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No início deste mês, a empresa anunciou a entrega de um novo recorde de mais de 422.000 veículos elétricos entre janeiro e março
Uma das mais conhecidas leis da física diz que toda ação tem uma reação — e o bilionário Elon Musk sentiu isso no bolso. A Tesla (TSLA34) anunciou uma série de descontos no início deste ano que resultou em uma entrega recorde dos seus veículos elétricos, mas a reação veio nos resultados da companhia.
Entre janeiro e março deste ano, a fabricante de carros de Musk teve lucro de US$ 2,513 bilhões, o que representa uma queda de 24% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro por ação baixou de US$ 1,07 para US$ 0,85 — em linha com as previsões.
A receita, no entanto, mostrou alguma resiliência: totalizou US$ 23,329 bilhões no primeiro trimestre, o que representa uma alta de 24% em base anual. A estimativa era de uma receita um pouco menor, segundo a Refinitiv, de US$ 23,21 bilhões.
Com uma desaceleração tanto expressiva do lucro entre janeiro e março, os investidores torceram um pouco o nariz e as ações da Tesla (TSLA) chegaram a cair mais de 3% no after market em Nova York.
As ações da Tesla se recuperaram este ano de um sombrio 2022, quando perderam cerca de dois terços de seu valor junto com uma queda das empresas de tecnologia. As ações acumulam ganho de 48% em 2023.
A receita automotiva, o principal segmento da Tesla, atingiu US$ 19,96 bilhões no primeiro trimestre — o que representa um aumento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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A margem bruta da empresa foi de 19,3% entre janeiro e março. Wall Street previa margens brutas em torno de 21% no trimestre atual. Um ano atrás, as margens brutas da Tesla eram de cerca de 29%, enquanto no quarto trimestre de 2022 as margens brutas eram de 24,3%.
Em março, Musk anunciou planos para construir uma fábrica da Tesla em Monterrey, no México, a um dia de carro de uma fábrica relativamente nova em Austin, Texas.
E, mais recentemente, a Tesla disse que planeja abrir uma fábrica para fabricar Megapacks, ou grandes sistemas de armazenamento de energia baseados em baterias de íon de lítio, em Xangai.
De acordo com um documento publicado no final de janeiro, a Tesla esperava gastar entre US$ 7 bilhões e US$ 9 bilhões em 2024 e 2025, um aumento nas despesas de capital de cerca de US$ 1 bilhão nos próximos dois anos.
Como de costume, a Tesla já divulgou os números de entrega e produção de veículos no primeiro trimestre, que impulsionam a grande maioria da receita da empresa.
No início deste mês, a Tesla anunciou a entrega de um novo recorde de mais de 422.000 veículos elétricos entre janeiro e março.
A fabricante de carros de Musk informou ainda ter produzido 440.000 veículos durante o trimestre — também um novo recorde.
Não bastasse os descontos já concedidos neste ano, na véspera da divulgação dos resultados do primeiro trimestre, a Tesla reduziu mais uma vez os preços para os modelos 3 e modelo Y EVs — um deles agora pode ser adquirido por menos de US$ 40 mil (R$ 201,8 mil).
O corte de preço anunciado na noite passada — o sexto este ano da Tesla nos EUA — viu cada versão do SUV Modelo Y ser reduzida em US$ 3 mil cada, com o Modelo 3 RWD com tração traseira caindo de US$ 2.000 para US$ 39.990.
O Modelo Y básico, conhecido como AWD ou versão com tração nas quatro rodas, agora começa em US$ 46.990 (R$ 237,1 mil).
A Tesla já cortou os preços de seu modelo básico 3 em 11% apenas neste ano, e os preços básicos do modelo Y caíram 20%, de acordo com cálculos feitos pela Reuters.
Esses últimos cortes de preços ocorrem depois que o governo norte-americano limitou o número de carros elegíveis para o crédito fiscal de veículos elétricos, com o Modelo 3 RWD básico da Tesla vendo seu crédito fiscal cair pela metade, para US$ 3.500 (R$ 17,6 mil).
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