O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Em conversa com o Seu Dinheiro, o CEO Eduardo L’Hotellier conta por que vai devolver R$ 223 milhões aos acionistas e os planos da empresa
Uma das empresas que abriu o capital na última onda de IPOs na B3, o GetNinjas (NINJ3) dominou o noticiário na última semana após anunciar uma operação considerada incomum no mercado de capitais brasileiro: a devolução de caixa aos acionistas.
A plataforma que conecta clientes e prestadores de serviços aprovou uma redução de capital de R$ 223,5 milhões, equivalente ao valor de R$ 4,40 por ação.
A operação despertou uma série de dúvidas, sendo a principal delas de ordem “filosófica”: se não tinha o que fazer com o dinheiro, por que o Getninjas emitiu ações na bolsa, afinal?
“Na época, o IPO era o melhor para a base de acionistas, para a tese e era o que a gente acreditava. Mas essa aposta se deu diferente do que todo mundo esperava”, afirmou Eduardo L'Hotellier, CEO e fundador do GetNinjas, em entrevista ao Seu Dinheiro.
De acordo com L’Hotellier, o capital da empresa atualmente é excessivo. “Esse dinheiro [do capital] não tem espaço, porque não está gerando o retorno esperado.”
No fim do segundo trimestre, a companhia contava com R$ 270 milhões em caixa.
Leia Também
Para o executivo, a redução de capital é “o mais honesto” a se fazer com os acionistas. “É muito melhor do que fizeram algumas empresas, que captaram [com o IPO], gastaram todo o dinheiro, não geraram valor e hoje não têm uma saída.”
A operação de redução de capital do GetNinjas ainda precisará ser aprovada em Assembleia, marcada para 23 de outubro. Porém, para o CEO, a tendência é que a proposta passe entre os acionistas sem dificuldades.
“Eu ficaria bastante surpreso se algum acionista votasse contrário a essa tese e não entenderia as motivações. Questionaria a agenda de qualquer acionista que votasse contra uma operação isônoma em que a própria gestão da companhia afirma que o negócio está com caixa excedente.”
Caso a redução seja aprovada, o pagamento dos recursos aos acionistas estará sujeito ao término do prazo de 60 dias.
Ou seja, o investidor que tiver intenção de adquirir ações NINJ3 para receber a restituição de capital terá cerca de três meses para ter direito aos valores.
Na visão do fundador do GetNinjas, a redução de capital da companhia é também uma espécie de oportunidade para os mais acionistas da companhia.
“O que o GetNinjas está fazendo é uma devolução de capital. Hoje, para o investidor comprar uma ação, ele estaciona uma parcela grande do valor em caixa”, diz L’Hotellier.
“Se eu devolver capital, o investidor que estava pelo caixa sai feliz e o investidor que acredita na tese se capitaliza para poder comprar mais.”
Para o CEO do GetNinjas, a tendência é que as ações reajam em queda na bolsa de valores após a redução de capital. Com isso, o investidor que “confie no case” poderia comprar novos papéis por um preço menor.
“Pelo mesmo valor que ele investiria antes, esse investidor consegue adquirir uma participação maior na empresa e consegue surfar muito mais a tese de investimento.”
Além de L’Hotellier, que possui 18% do capital, as gestoras Oceana, Indie Capital e Alpha Key aparecem entre os principais acionistas do GetNinjas.
Recentemente, também chamou a atenção a movimentação da Reag Investimentos, que elevou a fatia no GetNinjas de 5% para 18%.
A redução de capital anunciada pelo GetNinjas não representa um fechamento de capital — ou uma saída da companhia da bolsa de valores.
“A diferença de uma redução de capital e do fechamento de capital é que o fechamento praticamente obriga todo o investidor a vender àquele preço”, afirma Eduardo L’Hotellier.
Embora não esteja nos planos deixar a bolsa agora, nem mesmo o CEO do GetNinjas sabe dizer se ainda valerá a pena manter a empresa listada na B3 depois da redução milionária de capital.
“A gente vai precisar entender como essa ação irá negociar.”
De acordo com L’Hotellier, o valor de firma (enterprise value, em inglês) da empresa também deve influenciar a decisão. “O EV da empresa hoje é negativo porque tem bastante caixa. Depois dessa operação, talvez o mercado continue precificando o GetNinjas como negativo ou talvez perceba a seriedade da gestão e dê um voto de confiança.”
Vale destacar que, até o momento, não há qualquer discussão sobre um potencial fechamento de capital ou de venda do negócio, segundo o CEO.
O GetNinjas abriu o capital em maio de 2021, em um período em que diversas startups de tecnologia vieram ao mercado em meio à euforia da bolsa.
Acontece que, desde o IPO, as ações do GetNinjas (NINJ3) despencaram 77%, considerando o fechamento do último pregão.
Desde a estreia na B3, a empresa apresentou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em português) negativo em todos os trimestres.
Mesmo assim, na visão do CEO, a abertura de capital na bolsa brasileira foi um acerto — ao menos, na época.
“A gente acredita que, de fato, poderia ter executado melhor durante esses últimos dois anos. Teve bastante acerto, mas também aprendizados”, ressaltou.
Nos cálculos do CEO, uma virada de jogo para o GetNinjas deve acontecer na metade do ano que vem, quando a empresa deve se tornar “lucrativa operacionalmente”.
Ocyan entra em nova fase após reestruturação, com foco em contratos da Petrobras e crescimento sustentável no setor de óleo e gás
O banco mantém a recomendação de compra para a ação, além de ser a ação preferida do setor — ela é negociada a 13 vezes o preço da ação sobre o lucro estimado
Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos
Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos
Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen
Unidade de tecnologia e conectividade da Oi pode valer até R$ 1,6 bilhão, atrai interesse de grandes teles e marca nova etapa na reestruturação da companhia, que ainda prepara a venda de outros ativos bilionários
A decisão tem em vista fatores macroeconômicos que o setor de saúde vem enfrentando ao longo dos últimos anos, associado ao desempenho financeiro da companhia
A mudança acontece em meio a uma sequência de ajustes na governança da elétrica, que tenta se reequilibrar após a recuperação judicial da controladora
Ambiente mais restritivo favorece empresas com balanços mais sólidos e expõe incorporadoras mais alavancadas
Depois da compressão de retornos e desempenho abaixo do mercado, setor pode se beneficiar de agenda regulatória e queda da Selic
Após a estreia na bolsa, Agibank acumula queda superior a 30%; apesar da revisão para baixo nas projeções, analistas ainda veem potencial de alta, em meio a pressões externas e impactos no crédito consignado
A operação inclui participações societárias em empresas listadas, como Oncoclínicas e Ambipar
Banco projeta queima de caixa bilionária e alerta para risco na estrutura de capital mesmo com melhora dos spreads petroquímicos
Banco vê espaço para crescimento consistente, ganho de produtividade e impacto relevante dos medicamentos GLP-1
Após saída de executivo-chave e sequência de baixas no alto escalão, companhia reestrutura área de Fashion & Lifestyle e retoma divisão entre masculino e feminino
Entrada do Itaú via Denerge dá exposição indireta a distribuidoras e reforça estrutura de capital da elétrica
Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4
Avaliação do BTG Pactual indica vendas resilientes no início do ano e aponta que mudanças no MCMV podem impulsionar lançamentos e demanda ao longo de 2026
Após anos de pressão no caixa, empresa se desfaz de ativo-chave e aposta em modelo mais leve; entenda o que muda na estratégia
Parte do mercado acredita que essa valorização poderia ser ainda maior se não fosse pela Alea, subsidiária da construtora. É realmente um problema?