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O banco norte-americano elevou o preço-alvo dos papéis de R$ 9 para R$ 11,50, o que implica agora em um potencial de valorização de 22%
Nada como uma boa conversa — e planos factíveis para o futuro. Depois de uma reunião com o novo CEO da Caixa Seguridade, Felipe Mattos, o Bank of America atualizou as recomendações para as ações CXSE e vê agora um horizonte mais positivo para a empresa.
No encontro, Mattos reforçou os altos padrões de governança, a importância dos resultados da Caixa Seguridade para a Caixa Econômica Federal — (o que deve limitar ações que possam prejudicar a rentabilidade da CXSE — e destacou oportunidades para explorar a base de clientes da CEF.
O resultado da sinalização de Mattos veio agora: o Bank of America melhorou a recomendação dos papéis da Caixa Seguridade de neutra para compra e elevou o preço-alvo de R$ 9 para R$ 11,50, o que implica agora em um potencial de valorização de 22%, além de 11% de dividend yield.
O banco vê CXSE negociando a um múltiplo de 8,2 vezes o preço sobre o lucro (P/L) em 2023, o que representa um desconto de 15% com relação aos papéis da BB Seguridade (BBSE3).
“Nosso preço-alvo sugere que a Caixa Seguridade deve negociar com desconto de cerca de 10%, refletindo menor liquidez e padrões de governança mais fracos do acionista controlador”, diz o Bank of America em relatório.
Segundo o BofA, a recomendação de compra para a Caixa Seguridade está baseada nas chances de a empresa se beneficiar de uma maior originação de crédito da Caixa Econômica e apresentar resultados financeiros melhores.
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Se isso acontecer, será um dos poucos casos de crescimento de lucros impulsionado por um setor público mais ativo — o oposto da maioria das empresas que fazem parte da cobertura do banco.
Sob esse aspecto, o Bank of America acredita que a Caixa Econômica deve ser um credor mais ativo em 2023, o que deve culminar em um crescimento do prêmio de bancassurance — ou modelo de seguro bancário que permite a um banco oferecer vários tipos de seguros — de 10% em 2023, dos 2% em 2022.
Além disso, o BofA projeta que os resultados operacionais da Caixa Seguridade devem ser suportados por receitas de corretagem e sinistralidade controlada.
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