimestre como um todo teve alguns fatores atípicos que afetaram negativamente as vendas: a Copa do Mundo reduziu o fluxo de clientes nos shoppings, as temperaturas mais baixas que o normal, o cenário macroeconômico mais difícil, com juros e inflação elevados.
Leia Também
Dito isso, dezembro foi mais forte que os outros dois meses do trimestre, com as vendas relacionadas ao Natal ficando em linha com as expectativas da companhia. As vendas no critério mesmas lojas (SSS) recuaram 2,5%, mas, ainda assim, a receita líquida total do grupo ficou ligeiramente acima em relação ao visto no mesmo período de 2021.
Analisando apenas o quarto trimestre: dos R$ 4,01 bilhões de receita líquida, R$ 3,54 bilhões vieram da venda de mercadorias (-0,5% na base anual), enquanto outros R$ 474,7 milhões foram obtidos com serviços diversos (+50,7%).
Chama a atenção, no entanto, o comportamento da linha de custos, que teve um leve recuo de 0,3% em relação ao quarto trimestre de 2021, para R$ 1,6 bilhão; as despesas operacionais cresceram 2,2%, a R$ 1,78 bilhão, mas, ainda assim, mostraram uma expansão menor que a das receitas.
Portanto, houve um ganho de eficiência no trimestre, o que se reflete diretamente no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização): a linha ficou em R$ 884,5 milhões, alta de 17% em um ano. As margens reportadas entre outubro e dezembro também evidenciam essa melhora no ambiente operacional:
- Margem bruta do varejo: 55,7% (+0,7 p.p.)
- Margem Ebitda total ajustada: 25,8% (+4 p.p.)
- Margem líquida: 13,6% (+1,9 p.p.)
Muito dinheiro no bolso
Para além das métricas operacionais e financeiras, o fluxo de caixa da Renner (LREN3) também deve ser motivo de comemoração entre os investidores: a empresa fechou o trimestre com uma geração de caixa de R$ 309,7 bilhões; considerando apenas o dinheiro produzido com as operações, o saldo foi positivo em R$ 1 bilhão.
Com isso, a Renner conseguiu fortalecer a sua posição de liquidez, fechando o ano com R$ 3,5 bilhões em caixa e equivalentes. E como a dívida bruta da companhia é de R$ 2,4 bilhões, chega-se a uma rara posição de caixa líquido de R$ 1,1 bilhões no segmento de varejo.
Vale ressaltar que muito dessa tranquilidade se deve a uma oferta de ações feita em 2021 que injetou quase R$ 4 bilhões no caixa da companhia; à época, especulava-se que a Renner poderia adquirir algum rival ou partir para uma estratégia de crescimento inorgânico no front online.
Mas, pelo menos até agora, a Renner não fez absolutamente nada com o dinheiro captado — apenas o manteve no caixa e deu continuidade ao crescimento orgânico, em paralelo ao fortalecimento de seu e-commerce. E, no atual contexto de crise, essa parece ter sido uma decisão acertada.
A fabricante Randon (RAPT4) disparou na bolsa depois de fechar um contrato com Arauco e Rumo (RAIL3); veja o que dizem os analistas sobre o acordo
Companhia fecha acordo de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões e impulsiona desempenho de suas ações na B3
Dona da Ambev (ABEV3) desembolsa US$ 3 bi para reassumir controle de fábricas de latas nos EUA; veja o que está por trás da estratégia da AB InBev
Dona da Ambev recompra participação em sete fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, reforçando presença e mirando crescimento já no primeiro ano
Ações da C&A (CEAB3) derretem quase 18% em dois dias. O que está acontecendo com a varejista?
Empresa teria divulgado números preliminares para analistas, e o fechamento de 2025 ficou aquém do esperado
Shopee testa os limites de até onde pode ir na guerra do e-commerce. Mercado Livre (MELI34) e Amazon vão seguir os passos?
Após um ano de competição agressiva por participação de mercado, a Shopee inicia 2026 testando seu poder de precificação ao elevar taxas para vendedores individuais, em um movimento que sinaliza o início de uma fase mais cautelosa de monetização no e-commerce brasileiro, ainda distante de uma racionalização ampla do setor
Depois de Venezuela, esse outro país pode virar o novo “El Dorado” da Aura Minerals (AURA33)
A mineradora recebeu a licença final de construção e deu início às obras preliminares do Projeto Era Dorada. Como isso pode impulsionar a empresa daqui para frente?
A vez do PicPay: empresa dos irmãos Batista entra com pedido de IPO nos EUA; veja o que está em jogo
Fintech solicita IPO na Nasdaq e pode levantar até US$ 500 milhões, seguindo o movimento de empresas brasileiras como Nubank
GM, Honda e grandes montadoras relatam queda nas vendas nos EUA no fim do ano; saiba o que esperar para 2026
General Motors e concorrentes registram queda nas vendas no fim de 2025, sinalizando desaceleração do mercado automotivo nos EUA em 2026 diante da inflação e preços elevados
Passa vergonha com seu e-mail? Google vai permitir trocar o endereço do Gmail
Mudança, antes considerada impossível, começa a aparecer em páginas de suporte e promete livrar usuários de endereços de e-mail inadequados
Smart Fit (SMFT3) treina pesado e chega a 2 mil unidades; rede planeja expansão para 2026
Rede inaugura unidade de número 2 mil em São Paulo, expande presença internacional e prevê abertura de mais 340 academias neste ano
Como o Banco Master entra em 2026: da corrida por CDBs turbinados à liquidação, investigações e pressão sobre o BC
Instituição bancária que captou bilhões com títulos acima da média do mercado agora é alvo de investigações e deixa investidores à espera do ressarcimento pelo FGC
BTG Pactual (BPAC11) amplia presença nos EUA com conclusão da compra do M.Y. Safra Bank e licença bancária para atuar no país
Aquisição permite ao BTG Pactual captar depósitos e conceder crédito diretamente no mercado norte-americano, ampliando sua atuação além de serviços de investimento
Adeus PETZ3: União Pet, antigas Petz e Cobasi, estreia hoje novo ticker na B3
Os antigos acionistas da Petz passam a deter, em conjunto, 52,6% do capital social da União Pet; eles receberão novos papéis e pagamento em dinheiro
Tesla perde liderança para a BYD após queda nas vendas de veículos elétricos
As vendas da Tesla caíram 9% em 2025 e diminuíram 16% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior
Antiga Cobasi conclui combinação de negócios com a Petz e ganha novo ticker; veja a estreia na B3
A transação foi realizada por meio de reorganização societária que resultou na conversão da Petz em subsidiária integral da União Pet
TCU determina inspeção de documentos do BC sobre a liquidação do Banco Master
A decisão do órgão ocorre em período de recesso da Corte de Contas e após o relator do caso solicitar explicações ao BC
Ao deixar cargo de CEO, Buffet diz que Berkshire tem chances de durar mais um século
“Acho que (a Berkshire) tem mais chances de estar aqui daqui a 100 anos do que qualquer empresa que eu possa imaginar”, disse Buffett em entrevista à CNBC
Azul (AZUL54) ganha aval do Cade para avançar em acordo estratégico em meio à recuperação judicial nos EUA
O órgão aprovou, sem restrições, a entrada de um novo acionista na Azul, liberando a aquisição de participação minoritária pela United Airlines. A operação envolve um aporte de US$ 100 milhões, ocorre no âmbito do Chapter 11 nos Estados Unidos
EMAE desiste de compra de debêntures da Light (LIGT3) e rescinde acordo com BTG Pactual; entenda o motivo
O acordo havia sido firmado em setembro de 2025, mas ainda dependia da aprovação prévia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
Prio (PRIO3) anuncia aumento de capital no valor de R$ 95 milhões após exercício de opções de compra de ações
Diluição dos acionistas deve ser pequena; confira os detalhes da emissão das novas ações PRIO3
Marisa (AMAR3) ganha disputa na CVM e mantém balanços válidos
Colegiado da CVM acolheu recurso da varejista, derrubou entendimento da área técnica e afastou a exigência de reapresentação de balanços de 2022 a 2024 e de informações trimestrais até 2025
