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O Grupo SBF (SBFG3) deixou para trás o lucro líquido registrado um ano antes e encerrou o segundo trimestre de 2023 com um prejuízo líquido de R$ 32,6 milhões.
As ações do Grupo SBF (SBFG3), dono da rede de lojas Centauro, pareciam preparadas para correr maratonas na bolsa de valores brasileira nesta terça-feira (08).
Porém, tênis apertados e calos pressionados impactaram o desempenho dos papéis nesta terça-feira (08).
Os papéis SBFG3 desabam na B3 hoje. Por volta das 12h50, as ações caíam 23,08%, negociadas a R$ 10,30.
O movimento é resultado da divulgação do balanço trimestral referente ao segundo trimestre, que veio mais fraco que o esperado pelos analistas do mercado.
O Grupo SBF (SBFG3) deixou para trás o lucro líquido registrado um ano antes e encerrou o segundo trimestre de 2023 com um prejuízo líquido de R$ 32,6 milhões.
Segundo a empresa, as perdas são explicadas pelo aumento das despesas operacionais e financeiras.
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As despesas operacionais ajustadas somaram R$ 594,2 milhões no segundo trimestre, alta de 15,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A companhia manteve o ritmo do trimestre anterior e reportou um aumento de 36% na necessidade de capital de giro, com alta de 50% dos níveis de estoque no comparativo anual.
“A empresa ainda insiste em preservar a lucratividade, mas as questões de capital de giro continuam pressionando”, escreveu o Itaú BBA.
Como resultado, a empresa reportou uma queima de caixa de R$ 166 milhões, contra R$ 46 milhões no segundo trimestre de 2022.
“Embora o mercado esperasse que este trimestre fosse de ajustes, a erosão da lucratividade e o consumo de caixa foram piores do que o esperado”, afirmam os analistas do Santander.
A empresa encerrou o período com uma receita líquida de R$ 1,59 bilhão, equivalente a um aumento de 8,9% na comparação anual.
A Fisia, divisão responsável por vender produtos da marca Nike no Brasil, foi a catalisadora do crescimento da receita, com aumento da receita líquida em 16%, para R$ 906 milhões.
Enquanto isso, a Centauro apresentou um avanço modesto em relação ao ano anterior devido ao foco maior em rentabilidade.
Para o BTG Pactual, apesar de alguns sinais de melhora na SBF, como o desempenho da Fisia, as incertezas permanecem.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, em português) foi de R$ 149 milhões, queda de 3% em relação a igual intervalo de 2022.
Na visão da XP Investimentos, o Ebitda ajustado foi o destaque negativo do resultado. O indicador aumentou 3,3%, para R$ 159,9 bilhões, com margem ajustada de 10%, ante 10,6% vista um ano antes.
O Ebitda ajustado foi pressionado devido à maior atividade promocional da Nike no trimestre, além de maiores pagamentos de taxas de marketing, royalties e gastos com armazéns adicionais dado o alto nível de estoques no período.
Os investimentos aumentaram 26,4% durante o segundo trimestre de 2023 quando comparado ao 2T22, impulsionados pelas alocações em projetos estruturantes de tecnologia e logística, como o novo centro de distribuição da Fisia.
Segundo analistas, essa tendência afetou a estrutura de capital da SBF. Em 30 de junho de 2023, a dívida líquida da dona da Centauro atingiu a marca de R$ 1,618 bilhão, avanço de 89% frente ao mesmo período do ano passado.
Já a alavancagem, mensurada pelo múltiplo de dívida líquida sobre Ebitda ajustado, continuou a se deteriorar. O indicador ficou em 3,35 vezes em junho deste ano, aumento de 1,95 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2022.
Vale lembrar que a dona da Centauro ainda emitiu R$ 470 milhões em títulos de dívida para cumprir suas obrigações de curto prazo, o que elevou as preocupações do mercado.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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