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Assim como o Santander, Itaú evitou se referir nominalmente à Americanas na divulgação de resultados e citou “evento subsequente”
O Itaú Unibanco (ITUB4) quebrou o próprio recorde e registrou lucro gerencial de R$ 30,8 bilhões no consolidado de 2022, um aumento de 14,5% em relação a 2021, que, até então, havia sido o melhor resultado do banco na história.
O recorde veio mesmo com o impacto das provisões contra calote da Americanas, que entrou em recuperação judicial em janeiro após a revelação de um rombo contábil bilionário.
No quarto trimestre de 2022, o Itaú registrou lucro gerencial de R$ 7,7 bilhões, mas teria atingido R$ 8,4 bilhões se não fossem as provisões para cobrir 100% da exposição do banco à Americanas. A provisão complementar gerou impacto de R$ 719 milhões no resultado recorrente gerencial.
O resultado veio aquém do esperado por analistas consultados pela Bloomberg, que estimavam lucro de R$ 8,3 bilhões no período.
Vale notar que, assim como o Santander, o Itaú não se referiu nominalmente à Americanas na divulgação de resultados, mas mencionou impactos provenientes de "evento subsequente" à data do relatório de resultados relacionado a "um caso específico de empresa de grande porte que entrou em recuperação judicial".
Além do impacto no lucro, as provisões contra o caso Americanas também afetaram o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do Itaú, um dos principais indicadores da saúde dos bancos. Ao final do quarto trimestre, o ROE do Itaú chegou a 19,3%, mas o banco afirma que teria sido de 21% se não tivesse provisionado os valores contra o calote da Americanas.
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No total do ano de 2022, o ROE ficou em 20,3%, um patamar superior ao do Santander, que divulgou seus resultados na semana passada e informou rentabilidade de 16,3% no consolidado do ano.
A carteira de crédito total do Itaú cresceu em todos os segmentos no ano passado e chegou ao final de 2022 com R$ 1,1 trilhão. Dentre as pessoas físicas, o crescimento foi de 20,1%, enquanto entre as micro, pequenas e médias empresas foi de 10,6%. Nas grandes empresas, de 9,9%.
Esse aumento, associado à alta da taxa de juros no Brasil e ao maior volume da margem de passivos levou o Itaú a registrar crescimento de 27,2% na margem financeira com clientes no ano. Já a margem financeira com o mercado, ou seja, o saldo das operações feitas com outras instituições financeiras, sofreu uma queda drástica de 62%.
Isolando o quarto trimestre, no entanto, houve um início de melhora da margem com o mercado, que avançou 45% em relação ao período anterior. De acordo com o Itaú, esse aumento se deu por conta de maiores ganhos com a administração de ativos e passivos do banco no Brasil e por maiores ganhos na tesouraria da América Latina.
Conforme esperado pelos analistas, as dívidas de clientes vencidas há mais de 90 dias aumentaram de um trimestre para o outro, passando de 2,8% para 2,95%. De acordo com o Itaú, a alta está concentrada nas carteiras de pessoas físicas e de micro, pequenas e médias empresas no Brasil.
Ao mesmo tempo, houve redução da inadimplência no segmento de grandes empresas, que atingiu o menos patamar da série histórica, com apenas 0,04%.
Vale destacar que houve aumento de 18,5% na baixa de créditos da carteira (write-off) em relação ao trimestre imediatamente anterior.
O Itaú superou boa parte das projeções (guidance) estabelecidas pela administração no ano passado, com exceção do crescimento da carteira de crédito total. A expectativa do banco era de um crescimento entre 15,5% e 17,5%, mas o resultado no ano foi de 11,1%.
Por outro lado, a margem financeira com clientes, cuja estimativa de crescimento era entre 25% e 27%, encerrou com alta de 27,2%. Confira as comparações abaixo:

Antevendo o cenário difícil que se desenha em 2023, o Itaú aproveitou a publicação dos resultados de 2022 para revelar suas estimativas para este ano. Nota-se uma projeção de crescimento mais modesta da carteira de crédito, bem como da margem financeira com clientes. Confira:

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