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O banco norte-americano vê potencial de alta de 89% para os papéis da empresa do setor de educação
A Ânima Educação fez a lição de casa. Prova disso é que o Bank of America elevou a recomendação para ANIM3 de neutra para compra e também aumentou o preço-alvo para as ações da empresa.
O preço-alvo passou de R$ 6 para R$ 7, o que representa agora um potencial de valorização de 89,2% em relação ao fechamento de terça-feira (17).
O banco vê um ponto de entrada atraente, com a Ânima negociando a 5x EV/EBITDA (valor da firma sobre lucro antes de juros, taxas, depreciação e amortização) — um desconto de 10% sobre a média do setor de 5,5x.
A melhora na recomendação deu impulso aos papéis da Ânima nesta quarta-feira (18): ANIM3 chegou a subir quase 10% na B3, cotada na casa dos R$ 4.
O Bank of America elevou Ânima de neutra para compra diante do otimismo com a desalavancagem da empresa.
Segundo o banco, esse processo deve ocorrer por alguns fatores:
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A empresa anunciou recentemente um movimento importante nessa frente, com a autorização de emissão de R$ 800 milhões em debêntures ao custo de CDI + 1,65% — abaixo da média da empresa de CDI+ 2,6%.
Além disso, o banco tem um bom nível de confiança na expansão das margens, que deve vir principalmente dos efeitos do mix, com o ensino médico ganhando participação enquanto o EAD (ensino a distância) deve ajudar a conter a deterioração das margens.
“Essa combinação, somada à base resiliente da Ânima, deve ajudar a mitigar os riscos de deterioração do sentimento macroeconômico”, diz o Bank of America em relatório.
O Bank of America acredita que uma base de alunos mais resiliente e um posicionamento de maior qualidade devem permitir que as empresas de educação superem seus pares, especialmente durante períodos macroeconômicos mais difíceis.
Nesse contexto, o banco espera que a Ânima tenha uma demanda sustentada em 2023. Mas a empresa tem riscos pelo caminho. O principal deles, segundo o banco, é a alta alavancagem.
Ao incorporar a emissão das debêntures, o BofA vê a alavancagem da Ânima em 2,7x ND/EBITDA (dívida líquida sobre lucro antes de juros, taxas, depreciação e amortização) em 2023, em linha com a média do setor.
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