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O procedimento arbitral foi instaurado em janeiro deste ano, dias após a descoberta de um rombo bilionário na varejista
Uma decisão da Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM) excluiu a 3G Capital de um processo movido por acionistas da Americanas (AMER3) contra a companhia e seus sócios, segundo comunicado enviado pela companhia ao mercado na última sexta-feira (15).
Mas Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, os fundadores da empresa de investimentos, seguem no polo passivo da ação cuja indenização pode chegar a R$ 500 milhões, segundo o valor definido pelos requerentes.
O procedimento arbitral foi instaurado em 19 de janeiro deste ano, pouco mais de uma semana após a descoberta de um rombo bilionário na varejista. Posteriormente, a companhia reconheceu que o caso não se tratava apenas de um erro contábil, mas de uma fraude nos balanços.
Um dos requerentes é o Instituto Ibero-Americano da Empresa, associação que atua na defesa de acionistas minoritários no mercado de capitais. Já os citados são, além da própria Americanas, a Cathos Holding BRC, Cedar Trade LLC, SVelame e o trio de acionistas de referência e de fundadores da 3G Capital.
Na ação, os sócios minoritários da Americanas pedem que os requeridos sejam condenados "pela violação dos deveres fiduciários relacionados ao dever de prestar informação correta aos acionistas e ao
mercado".
Além disso, pleiteam a anulação da compra de ações da companhia por erro e devolução do valor pago e devidamente corrigido.
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Os acionistas querem ainda que a empresa e seus sócios sejam condenados a ressarcir prejuízos relacionados "à perda de oportunidade dos investidores por força da aquisição de ações de emissão da Americanas por valores incorretos".
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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