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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

REESTRUTURAÇÃO

Light (LIGT3) não vai sair da recuperação judicial? Justiça prorroga “blindagem” da companhia contra credores; veja o novo prazo

O juízo da 3ª vara empresarial da comarca da capital do Rio de Janeiro aprovou a prorrogação do stay period por 180 dias

Camille Lima
Camille Lima
12 de outubro de 2023
14:01 - atualizado às 13:07
Light (LIGT3)
Imagem: Divulgação

Em recuperação judicial desde maio, a Light (LIGT3) anunciou na noite da última quarta-feira (11) que a Justiça concordou em estender a “blindagem” da companhia contra credores por mais três meses.

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O juízo da 3ª vara empresarial da comarca da capital do Rio de Janeiro aprovou a prorrogação do stay period — período em que as ações e execuções de dívida ficam suspensas durante o processo de reestruturação.

Normalmente, esse período é de 180 dias a partir da solicitação e sanção da RJ. Porém, a companhia solicitou a extensão do prazo na semana passada, dias antes de a proteção inicial expirar. 

Com isso, a Justiça decidiu prorrogar o prazo por outros três meses, contados a partir desta quinta-feira (12).

Além disso, a “blindagem” não se restringirá à holding. As subsidiárias Light Serviços de Eletricidade e Light Energia também estarão protegidas contra credores pelos próximos 180 dias.

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A recuperação judicial da Light (LIGT3)

A nova proteção da Light (LIGT3) contra credores parece ir na contramão das decisões recentes da companhia.

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Isso porque, no começo de outubro, o conselho de administração da Light (LIGT3) determinou que a Light Energia deveria abrir um pedido para sair da recuperação judicial, em um novo passo em direção ao fim da reestruturação.

A determinação do conselho da Light aconteceu após “tratativas extrajudiciais realizadas com seus credores” e demais investidores, segundo a companhia.

A petição dizia que “a conclusão satisfatória das negociações” viabiliza o fim da tutela cautelar concedida à subsidiária. 

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Vale lembrar que a recuperação judicial da Light (LIGT3) foi aceita em 15 de maio, 48 horas depois do pedido da companhia.

O processo paralisa a cobrança de dívidas — atualmente estimada em cerca de R$ 11 bilhões —, que passa a ser negociada com intermediação da Justiça.

A RJ causou polêmica, já que existe uma lei que impede que concessionárias de serviços públicos de energia peça recuperação judicial.

No caso da Light, porém, a empresa pediu a recuperação através da empresa controladora (holding), com extensão para as subsidiárias de geração e de distribuição de energia.

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No início do mês passado, a imprensa local também noticiou que o conselho de administração da Light teria desistido do pedido de reestruturação e que a empresa passaria a negociar diretamente com os credores da sua dívida.

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