Gestão de alguns dos maiores fundos imobiliários do país pode trocar de mãos: UBS quer vender carteira de FIIs do Credit Suisse
A divisão de real estate do Credit conta com mais de R$ 10 bilhões sobre gestão divididos entre oito FIIs, incluindo alguns dos maiores do mercado

Arrumando a casa após uma fusão bilionária para resgatar o Credit Suisse, o USB pretende desfazer-se de um dos ativos brasileiros do incorporado. Segundo informações da imprensa, a instituição financeira está em busca de compradores para a gestora de fundos imobiliários do banco suíço.
A carteira de real estate do Credit conta com mais de R$ 10 bilhões sobre gestão divididos entre oito FIIs, incluindo alguns dos maiores do mercado — como o CSHG Logística (HGLG11), um gigante do segmento, e o CSHG Renda Urbana (HGRU11).
De acordo com fontes ouvidas pelo Brazil Journal, o objetivo da venda é manter o foco da operação brasileira no wealth managment, principal fonte de receita do Credit. Com a fusão, o UBS agora gere R$ 1 trilhão vindo de famílias na América Latina.
Por se tratar de fundos imobiliários listados em bolsa, bastaria a aprovação de metade dos cotistas em assembleia para a mudança de gestor. Foi assim que André Freitas, ex-executivo líder da área imobiliária do CS, construiu as bases da Hedge Investments, levando fundos que já tocava na casa anterior.
Se efetivada, a venda não deve representar muitos problemas burocráticos para os fundos imobiliários, pois a troca na gestão exige apenas a aprovação simples dos cotistas em assembleia.
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Antes de pedir venda da gestora de fundos imobiliários, UBS resgatou Credit Suisse em maio
Vale relembrar que a união entre o Credit Suisse e o UBS ocorreu para evitar que os problemas financeiros enfrentados pelo primeiro contaminassem o sistema bancário da Suíça.
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Para isso, o próprio banco central do país intermediou as negociações, que resultaram na maior combinação bancária da Europa desde a crise de 2008. Concluída em junho, a transação resultou em uma instituição financeira unificada com US$ 5 trilhões em ativos.
Segundo declarações dadas na época pelo presidente do conselho de administração do UBS, Colm Kelleher, o negócio foi "atraente para os acionistas do UBS", mas no que diz respeito ao Credit Suisse, tratava-se de um "resgate de emergência".
Já para o presidente do conselho de diretores do Credit Suisse, Axel P. Lehmann, a fusão representou o melhor resultado possível para o banco.
"Este tem sido um momento extremamente desafiador para o Credit Suisse e, embora a equipe tenha trabalhado incansavelmente para resolver muitos problemas significativos e executar sua nova estratégia, somos forçados a chegar a uma solução hoje que forneça um resultado duradouro", explicou Lehmann em maio.
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