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Na última segunda-feira (13), além de reportar o lucro líquido pela primeira vez desde o quarto trimestre de 2021, a varejista revelou problemas no balanço
*Atualização: a matéria foi atualizada 16/11, às 13h15, para incluir o posicionamento do Magazine Luiza sobre o caso. Segue a matéria atualizada:
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou na última terça-feira (14) que abriu um processo para investigar o “ajuste contábil” do mais recente balanço do Magazine Luiza (MGLU3). A informação foi confirmada à equipe do Seu Dinheiro por meio de nota.
"O tema objeto de sua demanda está sendo analisado no âmbito do processo CVM 19957.014606/2023-56. A CVM não comenta casos específicos", diz o comunicado.
Em nota, o Magazine Luiza enviou o seguinte posicionamento à reportagem:
"O Magalu informa que os processos administrativos iniciados pela CVM em 2023 não têm como finalidade primária punir a companhia. O objetivo inicial é esclarecer os fatos apresentados. Não há, até o momento, qualquer processo sancionador relacionado à empresa."
Na última segunda-feira (13), além de reportar lucro líquido pela primeira vez desde o quarto trimestre de 2021, a varejista revelou problemas no balanço que levaram a um ajuste de R$ 829,5 milhões no patrimônio líquido — compensado parcialmente pelo reconhecimento de R$ 507,4 milhões em créditos fiscais.
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No pregão da última terça-feira (14), os papéis do Magazine Luiza chegaram a cair mais de 10%, mas fecharam a sessão em alta de 1,73%, cotados a R$ 1,73. Mesmo assim, as ações ainda registram queda de 35,77% desde o começo de 2023. Em relação aos últimos 12 meses, o recuo é de 51,38%.
Durante a apresentação dos resultados, Fred Trajano, CEO do Magazine Luiza, afirmou que o problema contábil não afetou o fluxo de caixa operacional nem os saldos em caixa e dívida. “A companhia apurou falha, agiu e vamos para frente”, disse Trajano.
Na mesma apresentação, o diretor financeiro do Magalu, Roberto Bellissimo, também comentou sobre uma notícia veiculada no portal Pipeline, ligado ao Valor Econômico.
A publicação dizia que o Magazine Luiza estaria conversando com bancos e investidores sobre um potencial aumento de capital da ordem de R$ 2 bilhões.
Bellissimo afirmou que se tratavam de “rumores de mercado”. “Temos R$ 8 bilhões em ativos totalmente líquidos e uma liquidez superior à dívida bruta e líquida”.
Além disso, o executivo destacou que a geração de capital de giro está saudável, com perspectiva de crescer ainda mais nos próximos meses.
Segundo o relato não identificado, e informado ao mercado em fato relevante de 9 de março, as práticas envolveriam operações de bonificação relativas a compras de fornecedores e distribuidores.
O Magalu explicou que ao final da apuração foram identificadas incorreções em lançamentos contábeis relacionados ao período de competência do reconhecimento contábil de bonificações em determinadas transações comerciais.
Isso ocorreu, no entanto, pelo fato de certas notas de débito terem sido emitidas pela companhia e assinadas por fornecedores sem observar com precisão as obrigações de desempenho, as quais variam de acordo com as especificidades de cada negociação.
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As diferenças estão na forma como essas negociações acontecem e no grau de participação do Judiciário no processo.
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