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Enquanto o potencial de valorização da CCR é de 15%, o da Ecorodovias chega a 43%, de acordo com o Santander; saiba por que ter esses papéis na carteira agora
Se você está arrumando as malas para pegar a estrada para aproveitar o feriado de 7 de setembro, já deve também ter preparado o bolso para arcar com os custos dos pedágios — só nas rodovias paulistas as tarifas foram reajustadas em até 11% em junho.
Por enquanto não existe um jeito de escapar da cobrança, mas é possível lucrar com o pedágio: apostar nas concessionárias. O Santander, por exemplo, recomenda ter as ações de CCR (CCRO3) e Ecorodovias (ECOR3) na carteira.
O banco reafirmou nesta sexta-feira (6) a compra dos papéis das duas empresas. No caso da CCR, o Santander elevou o preço-alvo de R$ 16 para R$ 16,80 — o que representa um potencial de valorização de 35,5% em relação ao último fechamento. No ano, as ações CCRO3 acumulam alta de 15%.
A Ecorodovias também teve a indicação de compra reafirmada pelo banco e o preço-alvo também subiu: passou de R$ 7,50 para R$ 11 — o que representa um potencial de valorização de 43% em relação ao fechamento de ontem (5). Em 2023, os papéis ECOR3 acumulam um ganho de 75%.
Por volta de 12h57, as ações da CCR caíam 0,65%, cotadas a R$ 12,32 na B3. Já os papéis da Ecorodovias avançavam 0,13%, cotadas a R$ 7,71.
O Santander entende que vale a pena pegar uma carona nas ações da CCR neste momento com base em quatro fatores:
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Com esse horizonte, o banco atualizou as estimativas para levar em conta os resultados da CCR no segundo trimestre deste ano, as premissas macroeconômicas e as perspectivas revisadas para os próximos anos.
Como resultado, as estimativas do Santander para o Ebitda para 2024-2025 caíram em média cerca de 1%. O banco também atribuiu valor ao potencial da empresa para conquistar novos projetos — o que acrescenta cerca de R$ 3,00 por ação ao preço-alvo.
Para os investidores que querem ter alguma exposição às concessionárias, o Santander acredita que devem embarcar nas ações da Ecorodovias por cinco motivos:
Assim como no caso da CCR, o Santander também atualizou as estimativas para levar em conta os resultados do segundo trimestre da Ecorodovias, alguns projetos de concessão, as premissas macroeconômicas e as perspectivas revisadas para os próximos anos.
Como resultado, as estimativas de Ebitda para 2024-2025 aumentaram em média cerca de 12%.
Segundo o Santander, a estrada agora está mais livre para as concessionárias brasileiras — pelo menos do lado operacional.
O banco vê um ambiente melhor para as empresas do setor, com desempenho de tráfego acumulado no ano acima do esperado — no caso da Ecorodovias houve alta de 4% em termos e CCR cresceu 3%.
O segmento também deve se beneficiar de um crescimento mais forte da economia brasileira nos próximos dois anos e de um esfriamento da inflação, acompanhado do afrouxamento do ciclo monetário.
Esse movimento pode ser visto, por exemplo, nos preços dos materiais asfálticos, que caíram 30% desde o pico em 2022, segundo o Santander.
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