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A Disney arrasta uma briga com o governador republicano Ron DeSantis há mais de um ano

Mickey Mouse não está para brincadeira: a Disney oficializou que não irá mais construir seu novo parque na Flórida, avaliado em US$ 1 bilhão. A crise econômica fez mais uma vítima? Não, não. Segundo a própria empresa, foram mudanças nas condições do negócio que motivaram a desistência, citando alterações de licença
Mas, segundo reportagem da CNN, não é bem isso o que aconteceu, já que a Disney está numa briga declarada com o governador do estado, Ron DeSantis, do partido republicano. Ele deve concorrer à Casa Branca em 2024, informa o texto.
A expectativa era de que o parque, que seria construído em Lake Nona, na área metropolitana de Orlando, geraria 2 mil empregos para essa região, além da receita para o estado.
A razão da briga, que já dura muitos meses, está numa lei assinada pelo governador a respeito de restrições do ensino de orientação sexual e identidade de gênero nas escolas, algo não muito diferente das recentes discussões no Brasil durante as eleições. A Disney critica tal medida e apoia temas como a diversidade e pautas mais progressistas.
Com o embate, o distrito fiscal especial — um território dentro do estado — que abrange os parques da Disney, acabou entrando no foco. Segundo o jornal The New York Times, a Flórida passou a aplicar uma série de retaliações à empresa, que é a maior pagadora de impostos do estado.
Entre essas medidas está a retirada do status de condado que a Disney possuía, algo que permitia um "autogoverno". Desde fevereiro, DeSantis é quem manda.
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A briga também foi parar na Justiça, já que a antiga e a nova gestão divergem sobre uma série de contratos firmados. Além disso, a Disney resolveu processar o governador, citando que ele atrapalha seus planos de investir e gerar empregos no local.
De maneira provocativa, um porta-voz de DeSantis afirmou que não havia surpresa na desistência da Disney, apontando que a companhia tem dificuldades financeiras e queda em seu valor de mercado.
Ainda que haja um espírito de vale tudo, como na maioria das brigas, é inegável que a Disney esteja mesmo mal das pernas enquanto executa um plano de demissões em massa bem grande. Desde março, pelo menos 7 mil funcionários já foram demitidos do parque e não deve parar por aí.
Ao mesmo tempo, a empresa de fato perde seu valor de mercado e analistas apontam que a ação está cara demais para os resultados entregues. Há poucos dias, ela inclusive anunciou o fechamento do parque temático de Star Wars, que foi inaugurado há pouco mais de um ano, num movimento claro de redução de despesas e cortes daquilo que se mostrar pouco rentável.
E, para engrossar esse caldo, a recente greve dos roteiristas de Hollywood veio para deixar a situação toda pior, já que essa paralisação vai afetar as estreias previstas para os próximos anos — pegando em cheio o bolso do Mickey.
* Com informações da CNN e The New York Times
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