Nova bolha pontocom? Número de demissões aumenta quase cinco vezes em um ano
Só em março, as empresas demitiram 89.703 funcionários, o que corresponde a uma alta de 15% em relação a fevereiro de 2023

As demissões tornaram-se pauta recorrente nos noticiários ao redor do mundo. De janeiro até agora, o número de layoffs superou a marca de 270 mil, equivalente a um disparo de 396% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo relatório Challenger, da companhia de recolocação Challenger, Gray & Christmas.
Só em março, as empresas demitiram 89.703 funcionários, o que corresponde a um aumento de 15% em relação a fevereiro.
“Com os aumentos das taxas continuando e os custos das empresas reinando, as demissões em larga escala que estamos vendo provavelmente continuarão”, disse Andrew Challenger, vice-presidente sênior da Challenger, Gray & Christmas.
De acordo com a companhia, o principal motivo citado pelas empresas sobre as demissões foram as condições econômicas e de mercado. O segundo fator mais apontado foi o corte de custos.
Demissões em tecnologia
O setor de tecnologia foi o segmento que mandou embora mais gente, com as big techs disputando entre si a corrida dos layoffs.
Juntas, as gigantes da tecnologia colocaram 102.391 pessoas na rua até agora em 2023, equivalente a 38% dos cortes totais deste ano.
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De acordo com o relatório, os cortes em tecnologia neste ano estão prestes a superar o ano de 2021, considerado o pior ano de todos os tempos no quesito demissões em meio ao estouro da bolha pontocom.
As demissões em tech em 2023 representam um aumento de 38.487% em relação ao mesmo intervalo do ano passado e uma alta de 5% em relação aos cortes em todo o ano de 2022.
Depois das empresas de tecnologia, as financeiras tiveram a segunda maior taxa de cortes deste ano, com 30.635 demissões, crescimento de 419% em relação ao primeiro trimestre de 2022.
Em seguida, estão os fabricantes de produtos e cuidados com a saúde, incluindo hospitais, com 22.950 cortes no primeiro trimestre de 2023, um aumento de 65% em relação ao mesmo período do ano passado.
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Menos vagas e contratações
Não bastasse o número elevado de demissões, as ofertas de emprego também diminuíram neste ano.
As vagas disponíveis em fevereiro caíram abaixo da linha de 10 milhões pela primeira vez desde maio de 2021, segundo dados do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. No total, havia aproximadamente 1,7 vaga por trabalhador disponível nos EUA.
Além disso, o ritmo de contratação recuou em 164.000, enquanto as demissões caíram em 215.000.
Segundo o relatório Challenger, as contratações em março caíram para 9.044, o menor total para o mês desde 2015.
“Até agora neste ano, os empregadores dos EUA anunciaram planos para contratar 70.638 pessoas, o menor total para o primeiro trimestre desde 2016, quando 26.898 novas contratações foram registradas”, escreveu a empresa de recolocação.
*Com informações de CNBC
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