O negócio finalmente saiu! Árabes levam fatia de divisão de metais da Vale (VALE3) por US$ 3,4 bilhões
A venda da participação na Vale Base Metals, subsidiária que inclui as operações das minas de níquel e cobre da companhia, era apontada como essencial para destravar valor
Depois de mais de oito meses de negociações, a Vale (VALE3) enfim encontrou um comprador para uma fatia de 13% de sua unidade de metais básicos. E os árabes foram os escolhidos. A transação está avaliada em US$ 3,4 bilhões.
Inicialmente, a expectativa era de que a mineradora negociaria 10% da unidade de metais básicos a um valor estimado em US$ 2,5 bilhões.
Segundo a Vale, o montante será pago à vista para a Vale Base Metals (VBM) na conclusão da transação. A Manara Minerals deterá 10% da VBM, enquanto a Engine No. 1 deterá uma participação de 3%.
O fechamento da transação está previsto para o 1º trimestre de 2024, sujeita às condições precedentes cabíveis, incluindo a aprovação das autoridades regulatórias relevantes.
"Consideramos esses investimentos estratégicos como um marco importante na nossa jornada para acelerar o crescimento da nossa plataforma de negócio de Metais para Transição Energética, criando expressivo valor a longo prazo para todos os nossos acionistas,” disse Eduardo Bartolomeo, CEO da Vale.
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Os efeitos do acordo
A Vale informou que a parceria estratégica irá acelerar o programa de investimento da VBM, que deverá atingir entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões na próxima década.
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A expectativa é de que os acordos ajudem a elevar o potencial de produção da nova companhia de cerca de 350kt/ano para 900kt/ano em cobre e de aproximadamente 175kt/ano para mais de 300kt/ano em níquel.
"O valor total da empresa de US$ 26 bilhões demonstra a dotação única do negócio de Metais para Transição Energética da Vale, um dos maiores detentores de reservas e recursos em jurisdições-chave de minerais críticos como Brasil, Canadá e Indonésia", diz a Vale em comunicado.
Vale em busca de valor
É importante destacar que a venda da fatia na Vale Base Metals, subsidiária que inclui as operações das minas de níquel e cobre da companhia, era apontada como essencial para destravar valor. Por isso, a mineradora contratou em fevereiro Jerome Guillen, ex-braço direito de Elon Musk dentro da Tesla, para ajudar nas negociações.
Hoje, a Vale já fornece esses materiais para a própria Tesla. É o níquel que garante a produção de baterias de íons de lítio para equipamentos eletroeletrônicos, com desempenho mais potente e maior alcance.
A necessidade de separar os negócios de minério de ferro e de metais básicos surgiu a partir das projeções de que a demanda por cobre e níquel aumentarão consideravelmente nos próximos anos - a empresa estima um crescimento global de 44% até 2030.
A Vale já é mundialmente reconhecida por sua produção de minério de ferro, mas também tornou-se a maior mineradora de níquel fora da Ásia.
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