🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

BOB GRANDSON FIELDS

Quem é Roberto Campos Neto e por que Lula partiu para cima do presidente do Banco Central

De ‘neto do Roberto Campos’ a presidente do BC, Roberto Campos Neto está em rota de colisão com Lula por causa da taxa Selic

Ricardo Gozzi
8 de fevereiro de 2023
7:39 - atualizado às 14:32
Montagem de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (BC), com chapéu de aviador olhando sorrindo para o lado
Roberto Campos Neto e o plano de voo do BC. - Imagem: Montagem Andrei Morais / Agência Brasil / Shutterstock/doomu

Até novembro de 2018, ele era apenas o neto do Roberto Campos, até mesmo para quem já era do mercado financeiro. Pouco mais de quatro anos depois, Roberto Campos Neto tornou-se personagem-chave de um cabo de guerra entre o Palácio do Planalto e o Banco Central.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora mais conhecido hoje do que quando foi indicado por Jair Bolsonaro para suceder Ilan Goldfajn à frente do BC, Roberto Campos Neto segue relativamente desconhecido fora de círculos restritos como a imprensa especializada, o mercado financeiro e agrupamentos políticos.

Nesse sentido, conhecer a origem, a trajetória e o impacto das ações de Campos Neto como banqueiro central talvez seja fundamental para entender por que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva despendeu tanto tempo, energia, cordas vocais e capital político em críticas diretas à autoridade monetária na semana que passou.

Quem foi Roberto Campos, o avô de RCN

Comecemos então pelas origens de Roberto Campos Neto.

Quando ajudou a criar o Banco Central do Brasil, fundado em 1964, o economista Roberto Campos tinha como prever muita coisa, menos que a autoridade monetária um dia viria a ser presidida por um de seus netos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma das principais referências intelectuais para os liberais clássicos e neoliberais de hoje em dia, Roberto Campos não foi apenas economista. Teve atuação destacada também como diplomata e político.

Leia Também

Nos estertores da Segunda Guerra Mundial, participou da delegação brasileira na Conferência de Bretton Woods, que daria origem ao sistema monetário global ainda em vigor na atualidade.

Sob Getúlio Vargas, participou da criação da Petrobras e de sua estruturação como empresa de capital misto.

No governo Juscelino Kubitschek, Roberto Campos presidiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), que mais tarde incorporaria o Social no nome e o S na sigla, transformando-se no atual BNDES.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais de 20 anos depois de sua morte, fatos como ter sido o primeiro ministro do Planejamento sob a ditadura civil-militar (1964-85) ou de ter participado da criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ainda fomentam opiniões fortes e debates acalorados em torno da figura de Roberto Campos. Contra ou a favor.

Cordão umbilical

Diante do extenso e influente currículo do avô, é quase natural que até quase completar meio século de existência Roberto Campos Neto fosse lembrado na maior parte do tempo como parente de Roberto Campos.

Apesar disso, Campos Neto construiu uma longa e sólida reputação no mercado financeiro ao longo dos anos.

Sem renegar o avô, formou-se em economia e especializou-se em finanças. De 1996 a 1999, operou com juros, câmbio, bolsa, renda fixa e até a quase esquecida dívida externa no banco Bozano Simonsen.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na sequência, Campos Neto acumulou quase duas décadas em duas passagens pelo Banco Santander intercaladas por um período na Claritas Investimentos.

Campos Neto na presidência do Banco Central

De executivo do mercado financeiro, Campos Neto foi convidado por Bolsonaro para ficar à frente do Banco Central a partir de 2019.

A indicação teria partido de Paulo Guedes na intenção de reforçar a imagem de liberal em sua passagem pelo Ministério da Economia.

Foi como presidente do Banco Central que passou a atender mais como Roberto Campos Neto do que neto de Roberto Campos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

À frente da autoridade monetária, Campos Neto implementou em 2020 o projeto do Pix, que vinha sendo gestado por seu antecessor, Ilan Goldfajn.

A partir do início de 2021, tornou-se o primeiro presidente do BC a atuar com autonomia formal na condução da autarquia.

Também está à frente do projeto do real digital e impressiona na fluência quando é convidado a falar sobre novos mercados como o de criptomoedas.

Campos Neto e a taxa Selic

Não faz muito tempo que a taxa Selic visitou suas mínimas históricas. Com Campos Neto no comando, o Comitê de Política Monetária (Copom) levou a taxa Selic a 2% ao ano em 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas a alta dos preços derivada da paralisação das cadeias de suprimento em meio à pandemia da covid-19 forçou a autoridade monetária a desencadear um intenso ciclo de aperto monetário.

Num intervalo de um ano e meio, a partir de fevereiro de 2021, a taxa Selic subiu mais de mil pontos-base até alcançar 13,75% ao ano no segundo semestre de 2022.

Mesmo assim, Campos Neto não conseguiu manter a inflação dentro da meta nos últimos dois anos.

A queda de braço com Lula

Ainda em dezembro de 2022, antes mesmo do início de seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva incumbiu o hoje ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de buscar uma aproximação com o BC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ciente da autonomia formalmente concedida ao Banco Central, Lula parecia ter como principal objetivo engajar a autoridade monetária em um esforço conjunto para recuperar a economia brasileira.

Afinal, na avaliação do novo governo, a herança recebida de Bolsonaro é “ainda mais maldita” do que aquela vinda de Fernando Henrique Cardoso em 2003.

O Copom da discórdia

Entre uma provocação e outra vinda do Planalto, tudo parecia estar sob controle até a virada de janeiro para fevereiro. Foi quando o Copom reuniu-se pela primeira vez desde a posse de Lula para seu terceiro mandato.

No encontro, o Copom decidiu pela manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano. Isso já era esperado. Na visão do governo, o problema estava no tom do comunicado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Copom cita no documento a "ainda elevada incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país" como um dos fatores do risco de alta para o cenário inflacionário.

O comunicado também indica que o Brasil precisaria conviver com juros altos por mais tempo que o esperado.

A reação do governo

No Palácio do Planalto, o teor do comunicado foi recebido como uma tentativa de sabotagem por parte do BC.

Além disso, Lula e seus ministros acreditam que seriam merecedores de um voto de confiança. Eles argumentam que herdaram de Bolsonaro um orçamento insuficiente, a inflação em níveis elevados e até mesmo uma situação de apagão de dados em alguns ministérios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos dias que se seguiram à decisão do Copom, Lula soltou o verbo contra Campos Neto. Disse ter se sentido traído, elevou o tom do descontentamento com o nível do juro básico, criticou o descompasso entre a alta dos preços e a taxa Selic e propôs a revisão do regime de metas de inflação.

Política no Banco Central?

O governo também passou a avaliar mudanças na diretoria do BC, de modo a enfraquecer Campos Neto e alinhar o BC com o governo.

Não é preciso dizer que isso contraria um dos principais argumentos dos defensores da autonomia do Banco Central, que é limitar eventuais interferências políticas no trabalho da autoridade monetária.

Para membros da administração Lula, porém, Campos Neto já atua de forma política, mas de modo a dificultar o sucesso do governo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma rápida visita a perfis de aliados do governo nas redes sociais traz à tona uma série de argumentos para que Lula confronte publicamente Roberto Campos Neto.

Acusam o banqueiro central, por exemplo, de ter permanecido em silêncio quanto às desonerações fiscais e à alocação de bilhões de reais em medidas por eles denunciadas como uma tentativa de Bolsonaro de comprar a reeleição ao longo do segundo semestre de 2022.

A preocupação fiscal, porém, já faz parte das comunicações oficiais do Copom pelo menos desde o fim de 2021.

Observadores apontam ainda que Campos Neto manteve contato próximo com ministros do antigo governo mesmo depois da posse de Lula. Além disso, foi votar vestindo uma camisa amarela da seleção brasileira, símbolo associado a simpatizantes de Bolsonaro nos últimos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Campos Neto joga água na fervura

Ontem, ao divulgar a ata da reunião da discórdia, o BC tentou jogar água na fervura.

Mesmo sem alterar os termos do comunicado, o Copom reconheceu sinais de uma atividade econômica mais fraca no Brasil e no mundo. Esse cenário pode tirar pressão da alta esperada para a inflação, de acordo com os diretores do Banco Central.

Além disso, indicou que as medidas fiscais anunciadas pelo novo governo podem reduzir o déficit primário previsto para este ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo que isso sirva para embasar uma possível trégua, é preciso ter em mente que, em política, nem tudo é o que parece. Analistas consideram improvável que Lula esteja disposto a arcar com o desgaste político de uma tentativa de derrubar Campos Neto.

O que interessa ao governo é outra queda: a da taxa Selic. Afinal, o fato de o Brasil dispor atualmente de uma das taxas de juros reais mais altas do mundo é um obstáculo adicional à tentativa de recuperar a economia. E ter um culpado na ponta da língua caso a recuperação não se concretize.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BOLSA FAMÍLIA 2026

Calendário do Bolsa Família março de 2026: veja quando começam os pagamentos e quem pode receber o benefício

1 de março de 2026 - 12:45

Pagamentos do Bolsa Família começam em 18 de março e seguem até o fim do mês conforme o final do NIS; benefício mínimo é de R$ 600

INVESTIDORES OPINAM

Eleições de 2026: pesquisa do BTG mostra ações favoritas em cenários com Lula ou Flávio Bolsonaro

1 de março de 2026 - 12:00

Levantamento feito durante a CEO Conference indica preferência por exportadoras em caso de reeleição de Lula e por financeiras e estatais em eventual vitória da oposição

CALENDÁRIO BPC

BPC/LOAS começa a ser pago amanhã (2): confira o calendário do benefício de um salário-mínimo

1 de março de 2026 - 11:11

Benefício assistencial começa na segunda-feira (2), seguindo o calendário do INSS e é pago conforme o número final do BPC

ALÉM DAS PISTAS

De ‘filho do dono’ a ativo milionário: Primeiro brasileiro na Fórmula 1 desde Massa movimenta milhões de dólares; veja valores e os salários de seus adversários na temporada

1 de março de 2026 - 8:16

Saiba quanto ganham os principais pilotos da F1 em meio a salários, bônus e patrocínios

PAGAMENTOS 2026

Bolsa Família, Pé-de-Meia, Gás do Povo e mais: veja o calendário completo dos programas sociais do governo para março de 2026

28 de fevereiro de 2026 - 14:06

Confira datas oficiais de pagamento dos benefícios sociais em março de 2026

BALANÇO DO MÊS

Rali do Ibovespa continua em fevereiro, mas Tesouro Direto acelera e coloca a renda fixa no páreo — na outra ponta, Bitcoin derrete quase 20%

27 de fevereiro de 2026 - 19:01

Bolsa brasileira diminui o ritmo em fevereiro, enquanto a renda fixa se valoriza diante da perspectiva de queda dos juros, e o Bitcoin segue em queda livre

MENOS DENTES, MAIS DINHEIRO

A inflação da fada do dente: uma moedinha já não é mais suficiente

27 de fevereiro de 2026 - 15:30

Crianças norte-americanas estão ‘cobrando’ dos pais uma média de US$ 5,84 por dente de leite, alta de 17% em relação ao ano passado

OLHOS NA SALA

Aspirador de pó espião? Homem assume controle acidental de milhares de equipamentos e expõe risco à privacidade

27 de fevereiro de 2026 - 15:17

Falha em sistema permitiu acesso remoto a mais de 7 mil aparelhos conectados dentro de residências

TRANSIÇÃO CONCLUÍDA

Gás do Povo: Governo prepara-se para implementar fase final do programa sucessor do Auxílio Gás

27 de fevereiro de 2026 - 14:28

Gás do Povo substitui o Auxílio Gás e garante recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda

INCENTIVO PARA ESTUDANTES

Calendário do Pé-de-Meia março 2026: veja quando o governo paga os incentivos do ensino médio

27 de fevereiro de 2026 - 10:20

Programa funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano

CAÇADORES DE PECHINCHAS

Receita Federal realiza leilão com iPhones baratos e carros a partir de R$ 6 mil; veja como participar

27 de fevereiro de 2026 - 10:18

O certame, marcado para 13 de março, reúne 223 lotes de produtos que vão de eletrônicos a joias, com preços abaixo do mercado

ARRUMANDO A CASA

Vale (VALE3) reforça capital e enxuga estrutura. O que está por trás do movimento de R$ 500 milhões?

27 de fevereiro de 2026 - 9:34

Mineradora capitaliza reservas e incorpora duas empresass em meio a questionamentos do mercado sobre o fôlego das ações VALE3

BRILHOU SOZINHA MAIS UMA VEZ

Lotofácil 3622 paga prêmio milionário em capital; Mega-Sena acumula pelo oitavo sorteio seguido e valor em jogo vai a R$ 145 milhões

27 de fevereiro de 2026 - 6:57

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

‘NO PRECINHO’

Considerada a capital Nacional do Doce, essa cidade já foi uma das mais ricas do Brasil e hoje é a mais barata para se comprar um imóvel

26 de fevereiro de 2026 - 15:36

Uma cidade do interior do Rio Grande do Sul foi considerada uma das cidades mais baratas para se comprar imóveis residenciais

ALÉM DA ORLA

Longe da praia, este é o bairro com o aluguel mais caro do país — e fica ao lado de um dos parques mais visitados da América Latina

26 de fevereiro de 2026 - 15:08

Levantamento aponta mudança no mapa das regiões mais valorizadas do Brasil e revela disparada de preços em área nobre de São Paulo

TOUROS E URSOS #260

Dólar abaixo de R$ 5, juros em queda e Ibovespa caro: esta é a visão da Legacy para 2026

26 de fevereiro de 2026 - 12:45

Pedro Jobim, economista-chefe e sócio-fundador da Legacy Capital é o convidado desta semana no podcast Touros e Ursos

SOB PRESSÃO

O rombo de R$ 50 bilhões que abalou o FGC: “É algo novo”, diz ex-presidente do fundo sobre caso Banco Master

26 de fevereiro de 2026 - 10:58

Impacto é mais que o dobro do maior caso da história do fundo, mas Jairo Saddi diz que não há risco sistêmico e defende ajustes sem pressa

SÓ DEU ELA

Lotofácil 3621 deixa 2 vencedores mais próximos do primeiro milhão de reais; Mega-Sena promete R$ 130 milhões hoje

26 de fevereiro de 2026 - 7:58

Os ganhadores do concurso 3621 da Lotofácil vão embolsar mais de R$ 750 mil, mas as bolas na trave na +Milionária, na Dupla Sena e na Lotomania também chamaram a atenção.

BTG SUMMIT 2026

‘Gosto de ativos em reais. No final das contas vai remunerar melhor do que o dólar’, diz André Esteves ao falar de investimentos em evento do BTG

25 de fevereiro de 2026 - 19:59

Em evento do BTG Pactual, o chairman e sócio sênior do banco indicou quais os melhores ativos para investir neste ano; confira

BTG SUMMIT 2026

Nem bolha, nem catástrofe para os empregos: gestor da Kinea explica o que o mercado ainda não entendeu sobre a inteligência artificial

25 de fevereiro de 2026 - 19:01

Durante evento do BTG Pactual, Marco Freire afirmou que a inteligência artificial deve transformar empregos e investimentos no longo prazo, mas descarta ruptura imediata

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar