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A mudança de foco da companhia foi anunciada pelo copresidente Rafael Menin durante um encontro com investidores e analistas promovido nesta terça-feira
Nos últimos anos, a MRV (MRVE3) expandiu suas operações e apostou em diversas avenidas de crescimento. Daqui para frente, porém, a companhia mudará a rota e pegará a estrada com destino a uma rentabilidade maior e alavancagem menor
A mudança de foco da companhia foi anunciada pelo copresidente Rafael Menin durante um encontro com investidores e analistas promovido nesta terça-feira (7).
O executivo reconheceu que, desde o início da pandemia de covid-19, algumas das decisões da empresa não foram acertadas e — em conjunto com o ambiente macroeconômico desafiador — resultaram em margens e ganhos abaixo da média histórica.
“O que mais nos incomoda hoje é o nível de alavancagem e de caixa. Faremos o possível para colocar a companhia em um padrão diferente de rentabilidade”, afirmou.
O objetivo, porém, não significa que a empresa irá fechar suas subsidiárias e concentrar-se apenas em recuperar as margens da operação original no Brasil. Luggo, Urba e Resia devem seguir crescendo nos próximos anos, mas em taxas mais controladas.
A redução no ritmo é necessária para diminuir também a exigência de caixa da companhia. A MRV reportou uma queima de R$ 1,69 bilhão entre janeiro e setembro do ano passado, cifra 320% superior à registrada no mesmo período de 2021.
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Boa parte da soma, ou cerca de R$ 1,16 bilhão, foi consumida pela Resia. A incorporadora norte-americana destacou-se nos últimos balanços pelos bons índices de venda e margens, mas exigiu um investimento alto.
A MRV chegou a considerar uma capitalização com sócios privados e até mesmo uma oferta de ações (IPO) para financiar a subsidiária. Os planos, porém, foram interrompidos pelas condições adversas de mercado.
Agora, a companhia espera que a Resia siga crescendo de forma orgânica, sem a necessidade de um aporte da capital nos próximos três anos.
Os recursos necessários para a operação sairão de empréstimos para a construção — dívidas no nível do projeto, que não afetam os covenants da MRV — ou do capital próprio da Resia.
Vale destacar que o mesmo cenário que impediu a capitalização da incorporadora também deve atrapalhar seus resultados. Segundo o CEO Ernesto Lopes, a expectativa é que as novas vendas tenham uma margem menor. “Mas a situação é temporária e deve melhorar muito a partir de 2024”, indicou Lopes.
O executivo espera vender cerca de duas mil unidades até 2025 a um preço médio de US$ 340 mil. Com isso, a subsidiária deve contribuir com uma soma entre R$ 440 milhões e R$ 480 milhões para o resultado líquido consolidado da MRV.
Já no Brasil, onde o foco da MRV é a incorporação, o principal desafio é a recuperação das margens e a geração de caixa.
Para isso, a companhia abandonou a ambiciosa meta de entregar 70 mil unidades por ano. Agora, o plano é manter-se no nível atual de 40 mil unidades e aumentar gradualmente o preço médio das vendas.
Além do corte no número de projetos, a construtora também reduzirá geograficamente as operações, saindo de 40 cidades nas quais atua. Serão deixadas para trás praças com mercados menos lucrativos para focar em São Paulo e grandes regiões metropolitanas de outros estados.
A MRV aposta ainda na simplificação do portfólio, lançamento e construção por módulos e no aumento de preços cerca de 5% acima do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) — que mede a inflação nos canteiros de obras.
O objetivo final das mudanças é reportar uma margem bruta de 33% e uma pequena geração de caixa ainda neste ano. O percentual implica em um crescimento de 13,5 pontos percentuais no indicador, que fechou os nove primeiros meses de 2021 em 19,5%.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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