E agora, Lemann? Credores da Americanas (AMER3) querem R$ 2 bilhões a mais para fechar acordo, diz agência
A proposta oficial colocada sobre à mesa é de R$ 10 bilhões, mas fontes ouvidas pela Bloomberg Línea, indicam que os credores querem R$ 12 bilhões para qualquer tipo de acerto

O acordo entre os acionistas de referência da Americanas (AMER3) — Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles — e os credores da varejista está a R$ 2 bilhões de acontecer, de acordo com a Bloomberg Línea.
Fontes ouvidas pela agência de notícias e que são próximas das negociações afirmam que bancos e detentores de títulos querem que o trio de bilionários injete R$ 12 bilhões na empresa para que um entendimento seja alcançado. Atualmente, a proposta oficial é de R$ 10 bilhões.
O bilionário, que mora na Suíça, deve vir ao Brasil para as negociações. Confira detalhes sobre o retorno de Lemann ao país.
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Ainda segundo a agência, as negociações estão avançando e os credores podem aceitar o pacote de troca de dívida por participação acionária proposto pela varejista.
Oficialmente, a Americanas está oferecendo até R$ 18 bilhões em ações e títulos conversíveis em troca de dívida, e alguns credores acreditam que a demanda pela transação será menor, dependendo do desconto implícito no valor de face da dívida, ainda de acordo com as fontes.
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Americanas: vem leilão por aí
Mas não é só isso que está sendo negociado. De acordo com a Bloomberg Línea, a Americanas também está oferecendo uma recompra de dívida em um leilão reverso.
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O problema é que esse leilão não atrairia alguns bancos brasileiros — a varejista está sinalizando extraoficialmente que o desconto mínimo sobre o valor de face da dívida seria de 60% e alguns banqueiros esperam uma recuperação maior dos créditos.
Neste caso, segundo as fontes, o leilão seria uma opção para aqueles credores que precisam de dinheiro imediato ou para quem comprou títulos da Americanas a preços mais baixos.
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O trio comandado por Lemann vai aceitar?
Nem Lemann nem a Americanas se manifestaram ainda sobre a nova proposta dos credores.
Mas, segundo as fontes, o trio de bilionários alega que seus investimentos na varejista superaram as retiradas em cerca de R$ 1,6 bilhão nos últimos dez anos.
Eles também dizem que perderam os investimentos na empresa depois que o valor da participação de 31% na Americanas despencou e que os credores devem compartilhar a dor com eles ao resgatar a varejista.
*Com informações da Bloomberg Línea
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