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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

BALANÇO ATRASADO

Oi (OIBR3) tem prejuízo bilionário no 1T23, consome caixa e vê a dívida líquida ficar acima de R$ 20 bilhões

A Oi (OIBR3) reverteu os lucros registrados há um ano; por mais que a linha de receita traga boas notícias, o endividamento se deteriorou

Logotipo da Oi (OIBR3)
Oi (OIBR3) - Imagem: Shutterstock

O balanço da Oi (OIBR3) sempre é aguardado pelo mercado brasileiro. Mas, desta vez, a expectativa é ainda maior graças ao momento atual da companhia, que está em recuperação judicial pela segunda vez em sua história.

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A divulgação dos números do primeiro trimestre enfim ocorreu nesta quarta-feira (14), após alguns adiamentos — a temporada de resultados das companhias no primeiro trimestre terminou oficialmente em 15 de maio —, e mostra que a Oi registrou prejuízo líquido de R$ 1,267 bilhão nos três primeiros meses de 2023.

O resultado representa uma reversão do lucro de R$ 1,6 bilhão contabilizado no mesmo período do ano passado. Ainda assim, representa uma redução significativa das perdas de R$ 17,1 bilhões registradas no quarto trimestre de 2022.

Vale ressaltar, no entanto, que a cifra do último trimestre do ano passado foi fortemente impactado por um resultado financeiro líquido negativo em R$ 16,3 bilhões; nos primeiros três meses deste ano, a linha ficou negativa em "apenas" R$ 1,251 bilhão.

Já o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, da sigla em inglês) da Oi foi de R$ 216 milhões entre janeiro e março, queda de 80,2% na base anual. O chamado "Ebitda de rotina", que desconsidera itens não-recorrentes, foi de R$ 193 milhões, baixa de 84,2% na mesma comparação.

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A margem Ebitda de rotina caiu de 27,8% no primeiro trimestre do ano passado para 7,7% neste começo de ano.

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Oi: receita líquida e endividamento

Em termos de receita líquida, a Oi (OIBR3) fechou o trimestre com R$ 2,5 bilhão, baixa de 42,6% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. No entanto, no que diz respeito à "Nova Oi" — os negócios de fibra óptica, soluções, empresas subsidiárias e outras atividades que ainda fazem parte do grupo após a primeira recuperação judicial —, os resultados são mais animadores.

Considerando apenas esta "Nova Oi", a receita líquida foi de R$ 2,2 bilhões entre janeiro e março deste ano, uma leve expansão de 4,8% em relação com a mesma base de ativos no começo de 2022.

Quanto ao endividamento, a Oi fechou o mês de março com uma dívida bruta de R$ 22,7 bilhões, enquanto a posição de caixa era de R$ 1,8 bilhão — houve consumo de R$ 1,4 bilhão em caixa líquido ao longo do primeiro trimestre. Sendo assim, o endividamento líquido da companhia era de R$ 20,9 bilhões, alta de 9,8% em comparação com o nível de dezembro.

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Novamente em recuperação judicial

Vale destacar que a Oi entrou oficialmente em sua segunda recuperação judicial no final do primeiro trimestre, em março. O pedido de socorro à Justiça ocorreu apenas três meses após a companhia ter encerrado sua primeira RJ.

A Oi afirma estar em busca de sustentabilidade de longo prazo e informa que as negociações com os credores seguem em andamento.

Também qualifica a nova recuperação judicial como um passo crítico na direção da reestruturação de sua dívida e assegura que suas atividades serão mantidas normalmente.

De acordo com a empresa, já há um acordo com os credores em relação aos "principais termos comerciais para a restruturação de suas dívidas financeiras e um financiamento de longo prazo a ser concedido para suportar suas operações de curto prazo".

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