Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Flavia Alemi

Flavia Alemi

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pela FIA. Trabalhou na Agência Estado/Broadcast e na S&P Global Platts.

Balanço 2022

Provisões contra calote da Americanas afetam lucro do Itaú, mas banco ainda registra recorde no ano

Assim como o Santander, Itaú evitou se referir nominalmente à Americanas na divulgação de resultados e citou “evento subsequente”

Flavia Alemi
Flavia Alemi
7 de fevereiro de 2023
18:36 - atualizado às 19:47
Fachada de unidade do Itaú Unibanco (ITUB4)
Imagem: Shutterstock

O Itaú Unibanco (ITUB4) quebrou o próprio recorde e registrou lucro gerencial de R$ 30,8 bilhões no consolidado de 2022, um aumento de 14,5% em relação a 2021, que, até então, havia sido o melhor resultado do banco na história.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O recorde veio mesmo com o impacto das provisões contra calote da Americanas, que entrou em recuperação judicial em janeiro após a revelação de um rombo contábil bilionário.

No quarto trimestre de 2022, o Itaú registrou lucro gerencial de R$ 7,7 bilhões, mas teria atingido R$ 8,4 bilhões se não fossem as provisões para cobrir 100% da exposição do banco à Americanas. A provisão complementar gerou impacto de R$ 719 milhões no resultado recorrente gerencial.

O resultado veio aquém do esperado por analistas consultados pela Bloomberg, que estimavam lucro de R$ 8,3 bilhões no período.

Vale notar que, assim como o Santander, o Itaú não se referiu nominalmente à Americanas na divulgação de resultados, mas mencionou impactos provenientes de "evento subsequente" à data do relatório de resultados relacionado a "um caso específico de empresa de grande porte que entrou em recuperação judicial".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais Itaú:

Rentabilidade também foi atingida

Além do impacto no lucro, as provisões contra o caso Americanas também afetaram o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do Itaú, um dos principais indicadores da saúde dos bancos. Ao final do quarto trimestre, o ROE do Itaú chegou a 19,3%, mas o banco afirma que teria sido de 21% se não tivesse provisionado os valores contra o calote da Americanas.

Leia Também

No total do ano de 2022, o ROE ficou em 20,3%, um patamar superior ao do Santander, que divulgou seus resultados na semana passada e informou rentabilidade de 16,3% no consolidado do ano.

Carteira de crédito trilionária

A carteira de crédito total do Itaú cresceu em todos os segmentos no ano passado e chegou ao final de 2022 com R$ 1,1 trilhão. Dentre as pessoas físicas, o crescimento foi de 20,1%, enquanto entre as micro, pequenas e médias empresas foi de 10,6%. Nas grandes empresas, de 9,9%.

Esse aumento, associado à alta da taxa de juros no Brasil e ao maior volume da margem de passivos levou o Itaú a registrar crescimento de 27,2% na margem financeira com clientes no ano. Já a margem financeira com o mercado, ou seja, o saldo das operações feitas com outras instituições financeiras, sofreu uma queda drástica de 62%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isolando o quarto trimestre, no entanto, houve um início de melhora da margem com o mercado, que avançou 45% em relação ao período anterior. De acordo com o Itaú, esse aumento se deu por conta de maiores ganhos com a administração de ativos e passivos do banco no Brasil e por maiores ganhos na tesouraria da América Latina.

Inadimplência volta a aumentar

Conforme esperado pelos analistas, as dívidas de clientes vencidas há mais de 90 dias aumentaram de um trimestre para o outro, passando de 2,8% para 2,95%. De acordo com o Itaú, a alta está concentrada nas carteiras de pessoas físicas e de micro, pequenas e médias empresas no Brasil.

Ao mesmo tempo, houve redução da inadimplência no segmento de grandes empresas, que atingiu o menos patamar da série histórica, com apenas 0,04%.

Vale destacar que houve aumento de 18,5% na baixa de créditos da carteira (write-off) em relação ao trimestre imediatamente anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Guidance de 2022 praticamente batido

O Itaú superou boa parte das projeções (guidance) estabelecidas pela administração no ano passado, com exceção do crescimento da carteira de crédito total. A expectativa do banco era de um crescimento entre 15,5% e 17,5%, mas o resultado no ano foi de 11,1%.

Por outro lado, a margem financeira com clientes, cuja estimativa de crescimento era entre 25% e 27%, encerrou com alta de 27,2%. Confira as comparações abaixo:

Itaú em 2023

Antevendo o cenário difícil que se desenha em 2023, o Itaú aproveitou a publicação dos resultados de 2022 para revelar suas estimativas para este ano. Nota-se uma projeção de crescimento mais modesta da carteira de crédito, bem como da margem financeira com clientes. Confira:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DE VOLTA À VITRINE

O pior ficou para trás? Lucro da C&A (CEAB3) dispara mais de 200% no 1T26, e ação lidera altas do Ibovespa

6 de maio de 2026 - 14:07

Resultado do primeiro trimestre do ano sinaliza retomada no vestuário e afasta dúvidas sobre problemas estruturais na operação

PRÉVIA DOS RESULTADOS

O duelo dos bancos digitais ficou mais difícil: Inter e Nubank encaram novo teste em 2026; veja o que esperar dos balanços do 1T26

6 de maio de 2026 - 13:12

Expansão continua forte, mas avanço do crédito e aumento de provisões colocam qualidade dos resultados em xeque; o que dizem os analistas agora?

REAÇÃO AO BALANÇO

O ‘efeito Itaú’: o que fez um bom balanço virar gatilho de queda para as ações ITUB4 no 1T26

6 de maio de 2026 - 12:07

Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado

A FÓRMULA DO ITAÚ

Itaú (ITUB4) dribla inadimplência outra vez — e CEO revela o ‘segredo’ para crescer sem perder a mão no crédito em 2026

6 de maio de 2026 - 11:08

Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

GPA (PCAR3) pode respirar aliviado: varejista aprova renegociação de dívidas, mas há um risco para os acionistas no futuro

6 de maio de 2026 - 9:46

Com o acordo, a maior parte da dívida renegociada será paga apenas a partir de 2031, o que ajuda o caixa da empresa, mas há risco de diluição da participação no futuro

TERMÔMETRO DO RESULTADO

Bradesco (BBDC4) vira o jogo? Banco entra no 1T26 como a aposta da vez — e analistas revelam se vale a pena comprar as ações

6 de maio de 2026 - 7:22

Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026

REORGANIZANDO O CAIXA

Allos (ALOS3) recicla portfólio e mira shoppings que vendem mais

5 de maio de 2026 - 19:37

Companhia vende participação no Shopping Curitiba, aumenta fatia em ativos estratégicos e faz permuta para turbinar desempenho operacional

TEMPORADA DE RESULTADOS

Tenda (TEND3) mais do que dobra lucro no primeiro trimestre, enquanto Alea dá ‘sinais de vida’; veja os destaques do balanço

5 de maio de 2026 - 18:23

O balanço mostrou crescimento operacional, melhora de rentabilidade e reversão da queima de caixa, em meio à continuidade dos ajustes na divisão de casas pré-fabricadas

RESULTADO

Itaú Unibanco (ITUB4) entrega o esperado — e um pouco mais — na largada de 2026, com rentabilidade de quase 25% no 1T26

5 de maio de 2026 - 18:21

Lucro cresce, ROE segue elevado, mas banco reforça disciplina em meio a sinais de pressão no crédito; confira os destaques do balanço

VAI PINGAR NA CONTA

Dividendos da Petrobras (PETR4) podem somar até US$ 2,3 bilhões no 1T26, diz Citi; estatal não é a única aposta do banco no setor

5 de maio de 2026 - 17:36

O Citi vê resultados mais fortes puxados por produção e petróleo, mas mantém cautela com a estatal e enxerga mais potencial de valorização em petroleiras independentes

VOTO DE CONFIANÇA

IRB (IRBR3) respira: dividendo de volta e sinistralidade domada fazem ação ignorar lucro menor e subir mais de 3%

5 de maio de 2026 - 13:00

Qualidade da subscrição surpreende e garante avanço das ações nesta terça-feira (5), mas incerteza sobre crescimento de prêmios ainda divide os grandes bancos sobre o que fazer com os papéis

PODE ABRIR A LATINHA

Ambev (ABEV3) faz golaço nos resultados às vésperas da Copa do Mundo, e ações disparam; entenda os motivos da comemoração

5 de maio de 2026 - 12:20

A empresa entregou aumento no volume de cerveja, principalmente no Brasil, melhora de margens e ganhos estimados de participação em vários mercados

NOVA PROMESSA DA BOLSA

BradSaúde (SAUD3) desembarca na B3: nova gigante da saúde estreia forte — e CEO já mira o que pode destravar valor daqui para frente

5 de maio de 2026 - 12:12

Nova empresa do grupo Bradesco nasce com números robustos, mas CEO Carlos Marinelli revela qual será o grande motor de crescimento futuro

PRÉVIA DO BALANÇO

Nem o melhor da turma escapa: Itaú (ITUB4) deve ter resultado mais fraco no 1T26. Isso muda tese para as ações?

5 de maio de 2026 - 9:11

Pressão de dividendos e crédito mais desacelerado devem aparecer no desempenho dos três primeiros meses do ano; analistas revelam se isso compromete a visão de longo prazo para o banco

QUEM GANHA E QUEM PERDE

Direcional (DIRR3), MRV (MRVE3), Cury (CURY3): o que esperar das construtoras no 1T26, segundo o Santander

5 de maio de 2026 - 9:07

O banco avalia que, apesar da pressão, algumas construtoras e incorporadoras ainda contam com receitas sustentadas por vendas fortes registradas nos últimos meses, o que deve ajudar nos balanços

FOCO NO ALICERCE

A estratégia por trás da venda da Telhanorte: dona da Quartzolit sai do balcão de vendas, mas segue no canteiro de obras

4 de maio de 2026 - 19:54

Após anos de tentativa e uma reestruturação profunda, a Saint-Gobain finalmente assinou a venda da Telhanorte. Saiba o que motivou a saída da gigante francesa do varejo brasileiro.

DO CASHBACK AO BITCOIN

Méliuz (CASH3) acelera recompra e aposta em Bitcoin para destravar valor — mercado ainda não comprou a tese?

4 de maio de 2026 - 19:39

Empresa já destinou R$ 30 milhões à recompra e destaca indicador atrelado ao Bitcoin para medir retorno ao acionista

FÔLEGO RENOVADO

O balão de oxigênio que a Kora Saúde (KRSA3) precisava acaba de ser entregue pela Justiça

4 de maio de 2026 - 19:25

Com o aval da Justiça, a empresa agora tem o caminho livre para reorganizar um passivo de R$ 1,3 bilhão

BALANÇO

O teste de fogo da BradSaúde: nova gigante que substitui a Odontoprev (ODPV3) estreia com lucro de R$ 1,3 bilhão e ROE de 24% no 1T26

4 de maio de 2026 - 19:18

Enquanto a BradSaúde divulga seus primeiros números oficiais consolidados, a Odontoprev entrega um lucro de R$ 151 milhões; confira outras linhas do balanço

BALANÇO

O pior ficou para trás? Lucro da BB Seguridade (BBSE3) sobe 11,2% e chega a R$ 2,2 bilhões; confira os números do 1T26

4 de maio de 2026 - 18:45

No ano, a seguradora do Banco do Brasil vive questionamentos por parte do mercado em meio à queda dos prêmios da BrasilSeg, também agravada pela piora do agronegócio

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia