O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com lucro de R$ 5,3 bilhões, alta 36,4% ante o quarto trimestre de 2021, Ambev deve dar algum motivo para Lemann comemorar em meio à crise na Americanas
Desde a revelação do escândalo contábil da Americanas (AMER3), as atenções do mercado se voltaram para os negócios do bilionário Jorge Paulo Lemann. Entre eles, é claro, a Ambev (ABEV3), a empresa que abriu as portas do "sonho grande" do empresário e seus sócios.
Mas a divulgação do resultado da cervejaria no quarto trimestre deve dar motivos para Lemann brindar. Isso porque a Ambev registrou um lucro líquido ajustado de R$ 5,3 bilhões, o que representa um crescimento de 36,4% em relação ao mesmo período de 2021.
O resultado veio acima do esperado pelo mercado, que esperava um lucro por volta dos R$ 4 bilhões em razão do clima mais ameno nos últimos três meses do ano passado, que reduz o consumo de cerveja.
A Ambev conseguiu superar até mesmo a eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo, outro fator que preocupava os analistas. Afinal, com a seleção de Tite fora das fases finais no Catar os bares também perderam movimento.
No ano como um todo, a cervejaria de Jorge Paulo Lemann e seus sócios teve lucro de R$ 15,2 bilhões, um avanço de 12,6% em relação a 2021.
A Ambev atribui o aumento do lucro trimestral ao crescimento do Ebitda e à menor alíquota efetiva de impostos. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização cresceu 27,4% no conceito orgânico em relação aos últimos três meses de 2021 e atingiu R$ 7,1 bilhões.
Leia Também
O aumento do consumo de cervejas e refrigerantes pelos brasileiros ajudou no resultado da empresa de Lemann. O volume total vendido pela Ambev aumentou 1,5% no quarto trimestre, puxado justamente pelo crescimento no Brasil. Já nas outras regiões onde a companhia atua houve redução nos volumes.
Os números também indicam que a gigante de bebidas conseguiu promover reajustes de preços ao longo do quarto trimestre. Isso porque a receita líquida avançou bem mais que o volume vendido (+21,5%) e atingiu R$ 22,7 bilhões.
A pressão sobre a margem da Ambev, provocada pelo aumento das commodities e da inflação como um todo, continua. Mas aparentemente deu atenuada nos últimos três meses de 2022. A margem Ebitda da companhia inclusive cresceu 1,6 ponto percentual (no conceito orgânico) e chegou aos 31,3%.
Por fim, junto com o resultado, a Ambev divulgou a projeção para o CPV (custo dos produtos vendidos) no negócio de cervejas no Brasil. A expectativa da companhia é que o CPV apresente crescimento de 6,0 e 9,9% em 2023 — ou seja, provavelmente ficará acima da inflação no ano.
O aumento dos custos, que exclui a venda de produtos de marketplace que não são da Ambev e assume os atuais preços das commodities, virá em decorrência principalmente da inflação em geral e do aumento no custo de algumas commodities, de acordo com a companhia.
Ainda assim, a expectativa da Ambev é entregar um crescimento de Ebitda acima dos 17,1% de 2022. Resta saber agora se os investidores vão brindar os resultados no pregão de hoje da B3. No ano, as ações da cervejaria (ABEV3) acumulam queda da ordem de 5%.
Nem mesmo o lucro acima do esperado foi tentador o suficiente para os analistas brindarem o resultado da Ambev. Na manhã desta quinta-feira, as ações ABEV3 reagiam em queda de 1,63%, a R$ 13,25.
No geral, os analistas entenderam que o lucro acima do esperado não "desceu redondo" porque veio principalmente de um pagamento menor de impostos.
O Credit Suisse, por exemplo, qualificou o balanço como um "balde de água fria". Para os analistas, as receitas vieram abaixo do esperado diante do desempenho fraco das divisões internacionais da cervejaria.
Ainda assim, o banco tem recomendação "outperform" (equivalente a compra) para as ações da Ambev (ABEV3). O preço-alvo de R$ 18 representa um potencial de alta da ordem de 34% sobre o fechamento de ontem.
Fernando Ferrer, analista da Empiricus Research, destaca que o lucro da Ambev teria vindo abaixo do esperado se não fosse o impacto positivo da linha de imposto de renda.
“Enxergamos Ambev (ABEV3) negociando a múltiplos altos (16,5 vezes seus lucros para 2023) e fragilidades no que tange a uma eventual reforma tributária e fim do JCP, que aumentaria a alíquota de imposto e reduziria o lucro líquido da companhia”, escreveu o analista da Empiricus, que tem recomendação short (posição vendida) em ações da cervejaria de Lemann.
Qualquer melhora na bolsa depende do sucesso da Qualicorp em conseguir se reerguer. “Continuamos a acreditar que a performance da ação está firmemente conectada ao sucesso do seu plano de turnaround”, escreve o BTG Pactual.
Banco separa ativos de saúde via IPO reverso da Odontoprev e aposta que mercado vai reprecificar a “joia escondida” no balanço
O catálogo da Warner Bros inclui franquias icônicas como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, e personagens da DC Comics como Batman e Superman
Banco une operadora, hospitais, clínicas e participação no Fleury em um ecossistema de R$ 52 bilhões de receita — e já nasce mirando governança premium na bolsa
Dona da bolsa brasileira lucra R$ 1,4 bilhão no período, com crescimento em todos os segmentos
Remuneração será igual para ações ordinárias e preferenciais, com pagamento até 31 de agosto de 2026
Banco reconhece que a companhia mantém disciplina de custos e forte execução operacional, mas chama atenção para uma dinâmica perigosa para as ações
Balanço melhor que o esperado traz alívio aos investidores, mas projeções mais fracas para o início de 2026 limitam o otimismo
Com um caminhão de dívidas vencendo em 2025, o Pão de Açúcar (PCAR3) tenta alongar compromissos enquanto cortar custos. Mercado se pergunta se isso será o bastante
A empresa de saneamento possui 37% de participação de mercado no setor privado e tem como sócios a companhia Equipav, Itaúsa e o fundo soberano de Singapura
A agência de crédito elevou o rating da Azul de ‘D’ para ‘B-’, que ainda mantém a empresa em grau especulativo; entenda o que mudou
Depois de tentar deixar subsidiárias de fora da RJ da holding, pedido foi ampliado a atinge a Fictor Alimentos — movimento que expõe fragilidades operacionais e reacende dúvidas sobre a autonomia da companhia aberta
Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.
A queridinha do mercado no segmento de saúde teve um terceiro trimestre espetacular, o melhor desde seu IPO em dezembro de 2020, o que jogou as expectativas para cima
Após cortar payout de dividendos, banco busca alongar dívida híbrida e aliviar pressão sobre os índices até 2027
Companhia elétrica leva distribuição total de 2025 a R$ 1,37 bilhão, equivalente a 55% do lucro ajustado
Durante painel do BTG Summit 2026, os executivos dizem que a nova onda tecnológica não é opcional, e já está redesenhando modelos de negócio e geração de receita
Banco digital encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro recorde de US$ 895 milhões; veja os destaques
Executivos do banco espanhol prometem recuperar rentabilidade até 2028 e reduzir índice de eficiência para competir com os novos players
Pressão no vestuário e ambiente promocional intenso limitaram o crescimento, mas bancos enxergam ganhos operacionais à frente