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Novos planos

Bradesco reformula varejo e estratégia digital após perdas no crédito e distância para concorrência 

Banco pretende fechar agências e ampliar atendimento remoto, além de lançar marketplace

Logo do Bradesco
Logo do Bradesco - Imagem: Shutterstock

O Bradesco (BBDC4) decidiu reformular toda área de varejo e mudar sua estratégia digital depois de registrar perdas no crédito no ano passado. Em entrevista ao Valor Econômico, o recém-empossado vice-presidente de varejo, Marcelo Noronha, disse que o banco passa por uma revisão de processos para que a experiência do cliente seja mais fluida.

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Para isso, ele diz que o Bradesco está investindo numa integração maior entre o mundo físico e o digital. Parte da estratégia consiste em acelerar a transformação de agências em unidades de negócios, que são estruturas sem caixa que auxiliam clientes e ofertam produtos.

A expectativa para este ano é de fechar cerca de 300 agências, incorporando parte delas a outras da mesma região e o restante virando unidades de negócio.

Além disso, o Bradesco também quer ampliar os ‘hubs’ de gerentes que atuam de maneira remota para atender aqueles clientes que dispensam o atendimento presencial, mas também não querem ser atendidos por robôs. O banco já conta com quatro desses ‘hubs‘ e pretende criar mais sete até o final do ano.

A estratégia do Bradesco no varejo, e em particular na transformação digital, já vinha sendo alvo de questionamentos no mercado.

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No final do ano passado, o Seu Dinheiro publicou uma reportagem apontando os caminhos escolhidos pelo Bradesco e pelo Itaú (ITUB4) rumo à digitalização e como isso se refletiu numa disparidade entre as ações. Você pode ler o texto completo aqui.

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Bradesco muda planos para o Next

As intenções do Bradesco para o banco digital Next, lançado em 2017, também mudaram, de acordo com a reportagem do Valor.

A ideia inicial de deixar o banco digital separado deixou de fazer sentido em meio à concorrência na indústria de fintechs. No passado, o Bradesco cindiu a operação do Next e chegou a falar até em IPO.

O plano, agora, se inverte, no sentido de criar maior aproximação entre as operações. De acordo com o Valor, o Next deve adicionar cerca de 150 novos produtos à plataforma a partir de setembro deste ano, trazendo, inclusive, produtos de investimento da corretora do grupo, a Ágora.

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O que deve diferenciar as operações do bancão e do Next é o público, já que o último atinge clientes mais jovens e 100% digitais.

Ao mesmo tempo, o Bradesco pretende manter o Digio, um banco digital cujo capital era dividido com o Banco do Brasil (BBAS3), mas passou a ser apenas do Bradesco em 2021. A operação será unificada com a da carteira digital Bitz, cujos clientes estão sendo convidados a migrar para o Digio.

Marketplace em vista

Seguindo o movimento de outros concorrentes bancários, o Bradesco também planeja o lançamento do seu próprio marketplace no segundo semestre. O banco está desenvolvendo parcerias com varejistas e indústria - e não descarta uma tratativa com a Livelo, programa de recompensas que divide com o BB. O Itaú lançou seu marketplace, o Itaú Shop, em agosto do ano passado.

A reviravolta prometida para este ano vem na esteira dos resultados fracos de 2022. No total do ano de 2022, o Bradesco somou lucro líquido recorrente de R$ 20,7 bilhões, queda de 21,1% em relação a 2021.

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Durante coletiva de imprensa após a divulgação dos resultados, em fevereiro, o CEO do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, reconheceu que o banco concedeu mais crédito do que deveria durante a pandemia.

“Vivemos um momento com a pandemia onde experimentamos inadimplência extremamente baixa, que não condizia com a realidade do nosso país. Em função disso, concedemos mais crédito do que deveríamos”, afirmou.

As ações do Bradesco recuam mais de 1% nesta terça-feira, cotadas a R$ 13,59. Nos últimos 12 meses, o papel acumulou queda de 26,86%.

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