O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Lemann, Telles e Sicupira, os sócios de referência da Americanas, formalizaram uma proposta bilionária de aumento de capital para a varejista

Passado mais de um mês desde a revelação de um rombo contábil bilionário na Americanas (AMER3), os sócios de referência da empresa — os empresários Jorge Lemann, Marcell Telles e Beto Sicupira, da 3G Capital — finalmente sinalizaram que pretendem colocar dinheiro na varejista, numa tentativa de mantê-la viva e acalmar os credores.
Em documento enviado nesta tarde à CVM, a Americanas — que, atualmente, está em recuperação judicial — cita uma proposta de aumento de capital, em dinheiro, no valor de R$ 7 bilhões; a empresa é explícita ao citar que esse movimento conta com "o suporte de seus acionistas de referência". A dívida estimada da varejista é de R$ 42 bilhões.
O montante já inclui o financiamento extraconcursal de R$ 2 bilhões, anunciado na semana passada. O mercado reagiu bem à notícia: as ações AMER3 sobem perto de 8% nesta quinta (16), a R$ 1,22.
Vale lembrar que, ainda nos primeiros dias da crise envolvendo a Americanas, houve rumores de que o trio Lemann, Telles e Sicupira teria proposto uma injeção de R$ 6 bilhões nas operações da varejista; à época, a proposta foi considerada insuficiente pelos principais credores, especialmente os bancos.
O projeto de hoje, apresentado aos bancos e demais credores pela Rothschild & Co — a assessora contratada pela Americanas para auxiliá-la na recuperação judicial —, também prevê a recompra de títulos de endividamento da ordem de R$ 12 bilhões e a conversão de outros R$ 18 bilhões de dívidas em ações.
"Não houve, até o o momento, acordo com relação à proposta apresentada", diz a Americanas — não há comunicado oficial por parte de Lemann e os demais sócios — "A companhia espera continuar mantendo discussões construtivas com seus credores em busca de uma solução sustentada que permita a continuidade de suas atividades".
Leia Também
Apesar de o posicionamento oficial da Americanas (AMER3) citar uma ausência de acordo até o momento, já há relatos de que os termos apresentados por Lemann e os demais sócios da 3G Capital não foram bem recebidos pelos credores, para dizer o mínimo.
Segundo o site Pipeline, do Valor Econômico, o Banco do Brasil — que sequer desponta entre os grandes credores da varejista — teria deixado a reunião com a Rothschild & Co no meio por considerar a proposta "vergonhosa".
O Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Estado de S. Paulo, diz que os bancos esperavam uma proposta de aumento de capital de, ao menos, R$ 15 bilhões para manter as operações da Americanas em funcionamento; ambos citam fontes que estão a par das tratativas entre as partes.
Os grandes bancos privados são os que possuem a maior exposição à dívida de R$ 42 bilhões da Americanas após a descoberta do rombo contábil. O Bradesco (BBDC4), por exemplo, tem R$ 4,8 bilhões comprometidos com a varejista e provisionou 100% desse montante no balanço do quarto trimestre.
Itaú, Santander Brasil e BTG Pactual também foram atingidos pelo evento e precisaram fazer ajustes em seus resultados trimestrais, em maior ou menor grau. Mesmo o Banco do Brasil, cuja exposição é de 'apenas' R$ 1,3 bilhão — a menor entre os grandes bancos brasileiros — também precisou fazer provisões adicionais.
Em termos oficiais, os bilionários Jorge Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira — os acionistas de referência da Americanas que, juntos, são donos de 30,12% do capital social da empresa — manifestaram-se apenas uma vez sobre o caso: na noite de 22 de janeiro, um domingo.
Mais de 10 dias após a eclosão da crise — e num momento em que a Americanas já tinha entrado com o pedido de recuperação judicial —, os três sócios da 3G Capital disseram, em carta, que "jamais tiveram conhecimento" das inconsistências contábeis na varejista.
O documento, no entanto, não citava qualquer compromisso por parte de Lemann, Telles e Sicupira com uma eventual capitalização da Americanas.
Entra ou não entra?
O QUE QUASE NINGUÉM VIU?
VAI E VEM DOS SPREADS
HIPOCRISIA?
TROCA DE CEO
ENTREVISTA AO ESTADÃO
COMPRAR OU VENDER?
DO CAMPO AO BALANÇO
NÃO PARA NA LAVOURA
DESTAQUES DA BOLSA
COMPETIÇÃO ACIRRADA
Conteúdo BTG Pactual
VEJA ONDE APOSTAR
PASSO A PASSO
AUMENTO DE CAPITAL
PREPAREM O BOLSO
CISÃO OU CIZÂNIA?
ESCAPOU DO JUÍZO FINAL?
FUTURO INCERTO
DEIXAR O PASSADO PARA TRÁS