Ação da Cosan (CSAN3) pode saltar mais de 70% em 2023. Confira 5 motivos para comprar os papéis, segundo o BofA
Ainda que estejamos a poucos passos do inverno, o clima é de sol para as ações da Cosan (CSAN3), com direito à música “Pé na Areia” como trilha sonora nas plantações de cana-de-açúcar da companhia, segundo os analistas do Bank of America (BofA). CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE O BofA manteve uma […]

Ainda que estejamos a poucos passos do inverno, o clima é de sol para as ações da Cosan (CSAN3), com direito à música “Pé na Areia” como trilha sonora nas plantações de cana-de-açúcar da companhia, segundo os analistas do Bank of America (BofA).
O BofA manteve uma visão positiva para os papéis e reiterou a recomendação de compra para CSAN3.
Entretanto, o banco cortou o preço-alvo para o fim de 2023, que passou de R$ 38 para R$ 31 por ação, devido à participação da holding em empresas do setor de energia.
Segundo os analistas, o corte é reflexo de projeções menores para os papéis da Raízen (RAIZ3), subsidiária do grupo, e da Vale (VALE3), na qual a holding possui participação.
Mesmo assim, os analistas destacam que a redução para o preço-alvo foi compensada pela melhora das estimativas para a controlada Rumo (RAIL3).
Apesar do corte no preço-alvo, a estimativa ainda implica em um potencial de valorização de cerca de 76% para os ativos em relação ao último fechamento, de R$ 17,60.
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Uma visão otimista para Cosan (CSAN3)
De acordo com o Bank of America, a visão mais positiva para Cosan tem base na análise na estrutura da holding, que “permite ter certeza sobre a força do grupo”.
A tese otimista para as ações da holding tem base em pilares como alavancagem, a taxa básica de juros brasileira e o futuro das subsidiárias.
Mas comecemos pelo início dos motivos citados pelo BofA para comprar as ações CSAN3.
Os analistas projetam benefícios com o início de cortes na taxa Selic, uma vez que a Cosan é “altamente sensível às taxas de juros”.
Segundo o banco, taxas mais baixas devem ajudar a empresa a se desalavancar, além de tornar os ativos subjacentes mais valiosos e destravar caixa para investimentos em novas oportunidades.
No caso da alavancagem, os analistas enxergam que a Cosan tem um balanço forte e “sob controle”, apesar da dívida líquida, que chega a R$ 30 bilhões.
Isso porque, na visão do Bank of America, a proporção média entre dividendos recebidos e juros pagos entre este ano e 2027 é de 2,7 vezes, superior ao nível histórico de 2 vezes.
“Acreditamos que isso permite que a empresa refinancie antes da amortização de 2025 a dívida emitida para adquirir sua participação na Vale”, escreve o banco em relatório.
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Outros pilares da tese positiva de Cosan (CSAN3)
Outra questão apontada pelos analistas é o potencial gerado por futuras listagens de subsidiárias em bolsa.
Isso porque a Cosan (CSAN3) já deixou claro a intenção de abrir o capital de todas as suas controladas.
Na visão do BofA, a potencial listagem de empresas poderia trazer valor para a holding, como foi visto no caso da Raízen, que abriu capital em 2021.
“Em termos de liquidez, entendemos que a Cosan não precisaria se desfazer parcialmente de nenhum dos ativos para cumprir suas obrigações de dívida”, destaca o banco.
O Bank of America destaca a expansão do negócio de terras da Cosan, o LandCo, que investe diretamente em 15 empresas que administram 318 mil hectares.
“A Cosan tem conseguido gerar valor em seu loteamento com giro de ativos e gestão fundiária”, afirmam os analistas.
“Há razões para acreditar que o mercado subestima o valor desses negócios e até os avalia como investimentos irrecuperáveis.”
Na análise do banco, existem três oportunidades principais para a Cosan no negócio de administração de terras:
- Reorganização societária;
- Giro do ativo; e
- Investimentos em irrigação.
Segundo os economistas, uma reorganização societária como uma única empresa poderia criar um novo negócio com gestão e estratégias próprias para aumentar a franquia.
Por fim, os analistas do Bank of America ressaltam a eleição do presidente da Cosan para o conselho de administração da Vale.
Com a eleição, Luis Henrique Guimarães agora chefia o comitê de alocação de capital da Vale.
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