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O Safra reajustou nesta quinta-feira (21) o preço-alvo da mineradora de R$ 91 para R$ 90,5 para a ação ordinária, e de US$ 17 para US$ 18,1 para American Depositary Receipt (ADR)
Esse ano não foi fácil para a Vale (VALE3): as ações da mineradora devem encerrar 2023 amargando perdas — até agora, a baixa acumulada passa de mais de 6%. E se você é um dos investidores que se pergunta se ainda vale a pena ter o papel dessa gigante da bolsa na carteira, o Safra dá essa resposta.
O banco reiterou nesta quinta-feira (21) a recomendação de compra para os papéis da Vale. O preço-alvo foi ajustado de R$ 91 para R$ 90,5 para a ação ordinária, e de US$ 17 para US$ 18,1 para American Depositary Receipt (ADR) — o que significa um potencial de alta de 21,5% e 19,2% em relação ao fechamento de ontem, respectivamente.
A mudança, segundo o Safra, está ligada a alta do fluxo de caixa descontado (DCF) e das perspectivas de curto prazo para os preços do minério de ferro.
Hoje, o minério encerrou com alta de 3,5%, impulsionando os papéis da Vale na B3. Por volta de 17h10, VALE3 tinha alta de 3,10%, a R$ 76,80. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
O Safra projeta que os preços do minério de ferro devem subir no mercado à vista, passando US$ 135 a tonelada para um pico de US$ 145 por tonelada no primeiro trimestre de 2024.
O Safra revisou as estimativas de preço médio de minério de ferro para US$ 119 por tonelada para 2024 — contra US$ 95 por tonelada anteriormente — e US$ 101 por tonelada para 2025 ante US$ 85 por tonelada.
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Além disso, o banco espera aumento atraente de 21% no DCF. As estimativas já refletem as novas metas de médio prazo da Vale para a produção e custo total dos segmentos.
O Safra considera que a Vale está sendo negociada a múltiplos abaixo do que considera justo, de 4,2 vezes a relação valor da empresa por Ebitda (EV/Ebitda) para 2024 e 4,8 vezes para 2025, ante a média histórica de 4,8 vezes.
Em relação a outras metodologias de valuation, a Vale parece mais barata, como o preço médio de minério de ferro implícito, que é de US$ 116 por tonelada para 2024, ante a previsão do Safra de US$ 119 por tonelada.
Já o preço de US$ 105 por tonelada para 2025 está um pouco acima da previsão de US$ 101 por tonelada do Safra, assumindo uma hipótese justa de EV/Ebitda de 4,5 vezes.
A visão positiva do Safra para a Vale envolve riscos, entre eles:
"A necessidade de provisões adicionais relacionadas aos eventos Samarco ou Brumadinho e a renegociação da renovação antecipada dos prazos de concessão ferroviária também poderão impactar negativamente a avaliação da empresa", diz o Safra em relatório.
A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel
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