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Danielle Fonseca

MAIS TRABALHO À FRENTE

Pão de Açúcar (PCAR3) chegou à metade do trabalho de reestruturação, diz CEO; foco segue em redução de despesas

Pão de Açúcar deve seguir com redução de despesas e foco nas principais bandeiras da marca, mas mercado segue cético e ações caem

Danielle Fonseca
19 de setembro de 2023
19:25
Sede do Grupo Pão de Açúcar
Sede do Grupo Pão de Açúcar - Imagem: Divulgação

Desde que assumiu a liderança do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) em fevereiro de 2022, Marcelo Pimentel tem como missão fazer uma reestruturação, que inclui pontos como a venda de ativos não essenciais e a redução de despesas para que a rede de supermercados volte a ter maior eficiência.

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Em entrevista ao Seu Dinheiro após participação no evento de varejo Latam Retail Show, o CEO disse que acredita que já chegou à metade desse processo de reestruturação, que está mais avançado no que se refere às operações do grupo e às vendas de ativos.

Porém, reconhece que ainda há muito o que ser feito principalmente em relação a cortes de gastos e à estrutura de capital da companhia.

“Do lado operacional estamos bem avançados, já passamos da metade desse processo. Foram seis trimestres consecutivos ganhando market share e estamos gradualmente melhorando a margem comercial e reduzindo nossas despesas. A estrutura do negócio continua evoluindo trimestre a trimestre,”, afirmou.

“Mas temos trabalho que continua sendo feito na estrutura do capital. Fizemos a venda de ativos non core [não essenciais], fizemos a venda da fatia da Êxito. Acredito que estamos no meio da jornada”, completou.

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Grupo Pão de Açúcar mais enxuto

Entre os pontos no qual destacou que o grupo precisa continuar a trabalhar está a redução de despesas operacionais.

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Pimentel conta que já houve uma redução do tamanho do grupo como um todo, incluindo na estrutura física do escritório e de pessoas, com demissões.

Além disso, citou a busca por redução de custos de abertura e manutenção de lojas da companhia, que está com maior foco nas bandeiras Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Minuto. Esta última tem o conceito de lojas menores e mais próximas do consumidor.

“Vamos terminar este ano com ganho incremental em relação à corte de despesas, e vamos continuar trabalhando nisso. Esse é um trabalho que nunca acaba também”, disse.

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Expansão da bandeira Pão de Açúcar Minuto

Em relação ao crescimento das lojas Pão de Açúcar Minuto, o executivo contou que o foco é na expansão da bandeira em São Paulo e que segue com a ambição de chegar a 300 lojas nos próximos anos.

Porém, disse que o processo de abertura de lojas é feito com cuidado, para “não cair em uma armadilha de expansão exagerada”, que tenha alta taxa de mortalidade.

“Dessas 300, já abrimos mais de 120 lojas e vamos fechar o ano perto de 140 lojas. Mas com muito foco em garantir a assertividade nesta expansão”, revelou.

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Abertura de lojas Minuto ajuda nas vendas online

Segundo o CEO, a abertura de lojas e o aumento da capilaridade da rede de supermercados em São Paulo ajuda no processo de entrega de compras online, dando suporte ao crescimento desse segmento.

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Pimentel explica que cada loja funciona como se fosse um centro de distribuição de produtos, o que permite acelerar formas de entrega mais rápidas, como o número de entregas até em uma ou duas horas e entregas programadas.

O executivo também disse que 50% das entregas do e-commerce do Pão de Açúcar já são para o mesmo dia e querem chegar a 70% pelo menos.

Hoje, o comércio eletrônico representa 12% das vendas totais.

Mercado segue cético com ações do Pão de Açúcar

Apesar de o CEO do grupo destacar os avanços operacionais, analistas seguem céticos em relação à recuperação da companhia e as ações têm sofrido.

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Nesta terça-feira (19), o Bank of America (BofA) afirmou que projeta que a rede opere com prejuízo até 2027.

Segundo os analistas, a cisão das operações da rede colombiana Éxito (EXCO32) no mês passado nem de longe deve ser suficiente resolver os problemas da rede.

Desse modo, os analistas do banco decidiram cortar o preço-alvo das ações do GPA de R$ 15 para R$ 3,50 e mantiveram a recomendação de venda.

As ações do grupo fecharam o pregão de hoje com queda de 6,90%, a R$ 4,05 após o relatório do banco norte-americano.

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