Mais um castelo? Disney vai aumentar investimentos em parques e cruzeiros
A Disney vem apostando nos parques internacionais para reconquistar o coração dos turistas e tirar streaming do buraco

Viajantes, preparem as malas: o reino mágico vai se expandir. A Disney anunciou nesta terça-feira (19) que aumentará os investimentos em parques temáticos e cruzeiros marítimos.
A companhia declarou que a meta é aplicar em torno de US$ 60 bilhões em dez anos, quase dobrando os investimentos atuais.
Mas calma, o momento é delicado no mundo das princesas. A Disney tem enfrentado uma queda no número de visitantes nas atrações estabelecidas nos Estados Unidos, em especial o da Walt Disney World, na Flórida.
Os parques que vêm surpreendendo são os internacionais. Durante o terceiro trimestre, o segmento reportou aumento de 13% no faturamento.
“Atualmente, com a Disney considerando oportunidades para crescimento no futuro, há uma grande quantidade de histórias que ainda precisam ser exploradas nos parques temáticos”, afirmou a companhia.
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Disney e o streaming: uma relação de poucos amores
Não são só os turistas que tiram o sono dos donos da Disney. A tentativa de migrar para streaming não está dando os resultados esperados. Em agosto, a empresa declarou prejuízo de US$ 512 milhões no terceiro trimestre de 2023.
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A companhia vem tentando minimizar as perdas. A primeira medida foi aumentar o preço da assinatura do streaming, que passou de US$ 6,99 para US$ 13,99, e pelo fim do compartilhamento de senhas, acompanhando a concorrente Netflix.
A tática mais ousada, no entanto, é a venda de seus canais de TV, em especial a ABC. O movimento é uma tentativa de sinalizar a modernização da Disney e fazer com que o streaming seja rentável até setembro de 2024.
Disputa com DeSantis
O anúncio de novos investimentos nos parques e cruzeiros também chega em meio a uma disputa judicial entre a Walt Disney Company e o governador da Flórida, Ron DeSantis. O conflito pode dificultar propostas de expansão nos parques de Orlando nos próximos anos.
A queda de braço começou em março de 2022, quando a companhia se posicionou contra a lei que restringe a possibilidade de discussões sobre identidade de gênero e orientação sexual dentro das salas de aula.
A Disney divulgou uma nota em que se comprometia a colaborar com as iniciativas pela revogação da legislação, que na época era um projeto de lei. Em resposta, DeSantis fez um pedido aos legisladores para a retirada do governo especial concedido à empresa há 55 anos.
Em resposta, a empresa entrou com um processo contra DeSantis. Na ação, a Disney acusa o político conservador de violar a Primeira Emenda à Constituição norte-americana, que assegura o direito à liberdade de expressão.
*Com informações da CNBC, da CNN e do Valor Investe
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