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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

DESTAQUES DA BOLSA

Não é mais seguro? Banco americano tem nova preferida e rebaixa a Porto; ações PSSA3 caem mais de 3% na B3

Além de deixar de recomendar a compra dos papéis da seguradora, o JP Morgan também elevou o preço-alvo de R$ 29 para R$ 32

Carolina Gama
21 de agosto de 2023
14:45 - atualizado às 14:46
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Imagem: LinkedIn/Porto

A Porto (PSSA3) deixou de ser chamada de Porto Seguro em abril do ano passado, mas parece que a mudança do nome começou a fazer mais sentido para o JP Morgan só agora. O banco norte-americano deixou de recomendar a compra dos papéis da seguradora e elegeu outra ação do setor como a preferida. 

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Nesta segunda-feira (21), o JP Morgan mudou a indicação para os papéis PSSA3 de compra para neutro e elevou o preço-alvo de R$ 29 para R$ 32 — o que representa um potencial de valorização de 16% em relação ao último fechamento. 

A nova classificação afetou as ações da Porto na bolsa. Por volta de 14h40, os papéis recuavam 3,31%, cotados a R$ 26,61.

Em agosto, PSSA3 acumulam baixa de 7%, enquanto em 2023 têm ganho acumulado de 17%. O gráfico abaixo mostra o desempenho das ações da Porto no ano até o momento:

Fonte: TradingView
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Por que não Porto?

Nos últimos dois anos, o JP Morgan esteve otimista com as ações da Porto, mas agora o banco americano vê o ciclo do seguro de automóveis atingindo o pico, e cita alguns fatores para isso:

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  • Curva de crescimento dos prêmios emitidos versus ganhos já flexionada (12% vs 27%, respectivamente); 
  • Sinistralidade da Porto no segundo trimestre (cerca de 50%) atingiu um dos menores níveis de todos os tempos; 
  • Os resultados financeiros estão se beneficiando da Selic em 13,75%;
  • O ROE (retorno sobre o patrimônio) ajustado foi de cerca de 27% versus 17% na média de 10 anos. 

De acordo com as projeções do banco, os prêmios emitidos devem diminuir em 2024, a taxa de sinistralidade tende a se normalizar (59% contra 57% projetados para 2023) e os resultados financeiros podem diminuir como resultado da queda da taxa Selic. 

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“Embora aumentemos nossa previsão de ganhos em 2023 para R$ 2,1 bilhões, agora vemos uma contração de lucro por ação de -2% em 2024. Além disso, acreditamos que o setor de seguros deve ter um desempenho inferior no atual ciclo de flexibilização, já que a maioria dos nomes é percebida como sensível a ativos devido a reservas técnicas”, diz o JP em relatório. 

A DINHEIRISTA — Pensão alimentícia: valor estabelecido é injusto! O que preciso para provar isso na justiça?

Quem é a queridinha?

Diante desse cenário, a queridinha do JP Morgan entre as seguradoras é a BB Seguridade (BBSE3) — e não é sem razão. 

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O banco vê riscos regulatórios crescentes que podem ter um impacto substancial na Porto e cita também o rotativo do cartão de crédito como um desafio para a empresa. 

“Rebaixamos a Porto de compra para neutro, e agora favorecemos a BBSE entre as seguradoras”, diz o JP Morgan em relatório. 

O banco vê as ações PSSA sendo negociadas a 8,6x P/L (preço sobre o lucro) em 2024. 

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