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Os valores envolvidos ainda poderão ser modificados com base no earn-out do contrato — isto é, um bônus pelo desempenho dos ativos
A Global Infrastructure Partners (GIP) acaba de fechar a venda de ativos de energia solar para a Engie (EGIE3) por mais de R$ 3 bilhões.
As fazendas de geração de energia fotovoltaica em questão situam-se nos Estados de Minas Gerais, Bahia e Ceará.
Segundo o comunicado enviado ao mercado, as plantas dos Conjuntos Fotovoltaicos Juazeiro, São Pedro, Sol do Futuro, Sertão Solar e Lar do Sol somam 545 MW de capacidade instalada.
O valor total da operação é de R$ 3,24 bilhões, dos quais R$ 971 milhões são dívidas da Atlas, uma das holdings da GIP. Outros R$ 2,269 milhões são relacionados ao preço de compra.
Os valores envolvidos ainda poderão ser modificados com base no earn out do contrato — isto é, um bônus pelo desempenho dos ativos.
Com a aquisição, a Engie deve aumentar em aproximadamente 6,5% sua capacidade instalada, que atualmente gira em torno de 8.275 MW.
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“A aquisição de ativos em operação, com energia contratada, tornou-se uma opção atrativa para expandir nossos negócios nesse momento do mercado”, explicou Eduardo Takamori, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Engie.
Recentemente, a Engie participou do primeiro leilão de transmissão de energia do governo Lula e confirmou a expectativa de grande disputa.
Com R$ 15,7 bilhões em investimentos, Eletrobras (ELET3; ELET6), Engie e Cteep (TRPL4) arremataram lotes no leilão.
Das três, quem se deu melhor foi a Engie, com uma relação risco-retorno razoável e uma taxa interna de retorno positiva, de acordo com o JP Morgan.
O temor de que os lances fossem agressivos demais a ponto de comprometer a rentabilidade dos projetos não se confirmou — pelo menos entre as empresas com ações na B3.
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