Governo formaliza indicação de Jean Paul Prates para a presidência da Petrobras (PETR4). Saiba quem é o político e o que esperar do futuro da estatal
O processo entre a indicação e aprovação de Prates ao comando da Petrobras deve durar até 60 dias, uma vez que será submetido à aprovação do Conselho e à Assembleia

O ano mal começou e as mudanças propostas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já estão a todo o vapor. Confirmada desde o fim de 2022, o governo formalizou na noite desta terça-feira (03) a indicação do senador Jean Paul Prates (PT-RN) para a presidência da Petrobras (PETR4). Além da chefia da estatal, o petista deverá também ocupar uma cadeira no conselho de administração da petroleira.
O político era um dos nomes mais cotados para a posição desde a diplomação de Lula como presidente eleito, mas foi apenas a última cadeira a ser anunciada antes da posse presidencial.
Segundo o Valor Econômico, o atual presidente da petrolífera, Caio Paes de Andrade, enviou carta de renúncia ao conselho de administração da estatal na última sexta-feira. A petroleira confirmou nesta manhã a saída antecipada e imediata de Paes de Andrade dos cargos de presidente e de membro do conselho.
Para substituí-lo temporariamente, o conselho nomeou como presidente interino da companhia o diretor executivo de desenvolvimento da produção, João Henrique Rittershaussen, até que o novo presidente indicado por Lula assuma a posição.
Formado em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em engenharia de petróleo pela Petrobras, Rittershaussen trabalha na Petrobras há 35 anos, tendo ocupado diversas funções gerenciais.
A indicação de Jean Paul Prates à Petrobras (PETR4)
A nomeação já havia sido antecipada em dezembro por Lula, mas deveria ser formalizada em ofício pelo Ministério de Minas e Energia (MME) à Petrobras.
Leia Também
JBS (JBSS32): balanço do 3T26 deve ser fraco, mas bancos veem espaço para alta de até 41% nas ações
Segundo documento da petrolífera enviado à CVM ontem à noite, o nome de Prates foi enviado à Casa Civil e, após a análise da documentação e o retorno ao MME, foi encaminhado formalmente à estatal.
Vale destacar que o processo entre a indicação e aprovação de Prates ao comando da Petrobras deve durar entre 40 e 60 dias.
Isso porque, após formalizada a nomeação em ofício ao Ministério de Minas e Energia (MME) enviado à Petrobras, o conselho da companhia deve submeter o nome à aprovação por 11 conselheiros.
Depois de efetivada, a indicação ainda passará por uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para que os acionistas confirmem Prates na presidência, além de seis conselheiros a serem apontados pelo governo.
Quem é Jean Paul Prates?
Nascido em 1968 e formado em Direito pela UERJ e em economia pela PUC-Rio, Jean Paul Prates fez carreira como consultor de óleo e gás no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Norte antes de entrar para a política.
Além disso, Prates ocupou a secretaria de governo de Energia e foi dirigente do sindicato patronal do setor antes de tornar-se senador.
O carioca chegou ao Senado em 2019 como substituto de Fátima Bezerra (PT), após a política ser eleita governadora do Rio Grande do Norte.
Como senador, sua atuação foi marcada por projetos relacionados a práticas sustentáveis e à transição energética.
Prates foi autor do projeto de lei que regulamenta a geração de energia eólica em alto mar, que está em tramitação na Câmara dos Deputados após aprovação no Senado.
O que esperar do novo comando da Petrobras?
Apesar de a indicação de Jean-Paul Prates por Lula não ter trazido surpresas ao mercado, a escolha pode causar grandes mudanças na Petrobras (PETR4) e ameaçar a atual tese de investimentos na empresa, segundo analistas.
"Quaisquer possíveis mudanças no plano de investimento e na política de preços de combustível podem representar mais riscos para a tese de investimento da Petrobras", escreveu o Citi, em relatório.
Isso porque, logo após o senador ter sido indicado à chefia da petroleira, o carioca afirmou, em conversa com jornalistas, que a política da estatal será alterada.
"Não necessariamente para traumatizar o investidor nem o retorno de investimentos. Vai ser alterada porque a política do país vai ser alterada”, disse Prates.
“A Petrobras faz política de preços para o cliente dela. Ela é uma empresa. Ela faz política de preço de acordo com o contexto do país. A mudança de política de preços, de diretrizes de preço vai ser dada por consórcio do governo. Ministério da Fazenda, MME, Petrobras, Conselho Nacional de Política Energética. [...] Não faz sentido pagar frete em cima de algo produzido aqui.”
Na visão do Citi, a experiência de 37 anos de Jean Paul Prates no setor e as críticas públicas à atual política de paridade de preços (PPI) da petroleira podem aumentar os riscos ao negócio e impactar diretamente a política de dividendos da estatal.
De acordo com o banco, as possíveis possíveis mudanças na estratégia de longo prazo da Petrobras e a incerteza sobre sua futura alocação de capital são os principais riscos à petroleira.
Para os analistas, a troca de comando na empresa e nas diretrizes de gestão pode resultar em múltiplos menores da estatal em comparação com seus pares, além de cortar o dividend yield (rendimento de dividendos) a 8%.
"Uma das áreas de discussão mais importantes, a nosso ver, é a futura política de dividendos da empresa, que pode convergir para o payout mínimo de 25%. Nesse cenário, vemos a ação sendo negociada com um rendimento de dividendos de cerca de 8%, o que implica riscos potenciais de queda no preço da ação", disse o Citi, em relatório.
REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26
Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
21 de outubro de 2026 - 18:34TEM MAIS POR VIR
A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander
21 de outubro de 2026 - 16:23VISÃO DE GESTORES
“Parece que não pode ver um real sobrando”: por que acordo com o Einstein reacende dúvidas sobre uso do caixa da Ânima (ANIM3)
21 de outubro de 2026 - 14:45BALANÇO DECEPCIONOU?
WEG (WEGE3) cai mais de 7% com balanço pressionado por dólar e tarifas; exagero ou sinal de alerta?
21 de outubro de 2026 - 14:19FORA DO AR
Bons resultados da Netflix (NFLX) vêm de ‘ajuste de última hora’, e futuro preocupa, diz analista; veja os números
21 de outubro de 2026 - 14:07OPORTUNIDADE OU ARMADILHA
O pior já passou? Bradsaúde (SAUD3) encara custos maiores e lucro pressionado no 3T26. É hora de fugir ou comprar?
21 de outubro de 2026 - 11:13PRÉVIA DO BALANÇO
Bradesco (BBDC4) chega ao balanço com quase R$ 10 bilhões a mais no caixa, mas ainda precisa convencer que a virada veio para ficar
21 de outubro de 2026 - 6:13DE OLHO NA SELIC
Vamos (VAMO3) já subiu 106% no ano com a ajuda do trade eleitoral. Ainda há espaço para ganhar mais?
20 de outubro de 2026 - 18:45PÁGINA VIRADA
Americanas (AMER3) vira a página da recuperação judicial, mira nova fase e dispara 25% na B3; o que esperar da varejista?
20 de outubro de 2026 - 17:23NEGÓCIO DA CHINA?
Inter (INTR) ri, enquanto Wiz (WIZC3) chora: entenda a operação que fez as ações de seguradora despencarem 20%
20 de outubro de 2026 - 16:25Saiu caro demais?
Ânima (ANIM3) fecha parceria com o Einstein, mas preço acende alerta entre analistas e ações caem mais de 11% na B3; entenda
20 de outubro de 2026 - 16:09PRÉVIA DOS BALANÇOS
Nem todo bancão vai sair ileso: o que esperar dos balanços de Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil no 3T26
20 de outubro de 2026 - 6:12CONTA EM ABERTO
Raízen (RAIZ4): recuperação extrajudicial avançou, mas credores estão longe de saber quanto vão recuperar no fim do processo, diz BB Investimentos
17 de outubro de 2026 - 15:02NOVA FASE
Tem ações da Braskem? Nova oferta da controladora permite venda dos papéis, mas nem todo acionista pode participar; entenda
17 de outubro de 2026 - 11:01FIQUE POR DENTRO
A noite na bolsa: os anúncios de Cosan (CSAN3), Rede D´Or (RDOR3), XP(XPBR31) e mais
16 de outubro de 2026 - 19:51APOSTA RENOVADA
O Itaú (ITUB4) quer mais energia: bancão injeta mais R$ 1,77 bilhão em subsidiária da Eneva (ENEV3)
16 de outubro de 2026 - 11:09FORA DE CIRCULAÇÃO
Banco Central decreta liquidação da cooperativa de crédito Credipaiva após “grave violação” de regras
16 de outubro de 2026 - 9:26MERCADO EM EXPANSÃO
Rival da B3 quer estrear em 2027 e promete reduzir custos e ampliar opções para quem investe em ações, ETFs e FIIs
15 de outubro de 2026 - 17:10DOS MIMOS ÀS PROTEÍNAS