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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

DESTAQUE DO DIA

Por que uma meta de crescimento chinês de ‘apenas 5%’ assusta o mercado e derruba empresas como Vale (VALE3) e CSN (CSNA3) hoje?

Em tempos pós-pandêmicos, o número pode até parecer robusto — mas não para os padrões chineses, principalmente após os bons indicadores recentes.

Jasmine Olga
Jasmine Olga
6 de março de 2023
16:22 - atualizado às 15:55
China
Imagem: Pexels

Como segunda maior economia do mundo e maior mercado consumidor do mundo, a China é um grande termômetro para análises mais certeiras sobre os rumos da atividade econômica global — e os sinais emitidos ao longo do fim de semana não trouxeram muita paz para o coração dos investidores. 

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Na semana passada, indicadores dos setores de serviços e indústria mostraram um crescimento acima do esperado, animando os analistas, mas a Assembleia Popular Nacional da China (NPC) definiu a meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 5 %, o que frustrou a expectativa dos economistas. 

Em tempos pós-pandêmicos, o número pode até parecer robusto — mas não para os padrões chineses, principalmente após os bons indicadores recentes. 

A verdade é que o mercado esperava uma meta mais próxima dos 6%, mas a NPC preferiu uma retomada mais cautelosa na economia com o fim das restrições da política de covid zero, em uma clara tentativa de tentar evitar o mesmo desfecho visto em outras grandes economias — inflação latente e a necessidade de um aperto monetário intenso para conter os excessos. 

A decisão da cúpula chinesa tem dois efeitos imediatos — o primeiro é uma revisão completa para a atividade econômica global, uma vez que a China tem a capacidade de influenciar no desempenho de outras potências; já o segundo é uma reprecificação das principais commodities globais, de olho em uma eventual demanda menor do que a esperada, interrompendo um movimento de recuperação. 

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Com boa parte da performance recente atrelada às expectativas de crescimento chinesas, grandes exportadoras brasileiras sofrem na sessão desta segunda-feira (06). Acompanhe a nossa cobertura completa de mercados. 

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Para Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, trata-se de uma correção natural nas cotações após os acontecimentos do fim de semana, mas é preciso cautela, uma vez que as coisas ainda podem mudar de figura. 

“No último congresso do PCC, em que Xi Jinping foi reconduzido para o 3º mandato, houve uma reformulação das pastas econômicas. Apesar disso, a nova equipe não foi empossada, com a meta de crescimento de 5% sendo definida pelo time econômico antigo. Ou seja, a nova equipe, que realmente definirá os rumos da política econômica chinesa, ainda não deu as caras, o que leva a crer que o movimento de correção, natural, nos preços das commodities pode não ser duradouro”, explica. 

Ainda assim, a ponta negativa do Ibovespa é dominada pelo setor de commodities. Confira os priores desempenhos do dia:

CÓDIGONOMEVALORVAR
CSNA3CSN ONR$ 17,51-4,00%
GGBR4Gerdau PNR$ 28,50-3,13%
VALE3Vale ONR$ 86,55-3,08%
GOAU4Metalúrgica Gerdau PNR$ 12,59-2,63%
BRAP4Bradespar PNR$ 28,47-1,56%
USIM5Usiminas PNAR$ 7,07-1,53%
SUZB3Suzano ONR$ 47,61-1,22%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 4,94-1,00%
KLBN11Klabin unitsR$ 19,54-0,91%

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