PetroRio (PRIO3) ou 3R (RRRP3): qual a melhor petroleira para se ter na carteira agora? O JP Morgan responde
Para a PetroRio, o banco estabeleceu o preço-alvo R$ 56. Já para 3R, o preço-alvo é de R$ 100. Potencial de valorização de uma delas passa de 150%.

O petróleo não está mais na casa dos US$ 100 o barril, mas segue em patamar elevado. Por isso, as petroleiras ainda são as protagonistas das carteiras de muitos investidores. Entre PetroRio (PRIO3) e 3R Petroleum (RRRP3), qual é a melhor opção no momento?
A escolha, dessa vez, está mais fácil. O JP Morgan iniciou a cobertura de PRIO3 e de RRRP3 com recomendação de compra para ambas e diz que o ideal é ter uma combinação das duas ações.
Para a PetroRio, o banco estabeleceu o preço-alvo R$ 56 — o que representa um potencial de alta de 55% em relação ao fechamento de terça-feira (10). Já para 3R, o preço-alvo é de R$ 100 — um potencial de valorização de 156% sobre o fechamento de ontem.
As duas empresas sobem forte na B3 nesta quarta-feira (11). A 3R lidera as maiores altas do Ibovespa, com avanço de mais de 11%. A PetroRio também está entre as maiores altas do índice, com ganho de mais de 4%.
Segundo o JP Morgan, as petrolíferas juniores brasileiras são uma ótima opção para investir, já que estão praticamente livres de interferências políticas.
“Continuamos otimistas quanto às perspectivas para o petróleo no médio prazo e, apesar da visão de nossos economistas de um crescimento modesto da economia global em 2023, esperamos uma demanda robusta de petróleo”, diz o banco em relatório.
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Nesse contexto, o JP Morgan é positivo em relação às empresas petrolíferas da América Latina, especialmente PetroRio e 3R Petroleum. O banco vê PRIO3 negociando a 3,2x o valor da firma/ebitda (EV/EBITDA) em 2023, com maior liquidez e um melhor histórico.
Já a 3R negocia a 3,6x EV/EBITDA em 2023, com uma maior contribuição de crescimento de 2024 em diante.
Por que comprar PetroRio (PRIO3)?
De acordo com o JP Morgan, a PetroRio tem histórico comprovado, crescimento e potencial atraente de valorização.
O banco vê a PRIO3 bem posicionada e com um histórico de crescimento que se beneficiará de um cenário de alta do petróleo, impulsionado por:
- Implantação da 2ª fase da recuperação de Frade;
- Perfuração em Wahoo;
- Fechamento de Albacora Leste.
A PetroRio, segundo o JP Morgan, forneceu medidas de eficiência de custo — registrando custos de levantamento em declínio — e aumento da produção nos ativos incorporados.
3R Petroleum (RRRP3)
A 3R, por sua vez, oferece um portfólio de ativos mais diversificado, com exposição a campos onshore e offshore, bem como operações mid e downstream, segundo o JP Morgan.
“Vemos um grande potencial na recuperação das concessões assinadas, mas sinalizamos que a empresa ainda está em estágios iniciais desse desenvolvimento. Além disso, destacamos que o 3R é mais sensível aos preços do Brent, beneficiando-se de um cenário de alta do petróleo”, diz o banco em relatório.
O JP Morgan diz ainda que o preço-alvo de R$ 100 por ação pressupõe uma recuperação bem-sucedida das concessões e a integração de Potiguar e de Pescada.
Uma combinação que cai bem
Diante de todos esses elementos, o JP Morgan recomenda a combinação de PetroRio e 3R, com base em dois fatores:
- As empresas oferecem diferentes perfis de risco-retorno, o que pode agregar valor ao portfólio;
- Mesmo que se prefira uma empresa à outra, o banco prioriza a diversificação para mais regiões/ativos para mitigar os riscos concentrados de cada companhia.
O banco diz ainda que as empresas juniores de petróleo e gás no Brasil são as principais escolhas na cobertura do setor na América Latina, que inclui Colômbia e Argentina.
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