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Para o BTG, ações da XP estão baratas e podem subir 13%

O BTG Pactual (BPAC11) calculou um preço-alvo mais alto para as ações de seu principal rival, a XP (XPBR31). Isto porque os resultados da companhia no primeiro trimestre de 2023 vieram melhores do que os analistas do BTG esperavam, o que provocou uma revisão das estimativas de lucro da XP.
Na visão dos analistas do BTG, a XP deve encerrar 2023 com lucro de R$ 3,84 bilhões, um aumento de 7% na comparação com o ano passado. Se confirmado, o resultado ficará levemente acima do piso estimado pela própria XP para seu desempenho.
De acordo com o BTG, considerando essas projeções, as ações estariam sendo negociadas a 12,5 vezes o índice preço/lucro de 2023 e 2,7 vezes o índice preço/valor patrimonial mais recente, o que poderia ser considerado barato em comparação aos níveis históricos.
Assim, o preço-alvo calculado pelo BTG para os papéis da XP passou de US$ 14 para US$ 20, o que indica um potencial de alta de 13% em relação ao fechamento de segunda-feira.
Apesar disso, o banco ainda não acha que é o momento ideal para comprar as ações do rival e manteve a recomendação Neutra.
Vale ressaltar que, no Brasil, os investidores podem virar acionistas da XP por meio da compra de recibos de ações, os famosos BDR's.
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De janeiro a março deste ano, a XP reportou lucro líquido de R$ 796 milhões, uma queda de 7% e relação ao mesmo período de 2022. Apesar do recuo, o resultado veio melhor do que o consenso de mercado esperava devido a uma melhor gestão das despesas.
Ao mesmo tempo, a XP registrou uma redução importante da captação líquida. No total, a diferença entre aplicações e resgates foi de R$ 16,2 bilhões no 1T23, o que representa uma queda de 48% em relação ao 4T22 e um tombo de 65% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O número foi o mais baixo desde o primeiro trimestre de 2020, quando a XP registrou captação líquida de R$ 15 bilhões. Lembrando que o período foi impactado pelo início da pandemia de Covid-19.
A captação trimestral ficou muito abaixo das projeções da própria XP, que previa uma média de R$ 10 a R$ 14 bilhões por mês. O número reportado entre janeiro e março dá uma média de R$ 5,4 bilhões por mês, mas a XP não publicou o detalhamento mês a mês, um dado importante para identificar qual a trajetória da captação.
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