O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A alta dos juros surgiu como vilã da safra de resultados que encerra 2022, afetando diretamente as despesas financeiras das companhias
A temporada de balanços referentes ao quarto trimestre de 2022 chegou ao fim e trouxe um resultado que já estava no radar dos investidores: de maneira geral, as empresas de capital aberto seguem penalizadas pela alta dos juros, que afeta as despesas financeiras e resulta num lucro mais modesto para boa parte delas.
A conclusão é a de que, enquanto os juros não cederem — e o Banco Central não tem sido otimista neste aspecto — não haverá mesmo muito brilho para as companhias listadas na B3.
Vale lembrar que a Selic em alta desacelera não apenas o consumo das famílias, mas encarece também as dívidas das empresas. Hoje, muitas estão endividadas, com geração de caixa menor e, por consequência, lucrando menos também.
A temporada foi marcada, ainda, por intensa volatilidade e reações surpreendentes para os resultados, mostrando que o mercado de ações anda bastante descolado dos fundamentos e muito sensível a fatores paralelos.
"Já esperávamos um trimestre mais difícil levando em consideração o cenário macroeconômico e também os efeitos sazonais de Copa do Mundo e fim de ano, além dos efeitos políticos", afirma Gabriela Joubert, analista-chefe do Banco Inter.
Para ela, salvo destaques específicos, de fato é a parte de custos e a inflação que ainda pesam nos resultados das empresas, ainda que haja uma tendência de arrefecimento para ambos.
Leia Também
Entre os destaques positivos da temporada, um relatório do Bank of America aponta as companhias de itens discricionários e administradoras de shoppings no grupo daquelas que foram bem.
Tem ainda os bancos, que, apesar do choque provocado pela Americanas (AMER3), demonstraram resiliência, com destaque para Itaú (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) — este último superou as expectativas e renovou seu lucro recorde.
No caso do Itaú — que segue como favorito de analistas e gestores entre os grandes bancos — além dos números fortes e uma carteira de crédito mais rentável, houve também alívio graças ao provisionamento total com o caso da Americanas. O Itaú é um dos maiores credores da varejista.
Outro setor que trouxe bons números foi o de papel e celulose, mas dentro do esperado, com impulso das receitas maiores que compensaram a alta dos custos.
E, claro, a queridinha da bolsa brasileira, a Weg (WEGE3), que teve um crescimento robusto das receitas e margens mais altas.
Vale também pontuar os bons resultados de Soma (SOMA3) e Arezzo (ARZZ3), que despontam entre as favoritas dos mercados, uma vez que atendem o público de alta renda — e, por isso, sofrem menos os efeitos macroeconômicos.
"Foi um trimestre ruim de maneira geral, com mais decepções do que surpresas positivas, um período de crescimento fraco. Mas é importante diferenciar que essas empresas que vendem para classes mais altas seguem resilientes", diz Paulo Weickert, sócio fundador e co-gestor da Apex Capital.
Na contramão dessas companhias, as varejistas brasileiras seguem sofrendo com a alta dos juros, o endividamento e a renda mais restrita das famílias — e, claro, o tom mais pessimista que tomou conta do setor. Assim, Via (VIIA3) e Magazine Luiza (MGLU3) trouxeram balanços mais pressionados.
A Americanas (AMER3), por sua vez, sequer divulgou seu balanço trimestral enquanto enfrenta a maior crise de sua história.
Um setor que frustrou no 4T22 foi o de siderurgia e mineração, especialmente quando os analistas avaliam os volumes e os projetos postergados. A Vale (VALE3), especificamente, trouxe números sólidos, mas ainda depende de mais previsibilidade sobre o preço do minério e da solução para a divisão de metais básicos para decolar outra vez.
Para Gabriela Joubert, analista-chefe do Banco Inter, o setor como um todo deve ver uma reversão desse quadro ruim já na temporada de balanços do primeiro trimestre deste ano, mas apenas parcialmente.
No caso específico da Vale, houve ainda uma aposta que não se confirmou: a de que a reabertura da China provocaria efeitos positivos imediatos e disseminados.
Já no setor de petróleo e gás, o que mais pesou foi a baixa na cotação do petróleo ao longo do quarto trimestre.
Mas aqui, o que interessa mesmo é saber sobre a Petrobras (PETR4): ela trouxe um lucro recorde de R$ 188,3 bilhões para o ano e aprovou a tão esperada distribuição de dividendos.
O problema é que, neste caso, cabe aquele ditado: "tudo certo, mas nada resolvido". Os dados vieram tão sólidos quanto o mercado esperava, mas as dúvidas sobre as políticas de precificação de combustíveis e distribuição de proventos seguem preocupando os investidores.
Outro setor que sofreu nesta temporada de balanços foi o de frigoríficos, conforme aponta o mesmo relatório do BofA. Para a JBS (JBSS3) e a Marfrig (MRFG3), o que pesou mais foram as margens mais baixas no mercado de carne bovina nos Estados Unidos. Já o excesso de oferta de frango prejudicou a BRF (BRFS3), enquanto o consumo doméstico caiu.
Mesmo após melhorar as projeções para a Telefônica Brasil, banco diz que o preço da ação já reflete boa parte do cenário positivo e revela uma alternativa mais atraente
A Ipiranga não é apenas mais uma peça no portfólio da Ultrapar; é, de longe, o ativo que mais sustenta a geração de caixa do conglomerado.
O desafio de recolocar os negócios no prumo é ainda maior diante do desaquecimento do mercado de materiais de construção e dos juros altos, que elevaram bastante as despesas com empréstimos
Com foco em desalavancagem e novos projetos, as gigantes do setor lideram a preferência dos especialistas
Estatal vai pagar R$ 8,1 bilhões aos acionistas e sinalizou que pode distribuir ainda mais dinheiro se o caixa continuar cheio
Operação encerra anos de tentativas de venda da participação da Novonor e abre caminho para nova fase de gestão e reestruturação das dívidas da companhia
Enquanto os papéis da petroleira disparam no pregão, a mineradora e os bancos perderam juntos R$ 131,4 bilhões em uma semana
Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno, diz Safra
Brasileiros agora podem pagar compras em lojas físicas argentinas usando Pix; veja o mecanismo
Com Brent acima de US$ 90 após tensão geopolítica, executivos da petroleira afirmam que foco é preservar caixa, manter investimentos e garantir resiliência
O Brent cotado acima de US$ 90 o barril ajuda no avanço dos papéis da companhia, mas o desempenho financeiro do quarto trimestre de 2025 agrada o mercado, que se debruça sobre o resultado
Bruno Ferrari renuncia ao cargo de CEO; empresa afirma que mudança abre caminho para uma nova fase de reestruturação
Venda da fatia na V.tal recebe proposta abaixo do valor mínimo e vai à análise de credores; Fitch Ratings rebaixa a Oi por atraso no pagamento de juros
Pacote envolve três companhias do grupo e conta com apoio da controladora e da BNDESPar; veja os detalhes
Pedido de registro envolve oferta secundária de ações da Compass e surge em meio à pressão financeira enfrentada pela Raízen
O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 6,7 bilhões
A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões
Decisão mira patrimônio pessoal dos envolvidos enquanto credores tentam recuperar parte de bilhões captados pelo grupo
Banco vê risco de depreciação mais forte da frota com nova enxurrada de carros chineses e diz que espaço para surpresas positivas diminuiu; veja a visão dos analistas
Empresa teve queda expressiva nos lucros líquidos, quando comparados ao ano anterior, porém o contexto da queda e outros dados foram vistos com bons olhos pelo mercado; confira